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Espírito burguês e espírito nobre*

Antes de ser uma classe social, é a burguesia um estado de espírito. É ela, como preleciona Plínio Salgado, “o próprio espírito da avareza e da sensualidade”, hoje presente em todas as classes, e que se traduz, antes de tudo, pela “preocupação exclusiva pelos bens materiais”, que deixam de se constituir em um meio da Pessoa Humana, ordenado ao seu Fim Último, que é Deus, ou a contemplação de Deus na vida eterna, também denominada eterna bem-aventurança, e se transformam em um fim, o mesmo ocorrendo com os cinco sentidos do Homem, tornados fins únicos de todas as suas manifestações e realizações [1]. Tal espírito, a que também podemos denominar burguesismo, mamonismo, ou, ainda, mal burguês, sempre existiu, ainda que seu pleno triunfo tenha se dado apenas entre os fins do século XVIII e albores do século XIX, se fazendo presente, com efeito, em todas as principais civilizações da História, podendo ser aqueles que o encarnam também chamados epicuristas, segundo a denominação dada aos discípulos do hedonista Epicuro nas civilizações grega e romana, ou servidores de Mamon, segundo a terminologia do Evangelho, onde Cristo ensina que não podemos servir a um só tempo a Deus e a Mamon (São Lucas, capítulo XVI, versículo 13).

Tal espírito é, com efeito, o espírito tanto do homem oligárquico quanto do homem democrático e do homem tirânico de que nos fala Platão, pela voz de Sócrates, em A Politeia, ou A República, como o título de tal obra é geralmente traduzido, sendo o homem oligárquico aquele que tem como objetivo máximo o acúmulo de riquezas materiais e que “entronizou em sua alma” o “espírito de ambição e cupidez e o tornou um grande rei”, [2] enquanto o homem democrático, filho deste que, diversamente do pai, que sabe dominar “pela força os desejos que sente dentro de si, se exigem muito gasto e não são lucrativos” [3], busca e se entrega a todos os prazeres, reputando serem iguais e merecerem iguais honras tanto os prazeres que vêm de desejos belos e bons quanto aqueles decorrentes de feios e maus [4]. O homem tirânico, por seu turno, seria filho do homem democrático e ainda mais escravo dos prazeres do que este, ainda mais tiranizado do que este por Eros, que o levaria a praticar todos os tipos de crimes [5]. E é tal espírito, ademais, o espírito do “Homem Pequeno” de que nos fala Confúcio em Os Analectos e que, no entender deste sábio do Principado de Lu, no Império do Meio, “só quer saber de Vantagem” [6] e anseia por suas terras [7], ao passo que seu oposto, o “Homem Nobre”, “almeja a virtude”, assim como a “justiça das punições” [8], e tão somente “quer saber de Dever” [9].
 
Isto posto, cumpre assinalar que o termo mamonismo, por nós outros há pouco empregado, pode ser tomado como sinônimo de burguesismo, ou de espírito burguês, caso compreendido como uma disposição do espírito caracterizada pela ânsia insaciável de lucro e como uma concepção de vida orientada única e exclusivamente aos valores materiais, e também no sentido de poder internacional do dinheiro, de tirania do capital especulativo, de despotismo do ouro, de Internacional Dourada, de potência supranacional e supraestatal que submete ao pesado jugo de sua escravidão, em maior ou menor grau, todos os povos do Orbe Terrestre [10]. Em outras palavras, pode ser o mamonismo tomado no sentido de império despótico e vampiresco das forças do dinheiro e também no sentido de burguesismo, ou seja, de disposição de espírito traduzida na adoração do dinheiro, no culto de Mamon e do Bezerro de Ouro, sendo, neste sentido, marcado, antes de tudo, pela avidez sem limites de enriquecimento material, pela busca do acréscimo ilimitado das riquezas, ou, na frase de Santo Tomás de Aquino, “pela cobiça do lucro, que não conhece limite e tende ao infinito” [11]. Tal expressão do Doutor Angélico define, no entender do Padre Julio Meinvielle [12], e também no nosso, o chamado capitalismo, sistema sócio-econômico essencialmente moderno, antitradicional, que deve ser, como tal, combatido por todos os tradicionalistas autênticos, assim como os gravíssimos danos causados por tal perverso sistema ao tecido social, danos estes que temos o imperioso dever de denunciar, sob pena de com eles compactuar, tendo plena consciência de que, conforme salienta Julius Evola, desenvolveu tal sistema, sob o nefasto signo do liberalismo econômico, ao qual serve o liberalismo político, diversas “formas de pirataria”, bem como de “cínica e antissocial plutocracia” [13].
 
Ambas as formas de mamonismo estão intimamente relacionadas, levando a avidez desmedida de dinheiro, de bens materiais e, como tais, terrenos, assim como a adoração de tais bens, ao robustecimento igualmente sem limites do poderio do execrável império plutocrático que tiraniza e escraviza, em diferenciados graus, a totalidade das nações da Terra.
 
O espírito burguês, ou espírito mamonístico, é o espírito do capitalismo, sistema econômico destruidor de famílias e escravizador de homens e de povos em que o sujeito da Economia é o Capital, cujo acréscimo ilimitado, pela aplicação de pretensas leis econômicas mecânicas, é considerado o objetivo final e único de toda a produção [14], e que, como frisa Vázquez de Mella, em discurso proferido no parlamento espanhol a 23 de abril de 1903, não percebe que o problema não é a produção da riqueza, mas sim sua distribuição equitativa [15]. Tal sistema, que, afastando a instrumentalidade da riqueza material, erigiu-a no lugar de Deus, trocando, como diria Heraldo Barbuy, o Sumo Bem pela “suma riqueza” [16], não é o sistema da propriedade privada e da livre iniciativa, que, com efeito, são naturais, já existindo muito antes de seu surgimento, mas, ao contrário, como faz salientar Gustavo Barroso, um sistema em que indivíduos e grupos econômicos podem açambarcar à vontade propriedades alheias, sendo, pois, “em última análise, um destruidor da propriedade” [17]. Neste mesmo diapasão, pondera Hilaire Belloc que o capitalismo é o sistema que emprega o direito de propriedade “em benefício de uns poucos privilegiados contra um número muito maior de homens que, ainda que livres e cidadãos em [suposta] igualdade de condições, carecem de toda base econômica própria” [18], isto é, o sistema econômico no qual os meios de produção são controlados por uma minoria e a esmagadora maioria dos cidadãos se encontra excluída e despossuída [19].
 
O espírito burguês, reinante no Império de Calibã e de Mamon em que vivemos, é o espírito do Sr. Grandet e das filhas do pai Goriot, de Balzac; do Harpagão de Molière; do Shylock de Shakespeare e do Scrooge de Charles Dickens (antes da visita do fantasma de seu falecido sócio Marley e dos espíritos do Natal Passado, Presente e Futuro). E é o espírito de todos os usurários, dos fariseus que transformaram o Mundo em um vasto mercado governado pelo dinheiro, bem como dos falsos rebeldes que se levantam contra eles e que se nutrem do sentimento de profunda injustiça social gerado pelo sistema capitalista, a exemplo dos adeptos do nefando credo de Karl Marx, o eterno burguês, continuador de Adam Smith e David Ricardo e propugnador do materialismo absoluto, que acreditou como poucos nos mitos burgueses do cientificismo, do tecnicismo e do progresso indefinido, além de tudo haver explicado pelo fator econômico, o que é, com efeito, típico de seu tempo, posto haver sido o século XIX, como anota Carl Schmitt, um século “essencialmente econômico” [20]. Aliás, como observa Plínio Salgado, é absoluta a identidade do marxismo com a filosofia liberal-burguesa predominante em seu tempo [21], assim como com a economia liberal-burguesa, chamada “clássica”, não passando tal sistema, segundo o autor de Vida de Jesus e de Espírito da burguesia, “de um capítulo acrescentado à Economia Burguesa” [22]. Assim, é o comunismo, na frase de José Pedro Galvão de Sousa, “uma das formas do sistema capitalista, baseado na dissociação entre capital e trabalho” [23], sendo impossível, como faz ver Plínio Salgado, combater-se o comunismo sem combater-se também o capitalismo e vice-versa, sendo ambos duas faces de uma mesma cabeça, verso e reverso de uma só medalha ou moeda, duas cabeças de uma só serpente, que não é senão o materialismo [24].
 
Destarte, nós outros não podemos erguer a bandeira do comunismo contra a (des)ordem liberal-burguesa de que ele mesmo deriva e cujo espírito antitradicional encarna até à medula, do mesmo modo que não nos é possível pelejar contra o comunismo invocando os velhos e carcomidos ideais da concepção de Mundo, ou Weltanschauung, liberal-burguesa, que bem podem ser resumidos nos “imortais princípios” da revolução (anti)francesa de 1789, sendo nossa missão, nosso dever, desembainhar a espada da Tradição, pugnando pela destruição da funesta “era liberal-burguesa” e pela restauração da Ordem Tradicional, devidamente adaptada, nos aspectos circunstanciais, à realidade da hora que passa. Para tanto, devemos nós outros, paladinos e arautos da Ordem Tradicional, a única autenticamente orgânica e não utópica, nadar sensatamente contra a corrente, ou, para empregarmos o ditado chinês que deu nome a umas das principais obras de Julius Evola, “cavalgar o tigre” [25], tigre da modernidade materialista e plutocrática, que não pode se lançar contra aquele que o cavalga, aguardando o momento do cansaço do tigre para matá-lo.
 
Neste mesmo sentido, sustenta o autor de Revolta contra o Mundo Moderno que há, a par da burguesia tomada enquanto classe sócio-econômica, a burguesia compreendida enquanto “um mundo intelectual, uma arte, um costume, uma concepção geral da existência”, formados paralelamente à denominada “revolução do Terceiro Estado” e que ora se apresentam como algo em decadência, caduco e vazio de sentido. Em seguida, frisa o autor de Os homens e as ruínas que são extremamente perigosas as “veleidades de reação” que sabem tão somente fazer referência a instituições, ideias e costumes da decadente civilização, ou “era burguesa”. Isto significaria, segundo o pensador romano de origem siciliana, prover de armas os inimigos, sendo que, em seu sentir, “tudo aquilo que, enquanto mentalidade e espírito burguês”, com seu conformismo e “suas preocupações por uma vida pequena e segura, na qual um materialismo fundamental encontra sua compensação na retórica dos grandes discursos humanitários e democráticos” não pode “mais ter senão uma vida artificial, periférica e precária, por mais tenaz que possa ser sua sobrevivência em amplos estratos de muitos países”. Daí sustentarmos, com Evola, que “reagir em nome dos ídolos, do estilo de vida e dos medíocres valores do mundo burguês” implica em perder a batalha logo de entrada [26]. O espírito burguês é o espírito liberal, sendo o liberalismo, sistema essencialmente individualista que afirma a liberdade abstrata e praticamente ilimitada, assassina das liberdades concretas, em todos os campos da vida e da Pessoa Humana, afastando-se, em todos esses campos, das regras ditadas pela Moral e pela Tradição, e que se configura na ideologia por excelência não apenas do capitalismo escravizador, mas de todo o Mundo Moderno, que é, em última análise, o Mundo liberal-burguês.
 
Isto posto, faz-se mister assinalar que assim como, no dizer de Petrarca, pela voz da Razão, no diálogo desta com a Satisfação, que consta da obra Dos remédios da boa e má fortuna, “o verdadeiro nobre não nasce, mas faz-se” [27], o burguês enquanto tal em espírito, que não se confunde necessariamente com o membro da burguesia enquanto classe social, do mesmo modo que o nobre em espírito, que tinha em vista o poeta dos Canzoniere, não se confunde necessariamente com o nobre enquanto membro da classe a que denominamos nobreza, ou seja, enquanto lustre de sangue, o burguês também não nasce tal, mas faz-se pela busca excessiva das riquezas materiais, dos prazeres e da vida cômoda, ou, como diria D. Jerónimo Osório, o chamado “Cícero português”, último bispo de Silves e primeiro bispo do Faro, se referindo ao “vulgo”, à “turba”, a “abastança dos cómodos da vida”, não estimando, segundo ele, ao contrário dos nobres, dos aristocratas, “que deva reputar-se como fito a obtenção de honra e dignidade”, do legítimo “poder e glória” que dão “lustre e nomeada” aos nobres [28].
 
A vida cômoda, ou a sua busca, é uma das principais características do burguês, assim como a covardia física, mental e moral deste ser que Léon Bloy, “o mais radical dos ocidentais insurgidos contra o espírito burguês do século”, na frase de Nikolai Berdiaeff [29], disse ter como traço característico “o medo de qualquer determinação heroica que se manifeste nos outros, assim como nele mesmo” [30], não sendo, ademais, senão “um porco que gostaria de morrer de velhice” [31] e um indivíduo que se envergonha de “tudo aquilo que é belo e nobre” [32].
 
Enfim, o espírito burguês, que se assenhoreou do assim chamado Mundo Moderno, da civilização materialista cujo ocaso vivemos, é um veneno corrosivo, uma doença degenerativa que atinge todos os países do Globo Terrestre e, principalmente, aqueles do Hemisfério Ocidental, transformando os povos em massas amorfas, em turbas inconscientes, e é, ainda, a religião terrena do burguês, amante da vida cômoda e incapaz de acreditar naquilo que transcende os sós elementos puramente materiais. É o espírito, ou categoria ontológica, daqueles que não são capazes de sonhar e que, como tais, já nasceram velhos, conforme sublinha Plínio Salgado [33], que, partindo do princípio de que a idade é um estado de espírito, opõe a juventude perene do Ideal à velhice dos escravos do comodismo e da rotina, dos servos da decrépita ordem liberal-burguesa imperante no carcomido Mundo Moderno, que não é senão, como não cansamos de repetir, o Mundo liberal-burguês por excelência. É, em uma palavra, o espírito dos covardes físicos, mentais e morais que temem tudo aquilo que é grande, belo, nobre e corajoso, daqueles que têm no dinheiro seu Deus e sua Pátria, dos desenraizados desdenhadores do Passado e da Tradição, apegados ao Presente e a suas instituições como a uma tábua de salvação e incapazes de antever o Futuro, inconscientes de que, como faz ver Arlindo Veiga dos Santos, “o Presente que nega o Passado não terá Futuro” [34], assim como “só os sonhadores, só os visionários são senhores do Futuro”, enquanto “os sanchos-panças comem o presente, dormem o presente, morrem o presente”, desaparecendo “sem ter criado as artes, a poesia, as flores, os Impérios” [35].
 
Há que ressaltar, contudo, que os sonhadores de que fala Arlindo Veiga dos Santos são os sonhadores orgânicos, ou idealistas orgânicos, que desejam melhorar o real com base na Tradição e não perverter a realidade com ideias abstratas, quimeras, mitos brotados na cabeça de ideólogos sonhadores de utopias e irrealizáveis no plano real, os sonhadores que, enfim, sonham conscientes de que as instituições políticas devem brotar da Tradição e da História dos povos e que extraem da História uma Tradição sólida e viva, um coeficiente espiritual de edificação moral, social e cívica, um desenvolvimento estável e verdadeiro, transmissor e enriquecedor do patrimônio de pensamento e de costumes herdado de nossos maiores.
 
Isto posto, falemos do espírito nobre, a que também podemos denominar espírito aristocrático e espírito de elite, no sentido autêntico, espiritual e não econômico, deste último termo, correspondendo, do mesmo modo, ao espírito samurai do Japão tradicional e ao “espírito de serviço e de sacrifício”, ao “sentido ascético e militar da vida” de que nos fala José Antonio Primo de Rivera [36]. É este, ademais, o espírito do “Homem Nobre” de que nos fala Confúcio, do “homem superior”, ou “homem de bem”, de que nos fala Cícero [37] e do guardião da Pólis de que nos fala Platão, pela boca de Sócrates, para quem deve ser este um “amante da sabedoria, impetuoso, rápido e forte por natureza” [38], possuindo alma de ouro [39]. Corresponde tal espírito, ainda, em última análise, ao espírito legionário de que nos fala Evola, que o define como “o hábito daquele que soube escolher a vida mais dura”, daquele que “soube combater ainda que sabendo que a batalha era materialmente perdida”, embora moral e espiritualmente vitoriosa desde o início; de quem “soube convalidar as palavras da antiga saga: Fidelidade é mais forte que o fogo” e por meio do qual se “afirmou a ideia tradicional, que é o senso do honor e da vergonha” [40].
 
Assim como a burguesia, a nobreza, antes de ser uma classe social, é um estado de espírito, uma categoria ontológica, uma concepção geral da vida, que sempre existiu e sempre combateu contra o espírito burguês, preponderando sobre este nas sociedades tradicionais e hierárquicas, antes do ocaso do denominado Mundo da Tradição.  É tal espírito caracterizado, antes e acima de tudo, pela busca das virtudes espirituais e cívicas, pela existência voltada sobretudo à acumulação de bens extraterrenos, pela rejeição da vida cômoda e o combate sem trégua em prol dos valores perenes da Tradição, que implica, em nossos dias, em nadar sempre contra a maré de erros da inautêntica civilização materialista a que denominamos Modernidade, ou Mundo Moderno.
 
Segundo D. Jerónimo Osório, o chamado “Cícero português”, já aqui citado e reputado por Francisco Elías de Tejada não apenas “o máximo pensador político dos povos hispânicos” [41], como, ainda, “o supremo pensador hispânico, português e castelhano, de todos os séculos” [42], a nobreza se divide em “nobreza civil” e “nobreza cristã”, a primeira fundada nas virtudes cívicas e a segunda, superior, “nobreza plena e fora de toda a limitação”, estribada na “verdadeira e perfeita virtude eclarificada “por aquele verdadeiro e divino lume da santidade” [43], sendo seus ornamentos, diante da “inconstância das riquezas”, da “fugacidade das horarias e da glória humana”, do “lustre completamente falaz de estirpes e fidalguias”, os únicos “amplos, imortais, divinos”, que não poderão ser estirpados por nenhuma violência, aniquilados com o esquecimento de nenhuma velhice ou extintos por qualquer desastre [44].
 
Isto posto, salientamos que não partimos aqui da divisão que o autor dos Tratados da nobreza civil e cristã faz entre “a virtude estreme” que distingue um homem dotado daquilo a que chamaríamos de espírito nobre, mas proveniente de linhagem plebeia, e a “nobreza congénita que se aprimorou pelo lustre de qualidades adquiridas”, posto que aquele mérito distingue tão somente aquele varão, que pode ser o primeiro de uma linhagem em que, após gerações o imitando em “seu anelo de glória”, principiará a luzir “o lustre da nobreza egrégia”, ao passo que o brilho da nobreza refulge em todos os membros da família” [45], preferindo chamar, como o fazem, dentre outros, Petrarca, nobre a qualquer um que se diferencie do vulgo pela posse das chamadas virtudes cívicas.  Já a nobreza cristã, para empregarmos a expressão de D. Jerónimo Osório, evidentemente pode ser atingida, no entender do autor do Tratado da verdadeira sabedoria, por todos aqueles que “buscam a honra”, “procuram a dignidade”, “demandam a glória”, ocupando-se, para tanto, “no zelo da virtude cristã”, abraçando “ardentemente a genuína virtude, a absoluta liberalidade, a perfeita moderação de ânimo e as restantes virtudes que nos foram prescritas pelo Senhor”, mantendo-se “firmes nesta fortaleza, única que se ajusta à grandeza e à glória deste nome” [46].
 
O espírito nobre é o espírito dos que abraçam humildemente a vida heroica e se fazem homens contra os tempos que passam, tanto quanto os burgueses em espírito se fazem homens em favor, consciente ou inconscientemente, destes mesmos tempos; dos extemporâneos, dos inatuais no sentido dado a este termo por Nietzsche, dos inconformados com os valores mesquinhos do Mundo Moderno, dos corajosos física, mental e moralmente, que se dirigem ao campo de batalha conscientes de que, espiritual e eticamente, o triunfo já lhes pertence e que estão dispostos a tudo sacrificar em prol dos valores tradicionais, nada pedindo em troca, muito menos a compreensão dos burgueses amantes da rotina e da vida cômoda e incapazes de atingir a verdadeira honra e a verdadeira glória; dos inimigos, sim, do espírito burguês e da ordem liberal-burguesa, mas, antes disso, afirmadores do próprio espírito nobre e da Ordem Tradicional. É também o “espírito de Cristo” de que nos fala Plínio Salgado, este “varão justo, santo e sábio igualmente, encarnação viva de seu povo e descobridor bandeirante das essências de sua pátria”, na expressão de Francisco Elías de Tejada, [47] que opõe o espírito essencialmente nobre do Rei dos reis ao espírito burguês, salientando que este último é um espírito de “comodismo, inércia, incapacidade de se elevar a ideais nobilitantes, incompetência para caminhar contra a corrente dos erros e o vendaval da loucura contemporânea” e que o combate contra tal espírito significa, antes de qualquer outra coisa, a autoimposição de “normas de nobreza tanto na vida particular como na vida pública” [48]. Por conseguinte, segundo preleciona o autor de Psicologia da Revolução, nosso combate contra o espírito e o Mundo burguês “deve principiar em nós mesmos”, correspondendo à “revolução interior” [49], sempre pregada por este nobre bandeirante de Deus, da Pátria e da Família, que se fez Chefe do maior movimento tradicionalista e nacionalista da História Pátria, o Integralismo, assim como o principal sistematizador da Doutrina essencialmente cristã, tradicional e brasileira que inspirou tal movimento, reputado por Gerardo Mello Mourão o “mais fascinante grupo da inteligência do País” [50].
 
Inspirado nos ensinamentos de Plínio Salgado sobre a verdadeira Revolução, Gustavo Barroso, segundo principal doutrinador do Integralismo, sustenta, na obra Espírito do século XX, que a “Revolução Interior”, “Revolução Espiritual”, ou “Revolução Integralista”, definida como “mudança de atitude do espírito em face dos problemas que se lhe apresentam, em qualquer ordem moral ou material”, se realiza em “nosso íntimo e somente após essa realização vai modificar o determinismo ambiente, interferindo na sucessão de causas e efeitos, a fim de criar novas causas que deem como resultado novos efeitos”, sendo, por isso, invencível. É uma Revolução que “muda todos os conceitos e dá um novo sentido de vida”, se processando “com ideias e homens cheios dessas ideias, não correndo o perigo de ver à sua frente, no dia da vitória, um deserto de homens e de ideias” [51].
 
No mesmo sentido, preleciona Corneliu Codreanu, máximo líder e doutrinador do Movimento Legionário romeno, também conhecido como Guarda de Ferro, que “o homem novo e a nação renovada pressupõem uma grande revolução espiritual de todo o povo, isto é, uma mudança da orientação espiritual moderna, e uma ofensiva categórica contra essa orientação” [52].
 
Decisiva vitória do Homem em sua Guerra Interior, sendo, a partir dela, mil vezes mais fácil se combater o inimigo que há dentro dele próprio, é a Revolução Interior uma mudança de atitude do Espírito em face dos problemas que lhe são apresentados, uma transmutação integral de valores que, de acordo com o sentido astronômico e tradicional do termo “Revolução”, que nada tem a ver com o deturpado sentido moderno, implica um retorno do Espírito aos princípios da Tradição. Berço do autêntico Homem Novo, tal Revolução é uma Revolução Permanente, um combate perene do Ente Humano contra si mesmo, ou do Homem Novo contra o Homem Velho, este portando a tendência ao mal e aquele a se iluminar, na expressão de Plínio Salgado, com a “luz que de si mesmo tira e que é a aspiração ao bem” [53].
 
Isto posto, vale sublinhar que a Revolução Interior foi preconizada, muito antes de Plínio Salgado, em obras como o Manual de Epicteto, onde este filosofo estoico romano de estirpe grega e natural da Frígia preleciona que “embora não sejas ainda um Sócrates, deves, contudo, viver como alguém que almeja tornar-se um Sócrates”; [54] a Imitação de Cristo, obra atribuída a Tomás de Kempis e em que se afirma que ninguém “peleja com mais vigor do que aquêle que trabalha por vencer a si mesmo”, devendo ser, com efeito, o nosso maior empenho “vencermo-nos a nós mesmos, tornarmo-nos cada dia mais fortes e fazermos algum progresso no bem”, [55] e, é claro, nos Exercícios espirituais para vencer-se a si mesmo e ordenar sua vida sem se deixar levar por nenhuma afeição desordenada, ou, simplesmente, Exercícios espirituais, de Santo Inácio de Loyola [56].
 
Consoante assinala Plínio Salgado, o Ente Humano tem o direito de intervir na marcha da História e quando uma Sociedade está se dissolvendo e um País está na iminência de se desagregar esta intervenção se impõe como um dever [57], razão porque, em nossos dias, neste “mundo de ruínas” de que nos fala Evola, nós outros, antiburgueses sobretudo, como sublinha este, por uma “superior concepção, heroica e aristocrática” da existência humana, temos o imperioso dever de intervir no momento presente, fazendo a nossa parte, por pequena que seja, na luta pelo triunfo do espírito nobre e restauração da Ordem Tradicional, com a consequente derrota do espírito burguês e da ordem burguesa, que só se dará por uma autêntica Revolução, ou, como diria o pensador tradicionalista brasileiro Arlindo Veiga dos Santos, criador e principal doutrinador e líder do Movimento Patrianovista, “verdadeira Revolução, REVOLUÇÃO DA ORDEM, contra os aspectos vários da república ‘moderna’”” [58].
 
A Revolução Interior, que é permanente, sendo, noutras palavras, uma batalha interna sem fim, uma cruzada travada a todo tempo dentro de nós mesmos, é, em última análise, um combate interior perene entre o nobre e o burguês, sendo nosso dever derrotar o burguês que há em cada um de nós, conscientes de que o guerreiro que o vence é cem vezes mais heroico do que aquele que derrota cem inimigos externos, mas não o inimigo interno, o burguês que há dentro dele.
 
Tal Revolução – de acordo, como acabamos de ver, com o significado mais próprio do termo, que não é senão o significado tradicional de tal vocábulo, correspondente àquele astronômico – reconduzirá o Homem e a Sociedade a seu princípio, às bases morais de sua formação, não sendo, ao contrário da revolução moderna, burguesa ou pretensamente proletária, inimiga da Tradição, mas antes restauradora desta, sendo, pois, a única Revolução digna dos nobres, ou aristocratas, em espírito, que não são senão, em última análise aqueles homens que, segundo Evola, “se encontram por assim dizer, de pé entre as ruínas e em meio à dissolução”, mas que, de maneira mais ou menos consciente, pertencem a outro Mundo, que vem a ser o Mundo da Tradição [59].
 
 
Victor Emanuel Vilela Barbuy
Presidente Nacional da Frente Integralista Brasileira
 
 
Notas:
[1] SALGADO, Plínio. Espírito da burguesia. 3ª ed. In Idem. Obras completas. 2ª ed., vol. XV. São Paulo: Editora das Américas, 1957, pp. 11-12.
[2] PLATÃO. A República. Livro VIII, Cap. VIII. Trad. de Anna Lia Amaral de Almeida Prado. rev. técnica e introdução de Roberto Bolzani Filho. 1ª ed., 2ª tiragem. São Paulo: Martins Fontes, 2009, p. 320.
[3] Idem. Livro VIII, Cap. XII, p. 328.
[4] Idem. Livro VIII, Cap. XII, p. 332.
[5] Idem. Livro IX, Cap. III, p. 352.
[6] CONFÚCIO. Os Analectos. Segundo Rolo, Cap. 4, aforismo 16. Tradução, comentários e notas de Giorgio Sinedino. São Paulo: Editora Unesp, 2012, p. 127.
[7] Idem. Segundo Rolo, Cap. 4, aforismo 11, p. 119.
[8] Idem, loc. cit.
[9] idem. Segundo Rolo, Cap. 4, aforismo 16, p. 127.
[10] Ambos os sentidos de mamonismo aqui analisados foram vistos pelo economista alemão Gottfried Feder, que tratou, particularmente, do segundo, em seu famoso Manifesto para a quebra da servidão do juro do dinheiro (FEDER, Gottfried. Manifiesto para elquebrantamiento de La servidumbre del interes del dinero. In Idem. Manifiesto contra la usura y la servidumbre del interés del dinero. Buenos Aires: Editorial Maxim, 1984, pp. 11-80.
[11] AQUINO, Santo Tomás de. Suma Teológica. II.ª parte da II.ª parte, questão 77, artigo 4º, solução. Trad. de Alexandre Corrêa. 1ª ed. Vol. XIV. São Paulo: Livraria Editora Odeon, 1937, p. 294.
[12] MEINVIELLE, Julio. Concepción católica de la Economía (edição virtual). Disponível em:
[13] EVOLA, Julius. Los hombres y las ruinas. Tradução do italiano e estudo preliminar de Marcos Ghio. Buenos Aires: Ediciones Heracles, 1994, p. 59.
[14] Neste sentido, podemos citar, dentre outros, Miguel Reale, que, na obra O capitalismo internacional, de 1935, define capitalismo como “o sistema econômico no qual o sujeito da Economia é o Capital, sendo o acréscimo indefinido deste considerado o objetivo final e único de toda a produção” (REALE, Miguel. O capitalismo internacional. 1ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1935, p. 87), e o Padre Julio Meinvielle, que, em Concepción católica de la Economía, de 1936,  sustenta ser o capitalismo “um sistema econômico que busca o acréscimo ilimitado dos lucros pela aplicação de leis econômicas mecânicas” (MEINVIELLE, Julio. Concepción católica de la Economía, cit.).
[15] VÁZQUEZ DE MELLA, Juan. La cuestión social. Disponível em: http://hispanismo.org/politica-y-sociedad/2839-ante-el-1-de-mayo-textos-del-pensamiento-social-carlista.html. Acesso em 1º de setembro de 2012.
[16] BARBUY, Heraldo. Sumo bem e suma riqueza. Separata do Anuário da Faculdade de Filosofia “Sedes Sapientiae”, da Universidade Católica de São Paulo, 1953, p. 146.
[17] BARROSO. Gustavo. O que o Integralista deve saber. 5ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, S.A, 1937, p. 135.
[18] BELLOC, Hilaire. La crisis de nuestra civilización. Trad. argentina de Carlos MaríaReyles. Buenos Aires: Editorial Sudamericana, 1979, p. 154.
[19] Idem. An Essay on the Restoration of Property. Norfolk: HIS Press, 2002
28.
[20] SCHMITT, Carl. O conceito do político - Teoria do partisan. Trad. de Geraldo de Carvalho. 1ª ed. Belo Horizonte: Del Rey, 2008, p. 91.
[21] SALGADO ,Plínio. Capitalismo e comunismo (1933). In Idem. Madrugada do Espírito. 4ª ed. In Idem. Obras Completas. 2ª ed., vol. VII. São Paulo: Editora das Américas, 1957, pp. 404.
[22] Idem, p. 406.
[23] SOUSA, J. P. Galvão de. Capitalismo, socialismo e comunismo. São Paulo: Instituto Cultural do Trabalho, 1965, p. 12.
[24] SALGADO, Plínio. Capitalismo e comunismo (1933). In Idem. Madrugada do Espírito, cit., p. 399.
[25] EVOLA, Julius. Cabalgar el tigre. Trad. argentina de Marcos Ghio. Buenos Aires: Ediciones Heracles, 1999.
[26] Idem. Los hombres y las ruinas. Tradução do italiano e estudo preliminar de Marcos Ghio. Buenos Aires: Ediciones Heracles, 1994, pp. 145-146.
[27] PETRARCA. De remediis utriusque fortunae, Livro I, diálogo 16. Disponível em:http://petrarca.scarian.net/petrarca_de_remediis_utriusque_fortunae.html. Acesso em 03 de setembro de 2012.
[28] OSÓRIO, D. Jerónimo. Tratado da nobreza civil. In Idem. Tratados da nobreza civil e cristã. Tradução, introdução e anotações de A. Guimarães Pinto. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1996, p. 87. Texto original em latim.
[29] BERDIAEFF, Nicolas. De l’esprit bourgeois. Tradução francesa de Elisabeth Bellençon. Introdução de Eugène Porret. Paris: Delachaux et Niestlé S. A., p. 43.
[30] BLOY, Léon. Quatre ans de captivité à Cochons-sur-Marne. Vol. II. Paris: Mercure de France, 1935, p. 60.
[31] Idem. L’Invendable. Paris: Mercure de France, 1919, p. 35.
[32] Idem. Exégèse des lieux-communs. Paris: Mercure de France, 1926, p. 195.
[33] SALGADO, Plínio. Código de Ética do Estudante. Disponível em: http://www.integralismo.org.br/?cont=79&vis=. Acesso em 03 de setembro de 2012.
[34] SANTOS, Arlindo Veiga dos. Ideias que marcham no silêncio. São Paulo: Pátria-Nova, 1962, p. 76.
[35] Idem. Totalitários e democráticos na redenção social do Brasil. São Paulo: Pátria-Nova, 1962, p. 23.
[36] PRIMO de Rivera, José Antonio. Discurso de la fundación de la Falange Española. In Idem. Obras completas. Edição cronológica. Recopilação de Agustín delRíoCisneros. Madri: Delegación Nacional de la Sección Feminina de FET y de las JONS, 1954, p. 68.
[37] CÍCERO, Marco Túlio. Tratado dos deveres. Livro I, capítulo X. Tradução de Nestor Silveira Chaves. São Paulo: Edições Cultura Brasileira S/A, s/d, p. 33.
[38] PLATÃO. A República. Livro II, Cap. XVI. Trad. de Anna Lia Amaral de Almeida Prado. rev. técnica e introdução de Roberto Bolzani Filho. 1ª ed., 2ª tiragem. São Paulo: Martins Fontes, 2009, p. 73.
[39] Idem. Livro III, Cap. XXI, p. 129.
[40] EVOLA, Julius.Orientamenti. Padova: Edizionidi Ar, 2000, p. 19.
[41] ELÍAS DE TEJADA, Francisco. La Tradición portuguesa: Los Orígenes (1140-1521). Madri: Fundación Francisco Elías de Tejada y Erasmo Pèrcopo y Editorial ACTAS, s.l., 1999, p. 17.
[42] Idem, p. 37.
[43] OSÓRIO, D. Jerónimo. Tratado da nobreza cristã. In Idem. Tratados da nobreza civil e cristã. Tradução, introdução e anotações de A. Guimarães Pinto. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1996, p. 136.
[44] Idem, pp. 224-225.
[45] Idem. Tratado da nobreza civil. In Idem. Tratados da nobreza civil e cristã. Tradução, introdução e anotações de A. Guimarães Pinto. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1996, p. 114.
[46] Idem. Tratado da nobreza cristã. In Idem. Tratados da nobreza civil e cristã. Tradução, introdução e anotações de A. Guimarães Pinto. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1996, p. 224.
[47] ELÍAS DE TEJADA, Francisco. Plínio Salgado na Tradição do Brasil. Trad. de Gerardo Dantas Barreto. In VV.AA. Plínio Salgado: “in memoriam”. Vol. II, cit., p. 70.
[48] SALGADO, Plínio. Espírito da burguesia. 3ª ed. In Idem. Obras completas. 2ª ed., vol. XV. São Paulo: Editora das Américas, 1957, pp. 47.
[39] Idem, loc. cit.
[50] MOURÃO, Gerardo Mello. Entrevista concedida ao Diário do Nordeste. Disponível em:
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=414001. Acesso em 1º de setembro de 2012.
[51] BARROSO, Gustavo. Espírito do século XX. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira S/A, 1936, pp. 30-33.
[52] CODREANU, Corneliu Zelea. Manual Del Jefe de la Guardia de Hierro.Tradução para o castelhano de Manuel de la Isla Paulin. 2ªed. Barcelona: EdicionesOjeda, 2004, p. 93. Termos em itálico no original.
[53] SALGADO, Plínio. O ritmo da História. 3ª ed. In Idem. Obras Completas. 2ª ed., vol. 16. São Paulo: Editora das Américas, 1957, pp. 109-110.
[54] EPICTETO. Manual. Aforismo L. In Idem. O pensamento de Epicteto. Tradução de Hans Koranyi. Introdução de Elizabeth Carter. São Paulo: Editora Iris, 1959, p. 77.
[55] KEMPIS, Tomás de. Imitação de Cristo. Livro I, Capítulo III. Tradução do Padre Leonel Franca, S.J.. 3ª ed. Rio de Janeiro: Livraria José Olímpio Editora, 1947, p. 15.
[56] LOYOLA, Santo Inácio de. Exercícios espirituais. 11ª ed. São Paulo: Edições Loyola.
[57] Idem. Psicologia da Revolução. 6ª ed. In Idem. Obras Completas. 2ª ed., vol.7. São Paulo: Editora das Américas, 1957, p.9.
[58] SANTOS, Arlindo Veiga dos. As raízes históricas do Patrianovismo. São Paulo: Pátria Nova, 1946, p. 18.
[59] EVOLA, Julius. Cabalgar el tigre. Tradução Castelhana de Marcos Ghio. Buenos Aires: Ediciones Heracles, 1999, p. 22.
 
 
 
*Texto que serviu de base a palestra dada no círculo de estudos jurídicos da Escola de Pensamento, em São Paulo, no dia 27 de maio de 2013, e que se constitui em versão revista e ampliada de palestra que, sob o mesmo título, demos no III Encontro Evoliano, na cidade de Curitiba, a 07 de setembro de 2012.

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