Precisamos de sua ajuda para manter nossas atividades.
Atualmente, além das inúmeras despesas fixas, são também centenas de metas, projetos e desafios a conquistar que dependem de sua colaboração direta. Escolha abaixo como pode nos ajudar:

Ação voluntária

Atue junto aos núcleos, participe de cursos, panfletagens, manifestações e divulgue a doutrina para outras pessoas.
Ação voluntária
OU

Contribuição financeira

Ajude a manter nossos projetos. Para colaborações financeiras, escolha aqui a opção mais adequada a você: boleto ou depósito.
Colabore



Damiano Gullo, in memoriam

No último dia 12 de setembro entregou sua alma a Deus, princípio e fim último da Pessoa Humana, se tornando, assim, mais um soldado da “Milícia do Além”, o nosso companheiro Damiano Gullo, cujo corpo agora jaz na campa de sua família, no Cemitério do Araçá, em São Paulo. Nós, que cremos, como ele cria, na imortalidade do espírito, e que sabemos que foi ele um varão dos mais virtuosos, temos a certeza de que sua alma continua viva e de que gozará, no Paraíso, da Eterna Bem-Aventurança, ao mesmo tempo em que aqui na Terra, no Brasil por ele tão amado, igualmente continuará o nosso companheiro vivo, imortalizado no coração de todos os paladinos de Deus, da Pátria e da Família, conosco marchando por Cristo e pela Nação.

Nascido no município paulista de Bebedouro, o companheiro Damiano Gullo, que contava noventa e quatro anos de idade ao deixar este Mundo, estamos certos de que partindo para a Etérea Morada por Deus reservada aos justos, ingressou ainda bastante jovem, na década de 1930, nas fileiras da Ação Integralista Brasileira (AIB), “mais fascinante grupo da inteligência do País”, na expressão de Gerardo Mello Mourão.[1] Fazendo, assim, parte da “pujante geração integralista” de que nos fala Gumercindo Rocha Dorea,[2] viveu nosso saudoso companheiro, desde então, aquilo a que Miguel Reale denominou “o sonho nacionalista e espiritualista do Integralismo”.[3]
 
Ainda em fins da década de 1930, Damiano Gullo ingressou na tradicional Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, na Capital Bandeirante, ali se formando em 1943. No tempo de estudante, dirigiu o prestigioso jornal acadêmico A Balança, que nós, a exemplo do brasilianista estadunidense John W. Foster Dulles, reputamos “excelente”.[4]
 
Mais tarde, já advogado militante no foro da Capital Paulista, ingressou Damiano Gullo no Partido de Representação Popular (PRP), agremiação política que, sob a chefia de Plínio Salgado, lutava em prol dos ideais eminentemente cristãos, tradicionalistas, patrióticos e nacionalistas do Integralismo, sintetizados no lema “Deus, Pátria e Família”, tríade que, a exemplo de Afonso de Escragnolle Taunay, consideramos “grandiosa como nenhuma outra”.[5] Na década de 1950, colaborou no semanário integralista A Marcha, do Rio de Janeiro, órgão do PRP dirigido por Gumercindo Rocha Dorea, ali publicando belos e significativos artigos, e participou ativamente de diversas atividades do PRP e da Confederação dos Centros Culturais da Juventude (CCCJ), também conhecida como “Movimento Águia-Branca”, que tinha Plínio Salgado como Presidente de Honra e Gumercindo Rocha Dorea como Presidente.
 
Em 1963, Damiano Gullo foi nomeado Secretário do Trabalho do Estado de São Paulo pelo Governador Adhemar de Barros, ocupando tal cargo até o ano seguinte, quando se deu a Revolução de 31 de Março, de que participou ativamente. Neste último ano (1964) foi Delegado Regional do Trabalho em São Paulo. Mais tarde foi Sub-Chefe da Casa Civil do Presidente Humberto de Alencar Castello Branco e, depois, Procurador-Chefe do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). Durante décadas chefiou o Departamento Jurídico da Federação dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de São Paulo (PHORESP), de que foi consultor até a morte, e esteve entre os fundadores da Casa de Plínio Salgado, instituição de que era o Presidente de Honra. Foi casado com D. Sílvia Passos Gullo, de quem enviuvou em 2011, e teve com esta uma filha, Carolina Passos Gullo Prado, que, casada com o Sr. Carlos Alberto de Albuquerque Prado, deu ao nosso companheiro dois netos, Guilherme e Marianna Gullo de Albuquerque Prado.
 
Seja esta nossa singela homenagem, em nome da Frente Integralista Brasileira e da Casa de Plínio Salgado, ao companheiro Damiano Gullo, exemplar varão e exemplar sentinela de Deus, da Pátria e da Família. Que o Criador e Sumo Regente do Universo suscite, na atual geração e nas gerações vindouras, homens com qualidades morais e intelectuais semelhantes às deste bravo cruzado de Cristo Rei e do Brasil Profundo, Autêntico e Verdadeiro e que sejam depositários e continuadores dos ideais pelos quais pelejou ele por toda sua longa existência.
Damiano Gullo: Presente!
 
 
Victor Emanuel Vilela Barbuy,
Presidente Nacional da Frente Integralista Brasileira e 1º Vice-Presidente da Casa de Plínio Salgado.
São Paulo, 17 de setembro de 2013 - LXXX.


Notas:
[1] MOURÃO, Gerardo Mello. Entrevista concedida ao Diário do Nordeste. Disponível em: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=414001. Acesso em 15 de setembro de 2013.
[2] Citamos de memória.
[3] REALE, Miguel. Variações a partir de si mesmo. Disponível em: http://www.miguelreale.com.br/. Acesso em 15 de setembro de 2013. Artigo originalmente publicado no jornal O Estado de S. Paulo, da Capital Paulista, a 17/12/2005.
[4] DULLES, John W. F. A Faculdade de Direito de São Paulo e a resistência anti-Vargas (1938-1945). Rio de Janeiro: Nova Fronteira; São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo (EDUSP), 1984, p. 83.
[5] TAUNAY, Afonso de E. Algumas palavras. In SANTOS, Lúcio José dos. Filosofia, Pedagogia, Religião. São Paulo: Comp. Melhoramentos, 1936, p. 7.

18/09/2013, 01:02:45



Damiano Gullo, in memoriam | - Integralismo | Frente Integralista Brasileira ..