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Trechos de uma Carta

NACIONALISMO E INTERNACIONALISMO



Somos nacionalistas, não somos jacobinistas. Aceitamos idéas universaes, repudiamos o cosmopolitismo. Desejamos, no futuro(quando as autoridades nacionaes estiverem recompostas) um internacionalismo de Patrias; renegamos o internacionalismo de individuos. As crises actuaes(super-producção, os sem trabalho, a insolvabilidade das nações, a luta de classes) têmcomo causa a crise de autoridade dos governos; a "soberania nacional" é méramente politica: a soberania financeira pertence aos banqueiros, ao super-capitalismo. Por consequencia, a primeira etapa das nações será o nacionalismo que fortalece a autoridade. Nacionalismo compreende todas as forças vivas e actuantes do país. A propaganda integralista deve, portanto, ser feita no seio das colonias estrangeiras, sem, comtudo, se permittir que estrangeiros tenham preponderancia no movimento.



Não sustentamos preconceitos de raça; pelo contrario, affirmamos ser o povo e a raça brasileiros tão superiores como quaesquer outros. Em relação ao judeu, não nutrimos contra essa raça nenhuma prevenção. Tanto que desejamos vêl-a em pé de igualdade com as demais raças, isto é, misturando-se,pelo casamento, com os christãp. Como estes não são intransigentes nesse sentido, desejamos que tal inferioridade não subsista nos judeus porque uma raça intelligente não deve continuaramanter preconceitos barbaros.



RAÇAS E CAPITALISMO



Quanto ao capitalismo judeu, na realidade, elle não existe como tal. O que se dá é apenas uma coincidência: mais de 60% do agiotarismo internacional está nas mãos israelitas. Isso não quer dizer que sejam elles os responsaveis exclusivos pelas desgraças actuaes do mundo. Com o advento do Estado Integralista, por conseguinte a quéda da Economia Liberal, o rythmo economico se altéra completamente, passando os governos a exercer controle sobre os phenomenos da producção, da circulação, do consumo e sobre as actividades technicas e do trabalho. O capitalismo internacional será uma reminiscencia de museu. Tornando-se o mundo todo integralista, a humanidade ficará livre da dictadura das Bolsas e dos aparelhamentos particulares de crédito. A unidade da moeda restituirá a soberania financeira dos povos. o intermediário será um objecto archeologico. Os conflictos sociaes, livres da fatalidade da concorrencia internacionalque altera o preço dos salarios, terão quasi solução automatica, fortalecendo-se, dess'arte, o prestigio das magistraturas do trabalho. Nessas condições, não podemos querer hoje mal ao judeu, pelo facto de ser o principal detentor do ouro, portanto principal responsavel pela balburdia economico-financeira que atormenta os povos, especialmente os semi-coloniaescomo como nós, da América do Sul. O judeu capitalista é igual a um christão-capitalista: signaes de uma época de democracia-leberal. Ambos, não terão mais razão de ser porque a humanidade se libertará da escravidão dos juros e do latrocinio do jogo das Bolsas e das manobras banqueiristas. A animosidade contra os judeus é, além do mais, anti-christã e, como tal, até condemnada pelo proprio catholicismo. A guerra que se fez a essa raça, na Allemanha, foi, nos seus exageros, inspirada pelo paganismo e pelo preconceito de raça. O problema do mundo é ethico e não ethnico.



VERDADES HISTORICAS



E já que falamos em ethica, focalizo um tópico de sua carta relativo ao "poderio commercial e financeiro do grande povo hollandês" em outros tempos. Realmente, no alvorecer do individualismo economico e da internacionalização do commercio, houve aquelle poderio da Hollanda, mas não do "povo hollandês". Recentemente esse poderio pertenceu ao capitalismo installado na Inglaterra, mas a miseria do povo inglês foi concomitante. Os movimentos trabalhistas na Inglaterra provam isso; a fixação de Marx e Engels em Londres demonstrou que a oppressão do povo creava um clima para as revoltas sociaes. O esplendor da City e da Wall-Street não significaram o poder de britannicos e americanos: miseraveis dormiam nos bancos das Avenidas e a crise dos "sem trabalho" não é uma expressão de poderio. O capitalismo não tem Patria. Elle se installa onde melhor lhe convém num momento historico. A sua politica é super-nacional porque exprime os interesses fóra do ambito do Estado.



SOLUÇÕES INTEGRALISTAS



Tudo isso vem confirmar o que disse atraz: creado o Estado Integral, já não interessará a canalização de capitaes porque a Economia não será mais regida por um conceito estatico, que é o da moeda, transformada em mercadoria, porém pelo conceito dymnamico da producção. As possibilidades da producção e a honra dos governos serão, quando o mundo todo fôr Integralista, verdadeiros lastros do dinheiro, transformado por um novo sentido de economia, executando seu legitimo papel de agente intermediario, e não mais em algoz do genero humano, em oppressor das nacionalidades, como o Brasil, preso, ha cem annos, na gaveta de Rotschild. No integralismo, o judeu se apaziguará com os outros povos. Raiará uma época de verdadeira fraternidade. O longo fadario, a angustia do israelita cessarão. Esse povo poderá até ter o direito de construir a sua propria nação, entregando-se aos trabalhos do campo e das fabricas, cooperando com sua grande intelligencia para a civilização, livre agora das desconfianças que desperta e em que vive, o que o leva a isolar-se e a enkistar-se nas patrias alheias. Não podemos odiar uma raça da qual sahiu Jesus Christo. Veja, pois, que o nosso ponto de vista é superior a respeito dos problemas. Não combatemos nem raças nem classes: insurgimo-nos contra uma civilização.



PACIFISMO



Somos pacifistas. Queremos a união de todas as nações sul-americanas porque nossos problemas, nossa escravidão são identicas. Denunciamos,porém, á Nação uma certa Liga Anti-Guerreira, que é communista. O pacifismo pregado pela III Internacional está em desacordo: 1º) - com os methodos de violencia preconizados por Sorél e adoptado pelo bolchevismo; 2º) - com o formidavel exercito vermelho que escraviza os proletarios e os camponeses na Russia; 3º) - com as guerrasateadas na China pelos agentes de Moscou. - Cumpre notar: não confundir o nosso pacifismo com passivismo".



PLINIO SALGADO



("Panorama" - Anno I - Abril e Maio de 1936 - Nº 4 e 5 - págs. 3, 4 e 5.).

Obs. Mantida a ortografia original


13/05/2008, 16:13:15



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