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Pela verdadeira Independência do Brasil!

Como bem fizeram ressaltar, dentre outros, Arlindo Veiga dos Santos,[1] Tito Lívio Ferreira[2] e José Pedro Galvão de Sousa,[3] o Brasil jamais foi uma colônia de Portugal.[4] Foi esta Terra de Santa Cruz, com efeito, inicialmente um patrimônio da Ordem de Cristo, governado pelo Grão-Mestre desta, que era El-Rei de Portugal, e mais tarde, um patrimônio da Coroa Portuguesa, ou, como diria Arlindo Veiga dos Santos, uma “Província d’El-Rei”.[5]

A independência política do Brasil, por sua vez, ocorreu, de fato, em 1815,[6] com a criação do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves e as consequentes elevação do Brasil à categoria de Reino e fundação do Estado Brasileiro.[7] Por esse tempo, já era o Brasil, aliás, um Império, sendo Dom João VI, como bem aduziu o Frei Francisco de Monte Alverne, “o verdadeiro Fundador do Império do Brasil”,[8] Império este surgido em 1808, no entender de João Mendes Júnior, e que permaneceu vivo mesmo depois da Constituição Republicana de 1891,[9] e, portanto, até nossos dias, já que as constituições posteriores àquela de 1891 não alteraram aquilo a que o jurisconsulto patrício denominou a “unidade formal da Nação Brasileira”.[10]

Em 1822, as Cortes de Lisboa, movidas por radical liberalismo e, como assinalou Arlindo Veiga dos Santos, rebeldes à Coroa,[11] “pretendendo destruir”, nas palavras do autor de Ideias que marcham no silêncio, “a obra de nossos antigos Reis e do nosso Rei Dom João VI”, nos quiseram “fazer ser a ‘colónia’ que nunca tínhamos sido”, forçando a separação do Brasil do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.[12]

Não é, porém, da separação do Brasil do Reino Unido a que este pertencia, em 07 de Setembro de 1822, com o célebre “Grito do Ipiranga”, romanticamente imortalizado no magnífico quadro de Pedro Américo, que trataremos no presente artigo, mas sim da independência econômica de que necessita o nosso Brasil. Este foi, em verdade, reduzido à situação de colônia dos grandes grupos econômicos e financeiros internacionais desde o século 19, como denunciou Gustavo Barroso nas páginas de Brasil - colônia de banqueiros, sendo imperiosa a união de todos os autênticos patriotas e nacionalistas brasileiros no combate em prol da independência, da libertação de nossa Terra de Santa Cruz.

Não é necessário dizer que a libertação deste vasto Império das amarras em que foi preso pelos grandes grupos econômico-financeiros internacionais será um duríssimo golpe contra a civilização liberal que ora impera no Mundo e que, como sintetizou Plínio Salgado, é “uma civilização que criou a luta de classes, que desorganizou as bases morais das nacionalidades e que nos amarrou (...), como escravos miseráveis, aos pés da mesa onde o capitalismo internacional se banqueteia, surdo ao gemido dos povos”.[13]

O livro de Gustavo Barroso a que há pouco nos referimos (Brasil - colônia de banqueiros) foi qualificado de “espantoso” por Goffredo Telles Junior,[14] tendo em vista que todos aqueles que o leem ficam espantados ao saber da gravidade da situação de nosso País, que hoje, aliás, é ainda mais grave do que era em 1934, quando foi escrita aquela obra. Na homenagem póstuma prestada a Gustavo Barroso, na Câmara dos Deputados, então ainda no Rio de Janeiro, Plínio Salgado observou que “o maior livro de Gustavo Barroso”, na fase de sua ativa militância integralista, “o que causou maior sensação na juventude e no povo, e até hoje serve de inspiração, roteiro e guia a novas correntes tendentes à libertação completa do Brasil, foi aquele intitulado: Brasil, colônia de banqueiros”.[15]

Não é necessário dizer que a libertação deste vasto Império das amarras em que foi preso pelos grandes grupos econômico-financeiros internacionais será um duríssimo golpe contra a civilização liberal que ora impera no Mundo.

Fecharemos este breve artigo rogando a Deus que nos ilumine em nossa peleja em prol da independência do Brasil, da libertação deste vasto Império da escravidão a que há quase dois séculos tem sido submetido pelas forças parasitárias e vampirescas do capitalismo internacional, e citando algumas das mais belas linhas da grande obra de Gustavo Barroso de que falamos. Nestas linhas cheias de esperança, o autor de Espírito do século XX, havendo aduzido que, no Zoológico do Rio de Janeiro, comovera-se ao ver um condor andino preso em uma gaiola por demais apertada e reconhecera naquele condor prisioneiro a imagem do nosso explorado, espoliado Brasil, assim escreveu:

BRASIL,
Brasil, Brasil, meu querido Brasil, não te concentres mais, como o condor prisioneiro, na tua grande dor! A tua concentração e o teu desprezo eles chamam de preguiça, de inércia, de jecatatuísmo. Estás sendo caluniado. Vamos, acorda do marasmo de teu desespero, distende as asas possantes e soberbas, amola o bico anavalhante, desembainha as lâminas das garras formidáveis! Eia! Prepara-te para o combate aos urubus traiçoeiros e nefandos!
Escuta! Não ouves, no fundo dos séculos, esse retumbo soturno de passos que marcam a imensidão das tuas terras virgens povoadas de onças, papagaios e índios nus, todos empenachados de palmeiras verdes? São as botas dos bandeirantes, cujo ritmo embalou o teu berço de taquara. Não ouves agora outro tropel mais próximo, um tropel que os teus ouvidos nunca ouviram? São os passos de novos bandeirantes, são os homens vestidos de verde, vestidos da cor da esperança, que vêm quebrar as grades de ferro e as grades de ouro desta prisão!

Então, ó grande e infeliz Condor Brasileiro, com um grito triunfal que espantará todos os urubus em todas as carniças do planeta, tu desfraldarás o pálio magnífico das grandes asas que Deus te deu para os grandes vôos e subirás para as alturas azuis do espaço. E a vasta sombra das tuas asas passeará vitoriosa sobre o mapa das nações![16]

  

Por Cristo e pela Nação!


Victor Emanuel Vilela Barbuy,
Presidente Nacional da Frente Integralista Brasileira.
São Paulo, 07 de Setembro de 2014-LXXXI.



Notas:
[1] Brasil, Província d’El-Rei, São Paulo, Jornada, 1960.
[2] O Brasil não foi colónia, São Paulo, Edição do autor, 1958; A Ordem de Cristo e o Brasil, São Paulo, IBRASA, 1980.
[3] História do Direito Político brasileiro, 2ª edição, São Paulo, Edição Saraiva, 1962, p. 3.
[4] Cumpre ressaltar que, do mesmo modo que o Brasil não foi colônia de Portugal, as possessões castelhanas da América também não foram colônias de Espanha, como bem demonstrou o historiador argentino Ricardo Levene (Las Indias no era colonias, 1ª edição, Buenos Aires, Editora Austral, 1951).
[5] Brasil, Província d’El-Rei, cit.
[6] Cf., dentre outros, Kenneth MAXWELL, Por que o Brasil foi diferente? O contexto da independência, in Carlos Guilherme MOTTA (Organizador), Viagem incompleta. A experiência brasileira: formação, 2ª edição, Editora SENAC São Paulo, 1999, pp. 186-187.
[7] Cf. Clovis Lema GARCIA, O Estado de Direito e a Ordem Constitucional do Brasil, in VV.AA., O Estado de Direito, São Paulo, Editora Revista dos Tribunais, 1980, p. 71; José Pedro Galvão de SOUSA, História do Direito Político brasileiro, p. 93.
[8] Obras oratorias, Tomo I, Rio de Janeiro, Laemmert, 1853, p. VI.
[9] A idéa de “Imperio”, in Revista da Faculdade de Direito, volume XIX, São Paulo, 1911, p. 156.
[10] Idem, loc. cit.
[11] Brasil, Província d’El-Rei, cit., p. 7.
[12] Idem, loc. cit.
[13] Revolução Integralista, in O pensamento revolucionário de Plínio Salgado (antologia organizada por Augusta Garcia Rocha Dorea), 2ª edição ampliada, São Paulo, Voz do Oeste, 1988, p. 255. Texto originalmente publicado no jornal A Offensiva, do Rio de Janeiro, a 17 de janeiro de 1935 e transcrito na obra Palavra nova dos tempos novos, cuja primeira edição é de 1936.
[14] A folha dobrada: lembranças de um estudante, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999, p. 91.
[15] Gustavo Barroso (discurso proferido na Câmara dos Deputados na sessão de 04 de dezembro de 1959), in Discursos parlamentares (Volume 18 – Plínio Salgado), Seleção e introdução de Gumercindo Rocha Dorea, Brasília, Câmara dos Deputados, 1982, p. 725.
[16] Brasil – colônia de banqueiros, 4ª edição, Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1935, pp. 206-207.


07/09/2015, 11:41:45



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