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Natal é momento de reflexão em tempos difíceis

É complexo para os homens, em um mundo marcado pelo relativismo, pelo laicismo e pelo ateísmo, compreender o verdadeiro significado do natalício de Jesus Cristo e o que este acontecimento representa para toda a humanidade. Na chamada ‘sociedade de consumo’, o Natal parece ser um dos grandes paradoxos da sociedade moderna, tendo se transformado em mais um feriado comercial repleto de tradições superficiais, em que é impossível, para a maior parte das pessoas, enxergar além dos presentes e das luzes piscantes que ornamentam as praças e os edifícios das cidades.

As superficialidades dificilmente darão lugar ao verdadeiro significado do Natal se os homens não compreenderem a miséria na qual se encontram: não é uma pessoa que caminha diante do abismo, é um povo, é toda uma civilização que está perdida no escuro e não sabe disso...

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Em “Marcha Fúnebre”, Plínio Salgado demonstra que “o homem moderno retornou ao estado de espírito anterior ao monoteísmo e à revelação cristã, para viver apavorado diante dos elementos. Pois, se hoje já não treme diante dos trovões e dos raios, começa a tremer e vai até ao delírio, sentindo o rumor ‘freudiano’ do seu subconsciente em tropel, que ele procura decifrar através da psicanálise, como outrora os povos primitivos procuravam conhecer o mundo exterior através dos seus sortilégios e superstições”. O homem moderno, tão entendido das ciências e das mais diversas técnicas, destruíra a razão e o verdadeiro significado do espírito, para voluntariamente regressar ao período de trevas de que tinha saído com o advento da Revelação Cristã.

O mundo moderno é um mundo medíocre de espírito, egoísta, sem moral e, por conseguinte, sem Cristo. A Civilização Cristã deu lugar a uma tirânica Civilização Materialista, onde o homem é julgado pelo que tem e não pelo que representa. Perder Cristo, neste regresso ao materialismo absoluto, faz das sociedades humanas simples agrupamentos de pessoas tristes, pois, por mais esplêndido que o seja, nenhum progresso ou conquista material será capaz de suprir as carências do espírito.

A humanidade precisa olhar com humildade para o passado...

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“O povo que andava nas trevas viu uma grande Luz”. É dessa forma que o Profeta Isaías se refere ao nascimento de Jesus – a grande luz que tira a humanidade das trevas. Naquele tempo, os homens estavam tão confusos quanto se encontram hoje, procurando sentido em um mundo insensato, vivendo uma vida a esmo diante da total falta de sentido.

Este povo viu, então, uma grande Luz. Não uma luz qualquer, mas, uma Luz Alfa, princípio e fim de todas as coisas, que veio e que iluminou tudo, clareando o sentido da vida e a finalidade das coisas. Não era simplesmente a estrela de Belém, era muito mais: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz." – Prosseguiu Isaías, em seu livro, no capítulo 9.

Eis que se dispersaram as trevas para o povo que estava perdido, pois, se antes os homens angustiados tinham como destino de seu próprio ser apenas eles mesmos, agora tudo mudara: o destino do homem não é o homem. A finalidade do homem na terra é suprema e este caminha para Deus. O sentido da vida não está no mundo de trevas em que caminhavam os homens perdidos. O sentido da vida vem de fora, do exterior. Os homens caminham em uma marcha transcendental em direção a Deus. O logos divino se fez carne, ou seja, a lógica se fez carne, veio ao mundo e equilibrou todo o sentido do Universo.

O Universo se curva diante daquela pequena criança, tão frágil e nascida em local tão incomum, mas que consegue dar sentido à vida de cada um.

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Além de ser momento de profunda reflexão e verdadeiro aprendizado na desmedida confusão do mundo moderno, o nascimento de Cristo deve ser oportunidade para um glorioso “Despertar de Consciências”, onde aqueles que foram libertos por suas consciências ajudam a libertar aqueles que ainda estão com a alma aprisionada nas masmorras de ignorância da sociedade burguesa, vulgarizada pelos costumes e indiferente aos problemas do mundo.

Neste período de grande confusão, quando a humanidade parece preparar  sua própria cova, o Homem, mais do que nunca, precisa compreender a mensagem Cristã; e esta deve continuar a ser a Luz que conduz a humanidade para fora das trevas.

 
Eduardo Ferraz
Secretário de Expansão e Organização da Diretoria Administrativa Nacional
 
 
Nota:
[1] Artigo publicado originalmente no Informativo Ação!, edição de novembro/dezembro de 2012; pág. 03; título adaptado pelos editores do Portal Nacional.

 


21/12/2012, 18:15:51



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