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Homenagem a Gustavo Barroso

Deputado Elimar Máximo Damasceno, Congresso Nacional em 18.03.2003

Sr. Presidente, antes de ler meu pronunciamento - sobre o acadêmico Gustavo Barroso, apresento projeto de lei que inscreve o nome do Marechal João Batista Mascarenhas de Morais no Livro dos Heróis da Pátria.

O presente projeto de lei pretende instituir justa e oportuna homenagem a um dos personagens de nossa História, que, por sua atuação militar, principalmente na II Guerra Mundial, à frente da Força Expedicionária Brasileira, merece ter seu nome registrado no referido Livro.

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, venho a esta tribuna homenagear a memória de um dos mais admiráveis intelectuais da História do Brasil - o acadêmico cearense Gustavo Barroso, autor de vasta obra literária sobre os mais diversos temas, Diretor do Museu Histórico Nacional, a partir de 1922, e Patrono dos Dragões da Independência, regimento que monta guarda à Presidência da República e cujos belos uniformes foram por ele desenhados, após longa e minuciosa pesquisa histórica.

Gustavo Barroso nasceu em dezembro de 1888, em Fortaleza, capital cearense, e faleceu em dezembro de 1959, no Rio de Janeiro. Sua estréia na literatura deu-se muito cedo, aos 23 anos, quando publicou o livro Terra de Sol, sob o pseudônimo de João do Norte; ensaio político sobre a natureza e os costumes do sertão cearense.

Gustavo Barroso foi advogado, professor, político, contista, folclorista, cronista, ensaísta e romancista. A vasta obra de Gustavo Barroso, de 128 livros, abrange história folclórica, crítica, erudição, filologia, ensaios, contos, crônicas, novelas regionais, pensamentos, memórias, viagens políticas e até um dicionário.

Com apenas 35 anos de idade, Gustavo Barroso foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira nº 19, onde desempenhou intensa e relevante atividade até o fim da vida. Em 1923, como tesoureiro da instituição, comandou a adaptação do prédio do Petit Trianon, que o Governo francês oferecera ao Governo brasileiro para nele instalar a sede da Academia. Presidiu a instituição por 4 mandatos.

Em janeiro de 1941 foi escolhido, a par de Afrânio Peixoto e Manoel Bandeira, para coordenar os estudos e pesquisas relativo ao folclore brasileiro.

Em 1933, após ouvir a conferência do Chefe da Ação Integralista Brasileira, Plínio Salgado, Gustavo Barroso aderiu ao Integralismo, tornando-se seu mais importante doutrinador. No mesmo ano publicou o livro "O Integralismo em Marcha", e, no ano seguinte, produziu a obra que daria ao Movimento Integralista seus mais sólidos fundamentos teóricos: "Brasil, Colônia de Banqueiros".

Nessa obra, Gustavo Barroso defende a tese ainda hoje polêmica de que o Brasil não é um país independente, uma vez que o brado retumbante de D. Pedro I resultou num compromisso com a dívida externa que a Inglaterra herdara de Portugal. Seríamos, pois, dependentes do imperialismo inglês ,assim como hoje haveria dependência do capital internacional.

Em 1937 publicou "Integralismo e catolicismo";" A maçonaria: seita judaica"; "Judaísmo, maçonaria e comunismo"; e "A sinagoga paulista". No ano seguinte, escreveu o livro "Corporativismo, cristianismo e comunismo".

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, é lamentável que no nosso País não se tenha por hábito enobrecer a memória de nomes como Gustavo Barroso, que tanto contribuiu para a cultura e a política do País. Não faz sequer um século que ele nos deixou; fragmentos de sua atuação, como a criação do Museu Histórico Nacional, ocupa lugar de destaque no cenário nacional.

Pergunte-se, porém, a qualquer cidadão bem formado sobre quem foi Gustavo Barroso e ele dificilmente saberá.

Sr. Presidente, nobres colegas, ao ocupar um microfone do plenário desta Casa para falar algumas palavras sobre a vida e a obra de Gustavo Barroso, pretendi resgatar do esquecimento algo da trajetória deste extraordinário intelectual.

Espero que minha modesta iniciativa contribua para tornar mais conhecida a participação deste cidadão invulgar na constituição do patrimônio simbólico nacional.

Parabéns ao povo cearense!
Era o que tinha a dizer.

SR. ELIMAR MÁXIMO DAMASCENO
(PRONA-SP. Como representante. Sem revisão do orador.)


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