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Resposta a uma crise

Com mais de quarenta milhões de pessoas em situação de pobreza, cerca de doze milhões vivendo em habitações precárias nas favelas, um terço dos lares de todo o País convivendo com esgoto a céu aberto, possuindo um dos piores e mais precários sistemas de saúde do mundo, um sistema de educação que preza pela manutenção da ignorância, avaliado como um dos piores em todas as listas internacionais, um índice de homicídios superior à taxa dos países em guerra, sendo registrados anualmente mais de cinqüenta mil assassinatos e a violência urbana generalizada ceifando vidas, dilacerando famílias e fazendo da população refém da boa vontade governamental no combate ao crime organizado, o Brasil é hoje um país descaracterizado pelas quadrilhas que se revezam no comando da máquina federal. Lugar onde a corrupção em todos os níveis tornou-se parte integrante de um sistema criminoso que sustenta poderosas empreiteiras, verdadeiras máfias que sugam bilhões dos cofres públicos e nas eleições repassam outros milhões aos partidos para que estes mantenham em funcionamento esta complexa engrenagem de desvios, ao passo que esmolas são direcionadas pelo governo aos mais carentes como meio de manutenção do status quo e da passividade nacional face ao cenário de instabilidade jurídica, em que o Legislativo e o Judiciário subordinam-se ao Executivo, fechando os olhos e muitas vezes colaborando com as ações criminosas do governo federal no desvio de recursos oriundos dos pesados tributos, que representam verdadeiras amarras em um gigante que finalmente parece pretender se libertar da agiotagem do capital financeiro internacional.

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Após a segunda-feira (17/06) e a quinta-feira (20/06), dias históricos em que centenas de milhares de pessoas saíram às ruas em todo o Brasil para manifestar seu repúdio contra TUDO o que está errado neste país, os políticos entraram em verdadeiro estado de pânico.
 
A desonesta classe política nacional foi pega de surpresa por acontecimentos que acreditava jamais ter a experiência de presenciar em solo brasileiro. Em reação desesperada, tentando esquivar-se da onda de protestos, as autoridades de inúmeras cidades, aleatoriamente, mas em perfeito compasso com as estratégias do governo federal, resolveram reduzir as tarifas do transporte público para que a população de seus currais eleitorais cessasse as manifestações ou não mais se insurgisse contra os governos locais.
 
Por ironia do destino, a classe política que nos governa é tão ignorante quanto supostamente seriam aqueles que eles dizem governar – nós, o povo – e não compreenderam que a verdadeira reação popular não se deu por causa das tarifas, que foi apenas um pretexto para que as pessoas saíssem às ruas, mas por conta da insatisfação com todo o conjunto de problemas relacionados no início deste texto e que eles jamais serão capazes de resolver.
 
Conforme pode ser observado na imagem acima, atos generalizados de vandalismo foram registrados enquanto organizações de esquerda monopolizavam os primeiros protestos. Foto: Grupo Abril.
 
No Brasil parece que a sociedade acostumou-se a não se manifestar. As pessoas honestas e verdadeiramente dedicadas ao trabalho passaram a ignorar o quadro político enquanto os autoproclamados “movimentos sociais” monopolizaram os canais de diálogo com os governos, os espaços de poder e os meios de comunicação. Como tática estes incorporaram ou fabricaram minorias que, agora sob amplo financiamento de organizações internacionais ou do próprio Estado, aprenderam a superar a desorganização da maioria.
 
É exatamente o contexto político-social no qual esteve inserido o Movimento Passe Livre (MPL) nos últimos anos. Criado há oito anos no Fórum Social Mundial, uma espécie de incubadora para as mais variadas e exóticas ideias marxistas, o “movimento” recebia volumosos repasses da Petrobras e do Ministério da Cultura, captados por meio da Lei Rouanet por uma de suas organizações irmãs. Aí nos perguntamos o que diabos um grupelho de marxistas radicais que lutam contra o “latifúndio urbano” tem a ver com cultura?
 
Responsável pelo início dos protestos, o MPL encontrou a repercussão que precisava na violência das quatro primeiras manifestações que promoveu. Com a depredação do patrimônio público e os confrontos com policiais promovidos pelos “revolucionários”, rompeu o silêncio que a mídia fazia sobre as manifestações, colocando o tema da redução das passagens na pauta central da grande mídia.
 
Até então condenada pelos grandes conglomerados de comunicação, a onda de protestos organizada pelo MPL se somou no dia 13 de junho a três fatores importantes: a greve de funcionários da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), que afetou diretamente quase dois milhões de pessoas; a adesão da população aos protestos, cujo senso de justiça a identificava com a redução das tarifas (mas não com o MPL); a reação do governo tucano, que atendendo ao clamor da imprensa mobilizou grande efetivo policial para repelir os atos de vandalismo. A combinação destes três fatores resultou em cenas de guerra urbana que deixaram os brasileiros perplexos e levaria a desdobramentos ainda mais inesperados.
 
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Cumprindo a agenda de poderosas organizações internacionais que pretendem com a desestabilização do Brasil apoderar-se de nossas riquezas e dar continuidade ao processo de escravização do povo brasileiro, as organizações de esquerda, em suas maiorias ligadas ao próprio governo, reagiram com surpresa à ampla rejeição popular às suas bandeiras: em praticamente todas as cidades onde houve protestos os partidos políticos e os “movimentos sociais” foram expulsos.
 
A população brasileira em uníssono e poderoso brado de independência exigiu a imediata queda das bandeiras partidárias e de movimentos que não representam o Brasil. O pavilhão nacional, verdadeiro símbolo da unidade nacional, foi desfraldado representando toda a Nação Brasileira, em suas mais diferentes e variadas expressões.
 
Neste ponto os protestos evoluíram do oportunismo, das utopias irracionais marxistas e das infantis reclamações por passes livres para a adesão em massa de milhões de pessoas indignadas com o governo em todo o Brasil. Estes valorosos brasileiros, até aqui e em grande parte sem ser massa de manobra ou liderados por qualquer organização, apenas unidos pelos mesmos anseios, fizeram assombrar os governos de todas as esferas e recuar toda a classe de apátridas que se venderam às ideologias e costumes antinacionais.
 
Esta virada demonstrou que a sociedade não precisa e não aceita ser massa de manobra de facções vendidas aos interesses de banqueiros internacionais. E que os ditos “movimentos sociais” e os partidos políticos atuais não representam sequer mínima fração das centenas de milhares de brasileiros que saíram às ruas.
 
Nos dias 17 e 20 de junho, milhões saem às ruas no Rio de Janeiro e em outras centenas de cidades brasileiras. Foto: Le Figaro.
 
Depois que os “movimentos sociais” e partidos de esquerda – que não representam a sociedade, como já dito – perderam o controle das manifestações e as mesmas passaram a não ter mais liderança, iniciou-se ampla fase de desmoralização dos protestos tanto pela imprensa comprometida com o sistema (e dependente dele) quanto pelos grupos de esquerda, que tentam reduzir este momento à ação de grupos de “extrema-direita”.
 
Talvez as novas gerações da esquerda mais radical, cuja caricata presença estende-se desde setores do governo às altas cúpulas partidárias, sejam incapazes de compreender que as reivindicações das pessoas comuns são diametralmente opostas às bandeiras históricas do marxismo e que insistir nisso é buscar derrotas sucessivas. Até podem comprar as centrais sindicais, dominar os centros acadêmicos e subverter as instituições governamentais, mas jamais serão capazes de comprar o coração dos brasileiros honrados.
 
A perplexidade do governo federal prova que o Partido dos Trabalhadores (PT) estava confiante e seguro com o aparato propagandístico que havia estabelecido em torno de si. A indignação das ruas são perguntas que ficam sem resposta: Onde está a popularidade da presidente? Onde está a esperança do regime, Lula? Por que bandidos não são condenados?
 
A força política do PT é artificial e assim como sua legitimidade no comando da Nação, tudo o que seus marqueteiros construíram se desmancha no ar...
 
Agradecemos a Deus pela absoluta incompetência das facções de esquerda que tentam levar a Nação à anarquia generalizada, mas que propiciam momento de grande oportunidade para reflexão e ajuste de contas do povo contra os inimigos da Nação Brasileira. Os brasileiros unidos, verdadeiramente conscientes, sentinelas contra os inimigos da Pátria não permitirão que o Brasil caia em desgraça pela ação irresponsável de grupos radicais.
 
O tom dos protestos - embora a mídia não divulgue - passa a ser a queda do PT e de toda a classe política com ele comprometida, bem como radical oposição popular ao sistema de representatividade vigente. Fotos: Nova Offensiva/FIB.
 
Declaramo-nos inimigos de todas conspirações, de todas as tramas, conjurações, conchavos de bastidores, confabulações secretas, sedições. A nossa campanha é cultural, moral. educacional, social, às claras, em campo raso, de peito aberto, de cabeça erguida. Quem se bate por princípios não precisa combinar cousa alguma nas trevas. Quem marcha em nome das idéias nítidas, definidas, não precisa de máscaras.
 
A nossa Pátria está miseravelmente lacerada de conspiratas. Políticos e governos tratam de interesses imediatos, por isso é que conspiram. Nós pregamos a lealdade, a franqueza, a opinião a descoberto, a luta no campo das idéias. As confabulações dos políticos estão desfibrando o caráter do povo brasileiro. Civis e militares giram em torno de pessoas, por falta de nitidez de programas. Todos os seus programas são os mesmos e esses homens estão separados por motivos de interesses pessoais e de grupos. Por isso, uns tramam contra os outros. E, enquanto isso, o comunismo trama contra todos.
 
Nós pregamos a franqueza e a coragem mental. Somos pelo Brasil Unido, pela Família, pela Propriedade, pela organização e representação legítima das classes; pela moral religiosa; pela participação direta dos intelectuais no governo da República; pela abolição dos Estados dentro do Estado; por uma política benéfica do Brasil na América do Sul; por uma campanha nacionalista contra a influência dos países Imperialistas...
 
A poucos anos do bicentenário da independência, com esta mesma energia com que os falsos representantes do povo brasileiro foram assombrados pela vontade popular, a Civilização Brasileira deve ordenar em um só clamor a queda do governo e de toda a classe política, pois não existe força alguma que possa impedir uma Civilização de seguir seu curso na História.

Conosco morrerá ou vencerá uma Pátria.

 

Eduardo Ferraz
Membro do Conselho Diretivo Nacional e Secretário de Expansão da Frente Integralista Brasileira.


23/06/2013, 21:57:36



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