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Sobre o dossiê 'Nazismo no Brasil'

No artigo Entre a suástica e a palmatória, de Alice Melo, que consta do Dossiê Brasil nazista, publicado na edição nº 88 da Revista de História da Biblioteca Nacional, de janeiro de 2013, há uma clara confusão entre o Integralismo e o Nacional-Socialismo, movimentos bastante diversos, como, aliás, fica claro a qualquer um que compreender o artigo Fora do Eixo, de Francisco Eduardo Alves de Almeida, que, publicado no mesmo dossiê, assinala que a maior parte dos marinheiros da Marinha do Brasil era ligada ao Integralismo, ao mesmo tempo em que sublinha o fato de ser insignificante o número de marinheiros simpatizantes do Nacional-Socialismo.

Salientamos que o fato de o símbolo da Fazenda Cruzeiro do Sul haver sido a suástica não significa que os seus proprietários fossem simpatizantes do Nacional-Socialismo, posto que a suástica é um símbolo tradicional, presente, com pequenas variações, em diversas culturas, do México ao Japão, sendo, ademais, muito comum seu uso em todo o Ocidente até 1945. Ressaltamos, ainda, que julgamos que Osvaldo Rocha Miranda, proprietário da vizinha Fazenda Santa Albertina, é inocente das acusações que lhe são imputadas, frisando que a redução de pessoas a condição análoga à escravidão é totalmente contrária aos princípios do Integralismo, bem sintetizados, no que se refere à concepção laboral, na Carta Integralista do Trabalho, de Gustavo Barroso.

Isto posto, recordamos que o Manifesto de Outubro, com que Plínio Salgado lançou oficialmente a Ação Integralista Brasileira, é categórico ao condenar as absurdas teorias racistas ainda tão em voga no País naquele ano de 1932 e que o mesmo Plínio Salgado, que proclamava que “o problema do Mundo é ético e não étnico”, foi pioneiro na condenação do Nacional-Socialismo no Brasil, havendo escrito numerosos artigos contra esta ideologia, além da célebre Carta de Natal e fim de ano, de 1935. Ademais, o Integralismo, “de cuja agenda constavam”, nas palavras de Alberto da Costa e Silva, em texto publicado na obra coletiva Viagem incompleta, “a valorização do mestiço e a dignificação do negro”, reuniu, em suas fileiras, milhares de negros, incluindo personalidades como João Cândido, Abdias do Nascimento, Sebastião Rodrigues Alves, Ironides Rodrigues e Dario de Bittencourt, este último o primeiro Chefe Provincial da Ação Integralista Brasileira no Rio Grande do Sul, contando, ainda, o Integralismo, com a admiração de Arlindo Veiga dos Santos, fundador e principal líder da Frente Negra Brasileira, que tinha como órgão oficial o jornal “A voz da raça”, cuja epígrafe – claramente inspirada na divisa integralista “Deus, Pátria e Família” – era “Deus, Pátria, Raça e Família”.
 
 
Victor Emanuel Vilela Barbuy,
Presidente Nacional da Frente Integralista Brasileira
 
 
Nota:
[1] Esta publicação reproduz na íntegra nota enviada a Revista de História da Biblioteca Nacional. 

02/02/2013, 17:03:29



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