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Homenagem aos soldados do Brasil

Neste 25 de agosto, Dia do Soldado, a Frente Integralista Brasileira (FIB) rende homenagem a todos os soldados brasileiros, incluindo neste grupo não apenas os militares, mas também os civis integralistas, posto que, como escreveu Plínio Salgado, “o Integralista é o soldado de Deus e da Pátria, Homem Novo do Brasil, que vai construir uma Grande Nação” [1].   Aliás, o integralista não é apenas soldado, mas também sentinela, devendo, como tal, estar sempre alerta, respondendo “Alerta estou!” quando a outra sentinela bradar “Sentinela, alerta!”, segundo o costume introduzido pelo Conde de Lippe no exército português em fins do século XVIII, e devendo, do mesmo modo, gritar, nas sombras noturnas, para a Pátria adormecida, “Sentinela, alerta!”, no intuito de despertá-la.

Em 1939, quando esteve, por motivos de ordem política, preso na Fortaleza de Santa Cruz, Plínio Salgado, enquanto escutava as ondas do mar baterem nas pedras e entrarem pelas “casamatas com ribombos oceânicos”, ouvia também, de hora em hora, uma sentinela bradar “Sentinela, alerta!” e a outra, “nas sombras da noite, com a cabeça coroada pelas estrelas”, responder “Alerta estou!” [2]. Ali mesmo escreveu o escritor, pensador e doutrinador político patrício seu magnífico Poema da Fortaleza de Santa Cruz, em que reviveu a glória militar do nosso Brasil e aduziu que, no seio da escura noite que cobria este vasto Império, apenas a sentinela estava desperta; apenas a sentinela, “porque ninguém, na Pátria imensa”, despertara, exceto a sentinela, que gritava “Sentinela alerta” ao seu irmão, que bradava “Alerta estou!” [3].

Não é necessário dizer que aquela sentinela representa, em última análise, todos os verdadeiros nacionalistas, os únicos despertos, em 1939 como agora, nas trevas da caliginosa noite que cobre este gigante adormecido. Não é preciso dizer, em outras palavras, que aquela sentinela representa todas as “sentinelas do Brasil”, como o Chefe Nacional Plínio Salgado já a nós se referira no Hino Avante!, por ele composto na primeira metade da década de 1930.

Alertas devemos estar, as sentinelas da Nação Brasileira, nas palavras do autor d’O poema da Fortaleza de Santa Cruz, “pelo Brasil, por nossa Pátria”, do mesmo modo que estiveram alertas, “em outros tempos”, os canhões da fortaleza, “despedindo trovões sobre as ondas do mar”, e da mesma forma que alerta está o “Espírito Imortal das Tradições Antigas”, que, “nos pátios da velha fortaleza”, na “hora morta da noite, passeia devagar...” [4].

Alertas devemos estar, as sentinelas do Brasil Profundo e Integral e de suas tradições, porque nosso grito simboliza que “a alma da Pátria não morreu” e que está tão viva em nós quanto estava, em 1939, “nos quartéis, nas fortalezas”, e como estivera “nas guerras de outros tempos”, quando “com o sangue dos bravos se escreveram/ as luminosas páginas heroicas” [5].

Devemos, pois, bradar “Sentinela, alerta!”, como a sentinela da vetusta fortaleza, “para as trevas da noite” e “para a amplidão”, pois só assim se saberá, nas palavras do grande Bandeirante do Brasil Profundo e Integral, “que Osório está vivo!/ que Caxias está vivo!/ como vivos também Tamandaré, Barroso,/ e, mais vivo, o Brasil em nosso coração!”. Assim, pois, despertemos o Brasil com nosso brado de “Sentinela, alerta!” e que este magno Império do Ontem e do Amanhã acorde e escute, erga-se e viva e “vivendo, glorioso e digno”, responda, “nas últimas sombras da noite”, quando já desponta, no céu, a alvorada, ao nosso retumbante grito de “Sentinela, alerta!” com um “Alerta estou!” vindo do fundo de seus sertões, de suas matas, de suas campanhas, das margens de seus rios e do alto de suas montanhas, “nas amplidões continentais” [6].

Antes de concluir esta pequena homenagem aos soldados do Brasil, reputamos ser mister assinalar que o dia 25 de agosto é, em nosso País, o Dia do Soldado por ser a data de nascimento de Luís Alves de Lima e Silva, Duque de Caxias e maior soldado de nossa História, cuja glória será eterna na memória deste Império.

Mais rutilante astro da constelação da História Militar Pátria, Caxias, chamado o Condestável do Império e também o Pacificador, foi, como observou Gustavo Barroso, o “gênio militar que soube mais do que vencer, pacificar e unir” [7], havendo sido um dos grandes responsáveis pela manutenção da unidade nacional durante o chamado período imperial de nossa História, ao lado de José Bonifácio, de Feijó, de Dom Pedro II e de Bernardo Pereira de Vasconcelos, e tendo sido, ademais, o maior responsável pelo triunfo do Império do Brasil na Guerra do Paraguai. Ainda segundo aduziu Gustavo Barroso, aliás, nosso maior historiador militar, o grande vulto de Caxias como que simboliza, na História Pátria, “a unidade nacional que a sua espada, tanto quanto a sua prudência, souberam tão bem defender” [8].

O perfil histórico de nosso nobre e corajoso militar, “Condestável da Monarquia, Espada do Império, sustentáculo da Ordem Imperial dentro do Brasil e na sua projeção no Continente”,  se recorta, na expressão de Gustavo Barroso, “nítido e inconfundível”, verdadeiramente “olímpico na integridade do seu caráter e na inteireza de sua brasilidade” [9]. Colocando-se por sua honradez, por sua nobreza de caráter, por sua bravura e por “seu nunca superado espírito de brasilidade”, do qual é, no sentir de Gustavo Barroso, autêntico “paradigma”, acima dos dissídios partidários, das lutas entre facções, “das paixões individuais, dos juízos de campanário, das incompreensões e recalques”, pôde o Duque de Caxias “realizar sua obra de pacificação”, graças à qual “será eternamente glorificado” [10].

Ergamos, como Gustavo Barroso, nossas preces a Deus, rogando ao Altíssimo, Criador e Imperador do Universo, que permita que o espírito do “Grande Soldado Pacificador do Norte, do Centro e do Sul” [11], cuja espada jamais foi vencida, “inspire e anime as gerações de hoje e as gerações de amanhã na manutenção da unidade nacional” [12].

Isto posto, cumpre enfatizar que, no entender de Gustavo Barroso, duas são as fontes por excelência da Tradição Nacional Brasileira. A primeira de tais fontes é de ordem espiritual, vindo a ser “a religião católica, o cristianismo”, enquanto a segunda é de ordem “social e política”, se constituindo na própria “unidade nacional através de todas as dificuldades, que conservou um patrimônio de cultura e de sentimento em dilatadíssimo patrimônio territorial” [13].

Caxias foi um dos mais ilustres entre os “homens de 1.000” do Império de que nos falou Oliveira Vianna e que, segundo este, tinham “inata vocação ao bem comum” nacional. Nutridos pelo sentimento de seu dever público, repletos do desejo de bem servir à Nação, colocando os legítimos interesses nacionais e o cumprimento dos deveres cívicos acima dos seus interesses de ordem pessoal e mesmo partidária, absorvidos, enfim, pelas preocupações do sadio patriotismo e do serviço público [14], formaram tais varões a nata daquilo a que o autor de Instituições políticas brasileiras denominou a “aristocracia do Império” e a “elite nacional” [15].

Um dos grandes líderes e estadistas do Partido Conservador, Caxias declarou, porém, que sua espada não tinha partido, posto que servia à Nação, como bem destacou Plínio Salgado, em Nosso Brasil [16], podendo ser considerado, em razão disto e, sobretudo, de sua defesa da unidade nacional, um dos grandes precursores do Integralismo Brasileiro, estando claramente presente seu espírito no chamado Manifesto de Outubro, documento fundamental do Integralismo, escrito por Plínio Salgado e divulgado a 07 de Outubro de 1932, particularmente nos artigos quinto e décimo. Ao comentar, em sua obra O Integralismo na vida brasileira, escrita no final da década de 1950, sobre o primeiro de tais capítulos, intitulado Nós, os partidos e o Governo, assinalou Plínio Salgado  que tal capítulo “está cheio da alma de Caxias, do sentido da Unidade Nacional pela qual lutou o Condestável do Império, do sentimento sempre presente em nossas Forças Armadas da ordem interna como base da defesa externa” [17]. Já ao comentar, na mesma obra, sobre o último de tais capítulos, denominado O Estado Integralista, o autor de Espírito da burguesia e de Madrugada do Espírito, havendo sublinhado que o capítulo em questão contém “a síntese nacionalista do Estado Cristão, o resumo da democracia orgânica”, observou que nele são traçados os lineamentos da expressão e do prestígio da Pátria, ali vivendo, dentre outras coisas, a ação do Imperador D. Pedro II e do Duque de Caxias na consolidação de nossa unidade e de nossa grandeza [18].

Já nos havendo estendido, na presente homenagem aos soldados do Brasil, mais do que inicialmente pretendíamos, a encerramos por aqui, não sem antes rogar ao Ser Supremo que suscite, na atual geração e nas gerações futuras, homens que sejam autênticos soldados e sentinelas da Nação Brasileira, cuja unidade e integridade defendam, tendo como modelo o Duque de Caxias, Condestável do Império e Espada da Ordem Imperial. E que o Criador e Governante do Cosmos permita que o Brasil Profundo, Integral, Autêntico e Verdadeiro escute o nosso brado de “Sentinela, alerta!”, o respondendo com um vibrante “Alerta estou!”.

Por Cristo e pela Nação!


Victor Emanuel Vilela Barbuy,
Presidente Nacional da Frente Integralista Brasileira.
São Paulo, 25 de agosto de 2014-LXXXI.



Notas:
[1] Citamos de memória.
[2] Centenário da Batalha do Riachuelo (discurso proferido na Câmara dos Deputados na sessão de 31 de maio de 1963), Discursos parlamentares (Volume 18 – Plínio Salgado), Seleção e introdução de Gumercindo Rocha Dorea, Brasília, Câmara dos Deputados, 1982, p. 495. Discurso proferido a 10 de junho de 1965, na sessão solene do Congresso Nacional em comemoração do I Centenário da Batalha Naval do Riachuelo e em homenagem à Marinha de Guerra do Brasil.
[3] O Poema da Fortaleza de Santa Cruz, 1ª edição, São Paulo, Editorial Guanumby, 1951, p. 40.
[4] Idem, loc. cit.
[5] Idem, loc. cit.
[6] Idem, pp. 40-41.
[7] Caxias, Rio de Janeiro, Livraria AGIR Editora, 1945, p. 29. Tal obra foi originalmente uma palestra pronunciada por Gustavo Barroso a 25 de agosto de 1936, na série “Nossos Grandes Mortos”, promovida pelo então Ministro da Educação, Gustavo Capanema.
[8] Idem, loc. cit.
[9] Idem, p. 25.
[10] Idem, p. 26.
[11] Idem, loc. cit.
[12] Idem, pp. 26-27.
[13] Idem, pp. 28-29.
[14] Instituições políticas brasileiras, Primeiro volume, Fundamentos sociais do Estado (Direito Público e Cultura), 2ª edição, Rio de Janeiro, Livraria José Olympio Editora, 1955, p. 394.
[15] Idem, p. 395.
[16] Nosso Brasil, 4ª edição (na verdade 5ª), Prefácio de Arruda Camargo, São Paulo, Voz do Oeste/Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, 1981, p. 71.
[17] O Integralismo na vida brasileira, in Enciclopédia do Integralismo, Volume I, Rio de Janeiro, Edições GRD/Livraria Clássica Brasileira, s/d [1958], p. 26.  
[18] Idem, p. 29.


25/08/2014, 14:36:43



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