Precisamos de sua ajuda para manter nossas atividades.
Atualmente, além das inúmeras despesas fixas, são também centenas de metas, projetos e desafios a conquistar que dependem de sua colaboração direta. Escolha abaixo como pode nos ajudar:

Ação voluntária

Atue junto aos núcleos, participe de cursos, panfletagens, manifestações e divulgue a doutrina para outras pessoas.
Ação voluntária
OU

Contribuição financeira

Ajude a manter nossos projetos. Para colaborações financeiras, escolha aqui a opção mais adequada a você: boleto ou depósito.
Colabore



Homenagem aos jovens idealistas da Revolução de 1932

Neste dia 09 de Julho, celebramos mais um aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932, na qual São Paulo, o atual Mato Grosso do Sul, as tropas de Borges de Medeiros, no interior do Rio Grande do Sul, e muitos brasileiros, de Norte a Sul deste vasto País, se levantaram, como um só Homem, lutando, heroicamente, contra a ditadura de Getúlio Vargas.

Cumpre ressaltar que a maioria dos líderes da Revolução de 1932 era composta de liberais que queriam a restauração da Constituição de 1891 ou uma nova Constituição nos moldes daquela, essencialmente liberal e, como tal, contrária à alma nacional brasileira, e, como ponderou José Soriano de Souza, “inspirada pela Constituição dos Estados Unidos do Norte, e não poucas vezes dela copiada” [1], do mesmo modo que desejavam, como escreveu Goffredo Telles Junior, recuperar os postos perdidos em 1930 ou conquistar postos que sempre tinham almejado [2]. Ao contrário, porém, dos líderes daquele movimento revolucionário, os jovens combatentes das hostes constitucionalistas eram, como fez ver o próprio autor de A folha dobrada, idealistas sinceros [3], em sua esmagadora maioria autênticos patriotas e nacionalistas, muitos dos quais tombaram naquele levante, “sonhando um Brasil maior”, como escreveu Miguel Reale na dedicatória de sua obra O Estado Moderno, de 1934 [4].

Muitos de tais jovens idealistas, patriotas e nacionalistas, como o próprio Miguel Reale, José Loureiro Júnior e Lafayette Soares de Paula, autor, aliás, da obra São Paulo um ano após a guerra [5], praticamente saíram das trincheiras da Revolução Constitucionalista de 1932 diretamente para as fileiras da Ação Integralista Brasileira (AIB), oficialmente fundada logo após o ocaso daquele movimento revolucionário, com o lançamento do denominado Manifesto de Outubro, de Plínio Salgado. Este, aliás, não apoiou a Revolução Constitucionalista de 1932, tanto pelo liberalismo da absoluta maioria de seus líderes quanto pelo fato de saber que nela São Paulo acabaria lutando praticamente sozinho, não tendo, pois, reais chances de derrotar as forças da ditadura varguista.

Isto posto, faz-se mister sublinhar que a Revolução de 1932 não foi um alçamento de caráter separatista, como, aliás, bem demonstrou o escritor Rui Ribeiro Couto, que depois da Revolução ingressaria na Ação Integralista Brasileira, no ensaio Espírito de São Paulo, escrito no Rio de Janeiro em julho daquele ano e publicado pelo poeta e editor Augusto Frederico Schmidt, que igualmente vestiria a camisa-verde da AIB.

Como escreveu Ribeiro Couto no aludido ensaio, foi São Paulo, “na crônica remota, como nos seus dias do Império e da República, uma afirmação”, sem medo e sem mácula, “de brasilidade inteligente, de vontade construtora, de amor à ordem e à cultura”. Segundo o poeta de Um homem na multidão e romancista de Cabocla, não foi tão somente no campo das realizações práticas que se revelou o patriotismo dos filhos de São Paulo, mas também no terreno da vida moral e da vida política nacional, havendo corrido a progressão de sua riqueza “paralela à progressão de sua educação cívica e dos seus ideais” [6].

Ainda segundo o contista de Largo da Matriz e ensaísta de Sentimento lusitano e de Dois retratos de Manuel Bandeira, “o espírito de São Paulo, atento a todas as manifestações da vida nacional, não o arrastará nunca ao isolamento, mas sempre a uma preocupação sempre maior do bem do Brasil”. A vitalidade característica da Terra Bandeirante, nas palavras do escritor santista, “esteve sempre, estará sempre a serviço do país”. Destarte, em seu sentir, a acusação de separatismo, de “‘espírito separatista’” lançada contra São Paulo resulta, quando não de má-fé, de um completo desconhecimento das condições em que São Paulo se desenvolvia havia quatro séculos [7].

Isto posto, ainda se referindo à injusta acusação de separatismo dirigida contra São Paulo, assim fechou o exemplar diplomata e ilustre homem de Letras patrício o seu ensaio a respeito do “Espírito de São Paulo”:

“A essa injustiça São Paulo responde com o testemunho simples da realidade. Só não vê quem não quer. A História, aliás, não faltará com sua sentença no momento oportuno, no julgamento claro e definitivo das atitudes contemporâneas” [8].

Fechemos este breve texto salientando que hoje prestamos nossa sincera homenagem ao espírito patriótico e sadia e construtivamente nacionalista do povo de São Paulo e aos jovens idealistas que, imbuídos de tal espírito, pegaram em armas em prol de um Brasil Maior e Melhor, e não aos chefes liberais da Revolução de 1932.

Pelo Bem do Brasil!


Victor Emanuel Vilela Barbuy,
Presidente Nacional da Frente Integralista Brasileira.
São Paulo, 09 de Julho de 2014-LXXXI. 



Notas:
[1] Principios Geraes de Direito Publico e Constitucional. Recife: Casa Editora Empreza d'A Provincia, 1893, p. 4.
[2] A folha dobrada: lembranças de um estudante,Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999, p. 64.
[3] Idem, pp. 63-64
[4] O Estado Moderno: liberalismo, fascismo, integralismo, 2ª edição, Rio de Janeiro, José Olympio Editora, 1934.
[5] São Paulo um ano após a guerra – 1932-1933, Rio de Janeiro, Calvino Filho, Editor, 1934.
[6] Espirito de São Paulo, Rio de Janeiro, Schmidt, Editor, 1932, p. 66.
[7] Idem, p. 67.
[8] Idem, pp. 67-68.


09/07/2015, 17:13:57



Homenagem aos jovens idealistas da Revolução de 1932 | - Integralismo | Frente Integralista Brasileira ..