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Ronan Matos toma possa como membro da AJAL

No último dia 29 de Setembro, o Sr. Ronan Pedro Silva Matos, membro da Frente Integralista Brasileira, foi empossado como membro da AJAL - Academia Juvenil Acreana de Letras, instituição em que ocupará a cadeira de número 19, cujo patrono é Nelson Rodrigues. Vale lembrar, a título de curiosidade, que os integralistas Gustavo Barroso e Américo Jacobina Lacombe ocuparam a cadeira de mesmo número na Academia Brasileira de Letras, cadeira esta que tem como patrono o diplomata, escritor e professor Joaquim Caetano.

 Nascido na cidade de Porto Velho – RO, o novo ocupante da cadeira n°19 da Academia Juvenil Acreana de Letras tem dezoito anos e é  acadêmico de História/Licenciatura pela Universidade Federal do Acre. Escritor e poeta, criou o heterônimo Ernildo Weller, poeta, filósofo e jurista de ascendência germânica nascido em São Bento do Sapucaí-SP e que ocupou por duas décadas a cadeira de Filosofia do tradicional Liceu do Ceará, em Fortaleza.

Segue um trecho do discurso de Ronan Matos na AJAL, discurso este que pode ser encontrado na íntegra em http://www.integralismo.org.br/?cont=920&ox=28.

 

“Não sei se sou escritor, mas sou homem propenso às letras, que ainda não encontrou êxtase maior do que aquele em que se encontra quando ablutado nelas. As letras não são uma escolha, mas uma vocação. Do latim vocare, é um chamamento do que transcende.Uma exigência indesviável somente mediante a qual se poderá nortear a vida, dando-lhe sentido, como bem pontua a psicologia frankliana. Apesar do que aponta o prof. Olavo de Carvalho, no sentido de que a "realização superior do homem" vem sendo substituída pela mera busca de emprego, decidi, como ato de suprema vontade, ir contra a corrente, marchar contra o ímpeto das massas. Atender a um excelso chamado.Toda literatura é moral. Duma forma ou doutra, em verso ou em prosa, temos a ambiciosa pretensão de transpor nossa visão de mundo, nossa particularíssima - ainda que nosso ego nos diga que é universal - perspectiva do homem e do universo. Nesse sentido, toda a filosofia, entendida como compreensão de mundo, como uma atividade permanente do espírito humano, tem por fim prático a moralização, a correção e o apontamento da conduta humana. Há os que discordariam de minhas ponderações, entrementes, até os antimoralistas prescrevem suas perspectivas éticas sobre o homem, independentemente do quão degeneradas possam ser consideradas. A literatura moral não morreu com Ariano Suassuna, mas vive em cada letra e cada verso que a terra expele.

Minha perspectiva de mundo, confesso, já se encontra em meus versos. Sou um espiritualista; para mim, o mundo não se reduz à sua existência material imediata. Pelo contrário, transborda de tal, como o Real não pode ser totalmente apreendido, processado ou exprimido pelos nossos limitados circuitos neurais. Não me vejo como um indivíduo, minha existência é naturalmente referenciada no outro. A sociedade, para a sociologia de Luhmann, é um sistema de comunicação omniabarcador. E a comunicação, que produz a dimensão social, reside na relação entre Ego e Alter. Assim, jamais poderei pensar em mim, senão através do outro.

Creio na integração de Deus, da Pátria e da Família. Estes só podem ser exprimidos sem erro, nos limites da simples razão, quando estão unidos. E nisso se insere minha presença nesta ilustre academia juvenil. Trilhar os passos dos que já foram e abrir os caminhos aos que virão, inserindo-me num harmônico movimento interior da História, que visa romper as amarras castrantes do materialismo. Assim como Gustavo Barroso, compreendo minha vida na missão de defender e eternizar o nosso povo. Se Barroso eternizou o homem cearense, eis que ambiciono inscrever na literatura universal cada traço dos povos acreanos em suas similitudes e distinções. O poeta, assim como outrora Plínio Salgado e Menotti Del Picchia no Movimento do Verde-Amarelismo, deve ser vanguarda para a sua gente, para o seu povo. E jamais separar o político do poético. E a estética da ética e da retórica. Os muros da academia não são um fim em si e nem devem cerrar limites ou traços fronteiriços com a realidade e o povo. Da Academia, virá a arte. E da arte, virá a Academia. A arte, por sua vez, provém da legítima expressão do povo, de seus anseios, de suas crenças e de sua formação existencial. A arqueologia de uma gente é antes de tudo uma atividade literária.” 


17/10/2018, 23:45:53



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