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Posição do Integralismo em face do racismo

Celebramos, no último dia 13 de Maio, os cento e vinte cinco anos da assinatura da Lei Áurea, gesto grandioso que marcou o fim do ignominioso sistema escravista no Brasil e pelo qual a Princesa Isabel, a partir de tal momento cognominada a Redentora, trocou o Trono pela redenção de toda uma estirpe,  inscrevendo em letras de ouro seu nome não apenas na História Pátria, mas também na História Universal, e sendo por tal ação agraciada, pelo Papa Leão XIII, com  a Rosa de Ouro, ofertada pelo Sumo Pontífice a soberanos e personalidades católicas insignes. Celebramos, do mesmo modo, o quarto aniversário do nosso Manifesto de 13 de Maio [I], no qual, de acordo com os ditames da Doutrina Integralista, essencialmente cristã e brasileira, proclamamos nossas posições antirracistas, declarando guerra sem quartel às políticas de institutucionalização do racismo promovidas pelas ideologias “esquerdistas”, que, nos últimos anos, vêm trocando a “luta de classes” pela “luta de raças”, assim como pela “luta de ‘gêneros’”, e sustentando  a necessidade de pelearmos por uma Nova Abolição, Abolição Integral do Povo e da Nação Brasileira da escravidão econômica aos grandes grupos financeiros internacionais, à usurocracia mamonística dos fariseus da Internacional Dourada, mãe da Internacional Vermelha, desencadeando, para tanto, as forças infinitas que dormem, ignotas, no fundo da alma deste vasto Império por nome Brasil.

Ainda recordando a data de 13 de Maio, hoje tão criminosamente olvidada em virtude da deletéria ação das forças antitradicionais e antinacionais, reputamos oportuno divulgar aqui um breve e singelo artigo a respeito da posição integralista com relação ao racismo, artigo este que escrevemos há alguns dias, visando dar a conhecer tal posição aos patriotas brasileiros ainda pouco conhecedores da Doutrina do Sigma.
 
***
 
O movimento tradicionalista, patriótico, nacionalista e renovador a que denominamos Integralismo Brasileiro, ou, simplesmente, Integralismo sempre se opôs visceralmente às ideias do racismo biológico, pretensamente científico, que, lamentavelmente, tinha muitos adeptos no País quando do surgimento oficial da Ação Integralista Brasileira (AIB), em outubro de 1932. Com efeito, o denominado Manifesto de Outubro, primeiro documento oficialmente integralista do Brasil, escrito por Plínio Salgado, Chefe Nacional da AIB, e divulgado à Nação no dia 07 de outubro daquele ano, já denunciava que os pequenos e grandes burgueses citadinos do Brasil eram, em regra, cosmopolitas que desconheciam “os pensadores, os escritores, os poetas nacionais” e viviam a “engrandecer tudo o que é de fora, desprezando todas as iniciativas nacionais”, se envergonhando “do caboclo e do negro de nossa terra”, desconhecendo “todas as dificuldades e todos os heroísmos, todos os sofrimentos e todas as aspirações, o sonho, a energia, a coragem do povo brasileiro” e vivendo “a cobri-lo de baldões e de ironias, a amesquinhar as raças de que proviemos” [1].
 
Em 1934, em carta dirigida aos integralistas, Plínio Salgado sintetizou toda a posição do Integralismo perante a questão étnica na lapidar frase segundo a qual “o problema do mundo é ético e não étnico” [2]. No mesmo sentido, Miguel Reale, Secretário Nacional de Doutrina da AIB, proclamou, na Súmula do Integralismo, que este movimento se mantém “alheio a todo e qualquer preconceito de raça, preferindo julgar o homem, não pelos aspectos exteriores da cor, ou do formato dos crânios, mas pelos valores morais e cívicos”, de sorte que “a tese racista não está, nem nunca esteve, dentro das nossas cogitações” [3]. Ainda neste diapasão, Gustavo Barroso, Chefe da Milícia Integralista e, depois, Secretário Nacional de Educação Moral, Cívica e Física da AIB, proclamou que o Integralismo “combate os racismos, os exclusivismos raciais” [4].
 
Os integralistas, com efeito, sempre tiveram plena consciência de que as pretensamente científicas teorias racistas tinham, como já apontara Alberto Torres, “natureza política” [5], não passando de um instrumento das nações economicamente desenvolvidas da Europa e da América do Norte para justificar o domínio dos povos por eles julgados inferiores. Ademais, estando, no dizer de Alberto da Costa e Silva, entre os “mais atentos leitores” do autor de O problema nacional brasileiro e de A organização nacional, não puderam deixar de fazer constar de sua agenda “a valorização do mestiço e a dignificação do negro” [6].
 
Um escravo liberto trajando o uniforme Integralista. Imagem: Revista Anauê! Abril de 1937, ano III, n.14, pg. 23.
 
Mestiços, fossem eles caboclos, mulatos, mamelucos ou produto da fusão das três grandes estirpes formadoras da Nação Brasileira se contaram às várias dezenas de milhares nas fileiras da Ação Integralista Brasileira, sendo que o próprio Plínio Salgado se orgulhava de ter em suas veias o sangue dos filhos de Pindorama, de sorte que era, ele próprio, um autêntico caboclo brasileiro. Quanto aos negros, também foram eles assaz numerosos entre os soldados de Deus e da Pátria, reunidos à sombra da bandeira azul e branca do Sigma. Entre estes últimos, podemos evocar figuras como aquelas do “Almirante Negro” João Cândido, do ativista negro, teatrólogo, escritor e artista plástico Abdias do Nascimento, do sociólogo Guerreiro Ramos, do escritor e militante negro Sebastião Rodrigues Alves, do professor de Direito, escritor e membro da Academia Sul-Riograndense de Letras Dario de Bittencourt, que chegou a ser Chefe Provincial da AIB no Rio Grande do Sul, e do jornalista, escritor, advogado, militante negro e professor Ironides Rodrigues, que durante anos assinou uma coluna sobre cinema no jornal integralista A Marcha, dirigido por Gumercindo Rocha Dorea.
 
Cumpre salientar, ademais, que as relações da Ação Integralista Brasileira e da Frente Negra Brasileira (FNB), maior movimento negro da História do Brasil, que teve como principal líder Arlindo Veiga dos Santos, também Chefe Geral da Ação Imperial Patrianovista Brasileira (AIPB), sempre foram excelentes, chegando o jornal da FNB, A voz da raça, a ter como epígrafe o lema “Deus, Pátria, Raça e Família”, inspirado no lema Integralista “Deus, Pátria e Família”.
 
Ainda a respeito da posição antirracista do Integralismo, convém evocar o testemunho de Gilberto Freyre, que, na obra Uma cultura ameaçada – a luso-brasileira, faz referência ao geógrafo nacional-socialista Reinhard Maack, que, atacando o Integralismo, afirmara, com indignação, que um dos “chefes teuto-brasileiros” da Ação Integralista Brasileira havia exclamado, em discurso proferido em Blumenau: “Na época de completa fraternização de toda a família brasileira num Estado integral, não haverá mais diferenças de raça e de cor”. Para Freyre tal posição seria “um dos pontos simpáticos e essencialmente brasileiros do programa daquele movimento”, isto é, do Movimento Integralista, enquanto para Maack seria a “heresia das heresias” [7].
 
Assim, apenas um ignorante ou alguém extremamente mal intencionado pode dizer que o Integralismo é ou foi algum dia um movimento racista.
 
Victor Emanuel Vilela Barbuy
Presidente Nacional da Frente Integralista Brasileira
 
 
Notas:
[I] BARBUY, Victor Emanuel Vilela. Manifesto de 11 de Maio. Disponível em: http://www.integralismo.org.br/?cont=825&ox=4. Acesso em 14 de maio de 2013.
[1] SALGADO, Plínio. Manifesto de Outubro. Disponível em: http://www.integralismo.org.br/?cont=75. Acesso em 15 de abril de 2013.
[2] Idem. Trechos de uma carta. In Panorama, Ano I, Nº 4 e 5, abril e Maio de 1936, p. 5. Também disponível em: http://pliniosalgado.blogspot.com/2011/02/trechos-de-uma-carta-plinio-salgado-em.html. Acesso em 28 de setembro de 2011.
[3] REALE, Miguel. Súmula do Integralismo. In Idem. Perspectivas Integralistas. In Idem. Obras políticas (1ª fase – 1931-1937). Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1983, tomo III, p. 25.
[4] BARROSO, Gustavo. O Integralismo e o Mundo. 1ª edição. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1936, p. 17.
[5] TORRES, Alberto. O problema nacional brasileiro, 3ª ed., São Paulo, Companhia Editora Nacional, Brasília, INC, 1978, p. 58.
[6] SILVA, Alberto da Costa e. Quem fomos nós no século XX: as grandes interpretações do Brasil. In MOTA, Carlos Guilherme (org.). Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000): a grande transação. São Paulo: Editora SENAC, 2000, pp. 22-23.
[7] FREYRE, Gilberto. Uma cultura ameaçada: a luso-brasileira. 2ª ed. Rio de Janeiro: Casa do Estudante do Brasil, 1942, pp. 87-88.

 


15/05/2013, 16:52:03



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