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Genésio Pereira Filho: um escritor sambentista*

Genésio Cândido Pereira Filho nasceu em São Bento do Sapucaí, na Serra da Mantiqueira, na região do Vale do Paraíba Paulista, aos 25 dias do mês de agosto do ano da Graça de 1920. Como é sabido, o dia 25 de agosto é também o Dia do Soldado, por ter sido a data em que veio ao Mundo o Duque de Caxias, Condestável do Império e Espada que assegurou, no Segundo Reinado, a unidade nacional brasileira e, em larga medida, o triunfo de nossas armas na Guerra do Paraguai.

Nascido no Dia do Soldado, como acabamos de assinalar, o advogado, escritor, jornalista, tradutor, orador e editor Genésio Pereira Filho tem sido, desde a infância, um bravo e nobre soldado de Deus e da Pátria, um impávido paladino de Cristo Rei e da imperial Nação Brasileira.

Filho de Genésio Cândido Pereira, advogado e depois Promotor Público e, em seguida, Juiz de Direito, e de Rodolfina Marcondes Pereira, Genésio Pereira Filho passou a primeira infância no pequeno, bucólico e tradicional burgo natal, cidadezinha montanhesa de casas em estilo colonial luso-brasileiro, que se assemelha a um presépio napolitano incrustado entre montanhas, cercado de verdes pinheirais e viçosas lavouras e vigiado pela Pedra do Baú, ou Embaú, sentinela da Mantiqueira e de todo o Vale do Paraíba.

Ainda pequeno, quando o pai foi nomeado Juiz Substituto em Ribeirão Preto, levou toda a família para aquela grande e opulenta cidade do Nordeste Paulista, onde nosso homenageado e biografado fez o curso pré-primário.

Embora havendo deixado cedo a cidade natal, sentinela avançada da Terra Bandeirante nas faldas da Mantiqueira, Genésio Pereira Filho jamais deixou de ser filho daquelas montanhas e de se orgulhar disso, saudoso dos pinheiros e dos píncaros de sua terra, bem como de seu “inverno rigoroso de paisagens brancas e frio cortante”, nas palavras de Plínio Salgado, tio por afinidade de Genésio e mais ilustre dos filhos de São Bento do Sapucaí, num artigo sobre os cantadores populares daquele aprazível burgo serrano.[i] Com efeito, escreveu Genésio, em seu pequeno grande ensaio Ser ou não ser integralista (o eterno e o efêmero), de 1950:

Se me perguntarem se sou de São Paulo, responderei que não. Estou em São Paulo, como estive há tempos em Ribeirão Preto e outrora em Jaboticabal, em Mococa, em Silveiras. Mas sou de São Bento do Sapucaí, minha terra natal, cujas montanhas enchem-me a alma de ideais e de fé; os pinheirais da Mantiqueira são símbolo de minha nobreza e a vibração telúrica de meu ser tem raízes nas escarpas e nas grotas, nas encostas íngremes e nos abismos insondáveis. ESTOU transitoriamente no asfalto, existo em superfície, em paisagens de simplórios gramados, mas SOU das montanhas de selvas indômitas, habitadas por mistérios e recordadas pelas lendas.[ii]

Em 1927, quando o pai foi nomeado Juiz da Comarca de Silveiras, o pequeno Genésio foi levado, juntamente com toda a família, para aquela cidadezinha, uma das belas e pacatas urbes adormecidas do Vale do Paraíba, a sonhar eternamente e cheia de saudade e nostalgia com os dias idos da áurea idade perdida do café, nos já então longínquos tempos do reinado de D. Pedro, o segundo do nome.

Em Silveiras, cidade que, como São Bento do Sapucaí, conserva o tradicional e bucólico aspecto das cidades brasileiras dos dias do Império, Genésio iniciou os estudos primários, nas Escolas Reunidas de Silveiras, e também começou a aprender música, com a professora Maria Lima Julião, irmã do célebre maestro e compositor João Batista Julião.

Quando o pai foi transferido para o Município de Mococa, levou toda a família para esta formosa e próspera cidade do Interior Paulista, localizada, como São Bento do Sapucaí, na divisa de São Paulo com a Província de Minas Gerais, e conhecida como a Terra das Palmeiras Imperiais.

Em Mococa, cidade que ainda hoje conserva praças, igrejas e palacetes que remontam aos tempos áureos da cafeicultura, que ali se deram entre o crepúsculo do século XIX e o alvorecer do século XX, nosso ilustre biografado concluiu o curso primário, no Grupo Escolar Barão de Monte Santo, e principiou o curso secundário, no Ginásio Municipal de Mococa, tendo ali, ainda, concluído os estudos musicais, com o Professor Diógenes Pires de Campos.

No Ginásio Municipal de Mococa, teve Genésio Pereira Filho por professor de História o ilustre e injustamente olvidado pensador, escritor, advogado e jornalista Francisco Teive de Almeida Magalhães, que, nascido no Rio de Janeiro e radicado em Mococa, pertenceu à Academia Mineira de Letras e ao Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, bem como, na condição de sócio correspondente, aos Institutos Históricos e Geográficos de Minas Gerais, Bahia e Sergipe, e foi o primeiro Diretor da Casa Euclidiana, em São José do Rio Pardo, assim como um dos mais destacados líderes integralistas do interior da Província Bandeirante e um dos mais brilhantes vultos da Ação Integralista Brasileira (AIB), que, como escreveu Acacio Vaz de Lima Filho, reuniu a mais fina flor da intelectualidade nacional brasileira,[iii] constituindo, no dizer de Gerardo Mello Mourão, o “mais fascinante grupo da inteligência do País”.[iv]

Tendo lido um inspirado poema de Genésio Pereira Filho, Almeida Magalhães fez com que este fosse publicado no jornal A Gazeta de Mococa, onde pouco mais tarde foram publicados outros escritos do jovem aluno do autor de Farias Brito e a reação espiritualista (Almeida Magalhães), que também colaborou no jornal A Mococa.

Em meados do ano de 1935, quando o pai foi transferido para Jaboticabal, novamente levou com ele toda a família.

Em Jaboticabal, próspera urbe do Interior Paulista, conhecida como a Cidade das Rosas, Genésio Cândido Pereira Filho, que sempre fora um aluno exemplar, concluiu, com brilhantes notas, o curso secundário, no Ginásio Municipal de Jaboticabal, onde, em 1936, o jovem rapaz, já então um estudioso profundo da realidade e dos problemas brasileiros, recebeu, por uma dissertação sobre o índio brasileiro, o Prêmio Dr. Milton Mattos Braga, como primeiro colocado no Concurso de História da Civilização promovido por este professor. Na mesma época, segundo Roberto Salles Cunha, nosso homenageado e biografado venceu outro concurso, este com um ensaio sobre o negro brasileiro.[v]

Também em Jaboticabal, Genésio participou ativamente das atividades do Centro Estudantil Guilherme de Almeida e de outros grêmios, fez o Tiro de Guerra e colaborou em diversos órgãos da imprensa local, como os jornais O Combate, O Democrata e O Diário de Jaboticabal e a revista Cultura, tendo sido redator dos dois primeiros periódicos e diretor dos dois últimos. Ainda naquela cidade, presidiu a Sociedade Cultural Jaboticabalense, fundou o Jaboticabal Esperanta Klubo, de que foi o primeiro Presidente e que reunia os falantes locais do idioma esperanto, e, como observou Clóvis Roberto Capalbo, “teve marcante passagem” pela Rádio Clube de Jaboticabal (PRG-4), onde dirigiu e apresentou diversos programas, dentre os quais podemos destacar Hora de Arte e Cinema em Destaque, que “tinham enorme audiência”.[vi]

Já então havendo aderido ao Integralismo, movimento social, político e cultural renovador, tradicionalista e sadiamente patriótico e nacionalista, criado e liderado por seu tio e conterrâneo Plínio Salgado, Genésio Pereira Filho colaborou no jornal integralista Acção, da Capital Paulista, que circulou entre os anos de 1936 e 1938 e foi fundado e dirigido por Miguel Reale, aliás, também natural de São Bento do Sapucaí, pequena cidade que se fez grande ao dar grandes escritores e pensadores ao Brasil.

Por essa época, Genésio Cândido Pereira Filho, apesar de ainda adolescente, já podia ser considerado um dos mais brilhantes vultos da “poderosa geração integralista” de que nos falou Gumercindo Rocha Dorea,[vii] se contando, pois, entre os primeiros “Bandeirantes do Espírito” que compuseram, nas palavras do nosso homenageado, aquele “vasto movimento cultural e político”, cujos elevados princípios se sintetizam na trilogia “Deus, Pátria e Família”.[viii]

Em 1940, Genésio Pereira Filho se estabeleceu na Capital Bandeirante, onde ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), a tradicional Academia do Largo de São Francisco, na qual realizou o curso pré-universitário que então havia e, em seguida, o curso de bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais.

Em São Paulo, nosso homenageado começou a colaborar em jornais como O Estado de S. Paulo e A Gazeta e se tornou redator das revistas Universal e Resenha Musical e diretor-secretário da revista Ilustração, tendo, ainda, colaborado no jornal acadêmico A Balança, dirigido por Damiano Gullo, na seção Folha Universitária do jornal Folha da Noite e na revista Arcádia, órgão da Academia de Letras da Faculdade de Direito da USP, prestigiosa instituição em que ingressou ainda no início de seus estudos jurídicos.

Havendo-se tornado diretor da revista Arcádia, Genésio Pereira Filho fez com que esta deixasse de ser apenas uma revista e se tornasse também uma editora, que lançou diversos livros e opúsculos de qualidade por preços acessíveis aos estudantes. Dentre as diversas obras lançadas pela editora da revista Arcádia, no tempo em que Genésio a dirigiu, podemos destacar Oração aos moços, de Rui Barbosa, Direito e Moral, de Miguel Reale, Salário indireto, de Cesarino Júnior, Concurso de crimes, de Genésio Cândido Pereira, e Depoimento da atual geração universitária, livro organizado por Roberto Salles Cunha e que contém depoimentos dos então acadêmicos de Direito Lygia Fagundes (que após o casamento com o Professor Goffredo Telles Junior passaria a usar também o sobrenome deste), Genésio Pereira Filho, Aloysio Ferraz Pereira, Esther de Figueiredo Ferraz, Manuel Cebrian Ferrer, Adail Pereira Ribeiro, Rubens Teixeira Scavone, Francisco Marins, Fernando Melo Bueno e João Nery Guimarães.

Durante parte das férias acadêmicas, Genésio ficava com a família em Ribeirão Preto, cidade para a qual seu pai fora transferido no início da década de 1940, e em que o então jovem jornalista e acadêmico de Direito passou a colaborar nos jornais Diário de Notícias, Diário da Manhã, A Tarde e A Cidade e chegou a trabalhar na Rádio Clube de Ribeirão Preto (PRA-7).

No ano de 1942, foi dado à estampa, pela Companhia Editora Panorama, de São Paulo, o livro Um tema e três obras, ensaio crítico sobre o plágio, em que Genésio Cândido Pereira Filho, comentando a polêmica causada pela publicação do romance Rebecca, da escritora inglesa Daphne du Maurier, justamente considerado um plágio do romance A sucessora, de Carolina Nabuco, revelou que este livro é, por seu turno, um plágio do romance Encarnação, de José de Alencar, tendo feito, ainda, muitas considerações interessantes sobre o plágio em suas diferentes formas. Escrito quando seu autor era ainda um adolescente, Um tema e três obras é, não obstante, um ensaio profundo e muito bem escrito, que contém algumas das melhores páginas já escritas em nosso País a respeito do plágio e que recebeu, na imprensa, grandes e justos elogios de intelectuais do porte de Heraldo Barbuy, Nuto Sant’Anna e Agripino Grieco. Este último assim escreveu:

E devo felicitá-lo pelo que há de orgânico em seu espírito de jovem homem das letras. Surpreende-me esse gosto pela síntese, pelo método, pela boa construção intelectual, em criatura tão jovem. O autor de Um tema e três obras, o diretor da Arcádia, o animador de tantos nobres movimentos culturais entre os estudantes paulistas é evidentemente um nome destinado a perdurar na estima de quantos leem e pensam.[ix]

Pouco depois de haver publicado seu primeiro livro, recebeu Genésio Pereira Filho uma carta da poeta Cecília Meireles, com os seguintes dizeres:

Li o seu livro, que me interessou muito. Interessou-me como “método de trabalho”, cousa que vem faltando à nossa crítica. Interessou-me como “atitude” porque o crítico tem de ser um homem sereno, com a capacidade de sentir e a de julgar em perfeita harmonia.

Felicito-o vivamente por se ter animado a estudar assunto bastante difícil, indo até a conclusão, fiel ao princípio que o orienta – e que exalto – de compreender com isenção.[x]

Opositor da ditadura estadonovista de Getúlio Vargas, Genésio Pereira Filho foi preso, em novembro de 1943, pelo Departamento Estadual de Ordem Política e Social (DEOPS) de São Paulo, após ter participado da chamada “Passeata do Silêncio”, manifestação antivarguista que reuniu milhares de estudantes na Capital Paulista e foi duramente reprimida pela polícia.

Eleito Presidente da Academia de Letras da Faculdade de Direito da USP em 1º de dezembro de 1944, pela esmagadora maioria dos votantes, conforme noticiou o jornal A Manhã, do Rio de Janeiro, dirigido por Cassiano Ricardo,[xi] Genésio Pereira Filho assumiu a presidência daquela Academia no dia 10 de março do ano seguinte, numa sessão em que esteve presente o escritor, pensador e crítico literário Alceu Amoroso Lima, e, na condição de Presidente daquela instituição, criou concursos literários, publicou diversos livros e opúsculos e organizou exposições artísticas e mesmo um Congresso de Poesia Moderna, realizado em fins de 1945.

Diplomado bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da USP em 1946, Genésio Pereira Filho trabalhou e ainda trabalha como advogado, tendo sido, ainda, Procurador Federal, Assistente da Procuradoria Regional de São Paulo, Procurador Regional de Implantação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) no Amazonas e Promotor Público Substituto na Capital Paulista e em Santos. Na Faculdade de Direito da USP, ministrou diversos seminários, na condição de docente voluntário, assistindo ao Professor José Loureiro Junior, um dos mais ilustres constitucionalistas brasileiros, esposo de Maria Amélia Salgado Loureiro, prima de nosso biografado, e genro de seu tio Plínio Salgado. Fora da USP, ministrou diversos cursos e aulas sobre Direito Agrário, Cadastro e Tributação.

Ao se formar em Ciências Jurídicas e Sociais, Genésio Pereira Filho, destacado “líder político e defensor do ideário integralista”, como ressaltou Pedro Paulo Filho,[xii] já militava nas fileiras do Partido de Representação Popular (PRP), que, sob a liderança de Plínio Salgado, levava adiante a chama dos ideais essencialmente cristãos e brasileiros do Integralismo. Nosso ínclito biografado exerceu diversas atividades no PRP, tendo sido membro do Diretório Nacional daquela agremiação política e também do Diretório Estadual de São Paulo, de que foi Presidente, e colaborado em diversos órgãos daquele partido, a exemplo dos jornais Idade Nova e A Marcha, do Rio de Janeiro, e da revista Avante!, de Ribeirão Preto.

No ano de1947, quando residia no Rio de Janeiro e ocupava o cargo de Secretário Nacional de Arregimentação de Estudantes do PRP, concebeu Genésio Pereira Filho a ideia de fundar uma editora. Como escreveu em Menotti Del Picchia: uma obra rara, livro de 1993, em que trata da obra O drama do Calvário, do poeta de Juca Mulato e de As máscaras, os planos foram definidos com a realização, no dia 2 de julho daquele ano, do Conclave do Estudante Populista,[xiii] promovido pelo PRP. Este conclave, preparatório do futuro 1º Congresso Nacional dos Estudantes do PRP, realizado em Campinas em julho de 1948, aprovou o magnífico Código de Ética do Estudante, de autoria de Plínio Salgado.[xiv]

Considerando que o Código de Ética do Estudante, que se opõe claramente à filosofia do êxito, do conformismo e da decadência, merecia grande divulgação, resolveu Genésio Pereira Filho que seria ele a primeira publicação de sua editora. Esta teria o nome de Editorial Guanumby, sendo “guanumby”, ou “guanumbi”, o nome atribuído, no idioma tupi, ao beija-flor, ou colibri, tomado, nas palavras do escritor sambentista, “como símbolo de atividade (luta) permanente, ligeireza; enfim, símbolo da energia constante e das lutas pelos ideais”.[xv]

A primeira das diversas edições do Código de Ética do Estudante, com belíssimo prefácio de Genésio Pereira Filho, pela Editorial Guanumby, foi impressa em Niterói, em agosto de 1947. A editora, porém, só tinha então existência de fato, havendo sido constituída juridicamente dois meses mais tarde, em São Paulo, tendo como sócios o Dr. Genésio Pereira Filho e o Dr. José Loureiro Junior, que além de professor de Direito Constitucional na USP, foi Deputado Estadual e Deputado Federal pelo PRP e Secretário da Justiça de São Paulo durante o governo de Lucas Nogueira Garcez.[xvi]

Pouco depois da criação da Editorial Guanumby Limitada, Genésio Pereira Filho e Loureiro Junior adquiriram a Livraria Lealdade, uma das maiores e melhores de São Paulo, como noticiou a revista Avante!,[xvii] e a Gráfica Tibiriçá Limitada, surgindo, assim, o Grupo Guanumby, que realizava as tarefas de edição, impressão e venda de livros.[xviii]

Nessa época, teve destaque uma frase do Papa Pio XII no sentido de que o livro deve educar o povo para uma mais profunda compreensão das coisas, assim como fazê-lo pensar e refletir. Com base em tais palavras, resolveram os proprietários da Editorial Guanumby dar a suas edições uma função nobre, elevada e dignificante, tornando-as fator de educação do nosso povo e agente de sua elevação espiritual e moral, bem como uma fonte de amor, sabedoria e esperança.[xix]

Aspectos da Primeira Convenção Estadual realizada na Cidade de São Paulo, em 1946, no registro fotográfico vemos o então bacharelando em Direito Genésio Pereira Filho, que em nome do Partido de Representação Popular, saudava o então Deputado Federal pelo PRP Prof. Goffredo Carlos da Silva Telles Junior. (Fonte: Construindo História Hoje)

A fim de melhor cumprir a elevada missão a que se propusera como editor, Genésio Pereira Filho resolveu criar o Clube dos Bibliófilos, cujo Conselho Orientador foi constituído por ele próprio, por Plínio Salgado e por Menotti Del Picchia, e que promoveu diversas reuniões, conferências e debates e patrocinou, pela Editorial Guanumby, a publicação de algumas edições selecionadas. A primeira de tais publicações, datada de 1951, foi O poema da Fortaleza de Santa Cruz, de Plínio Salgado, com ilustrações de Rugo, e a segunda, de 1952, foi O drama do Calvário, de Menotti Del Picchia, ilustrada com xilogravuras de Karl Heinz Hansen.[xx]

Dentre os diversos livros publicados pela Editorial Guanumby, que esteve em atividade até meados da década de 1950, podemos destacar, além dos já mencionados Código de Ética do Estudante e O poema da Fortaleza de Santa Cruz, de Plínio Salgado, e O drama do Calvário, de Menotti Del Picchia, A mulher no século XX, Madrugada do Espírito, O conceito cristão da Democracia, Espírito da burguesia e Extremismo e Democracia, todos de Plínio Salgado, tendo este último um belo prefácio de Genésio Pereira Filho; A imagem de Cristo na Assembleia Legislativa de São Paulo, de Loureiro Junior, Um tempo que passou (crônicas de amor), de Djanira Brandi Bertolotti, Comemorações Euclidianas: 1947, de autoria coletiva, e Rui Barbosa para a juventude e Ser integralista, não ser integralista (o eterno e o efêmero), de Genésio Pereira Filho. Este último trabalho, originalmente publicado na revista Avante!,[xxi]é, sem sombra de dúvida, o mais difundido trabalho do escritor de São Bento do Sapucaí, tendo sido reeditado algumas vezes em plaquetes e transcrito, algumas vezes sob o título de Ser ou não ser integralista, em inúmeros jornais, revistas e, mais recentemente, em páginas da Internet, bem como na Enciclopédia do Integralismo, organizada por Gumercindo Rocha Dorea e Plínio Salgado entre fins da década de 1950 e princípios da década de 1960, o que comprova, na expressão de Gumercindo Rocha Dorea, “a sua permanência como elemento fecundante na política brasileira”.[xxii]

Como está escrito na revista Avante!, Rui Barbosa para a juventude, de Genésio Pereira Filho, cuja primeira edição data de 1949, não é uma simples biografia, mas um “livro cheio de vida e de ensinamentos úteis para os jovens”.[xxiii] Tratando desta obra, na imprensa, ressaltou Menotti Del Picchia que tal trabalho, “uma excelente vulgarização biográfica do político e orador” baiano, merece “um máximo de difusão entre nossa mocidade, não apenas porque está muito bem concebido e escrito, como porque vulgariza selecionados trechos da maravilhosa prosa do imortal escritor”.[xxiv] Ao analisar a mesma obra, a poetisa uruguaia Estrella Genta, havendo observado que Rui Barbosa para a juventude possui méritos mui altos, que são aqueles da pluma do escritor sambetista, enfatizou que aquela obra, “escrita em estilo tão depurado quanto ameno, entrelaçada com diálogos de requintada soltura, cumpre com a elevadíssima missão de ensinar deleitando”.[xxv]

Casado em 1953, com a advogada Maria Aparecida Homem Pereira, que lhe deu os filhos Paulo e Mônica, Genésio Pereira Filho passou a lua de mel em Bariloche, na Argentina. Tendo visitado, após a lua de mel, a cidade de Buenos Aires, onde o escritor e jornalista patrício tinha muitos admiradores, o novo casal foi homenageado com um banquete de que participaram quatrocentos intelectuais e artistas argentinos.

Como assinalou Pedro Paulo Filho, Genésio Pereira Filho, quando Presidente do Diretório Estadual do PRP de São Paulo, criou o Parlamento-Escola, destinado ao preparo dos candidatos que aspiravam a cargos legislativos. Ainda como frisou o inspirado poeta, memorialista e historiador de Campos do Jordão (Pedro Paulo Filho), o Parlamento-Escola foi instalado em 1961, na Faculdade de Direito da USP, no Largo de São Francisco, tendo sido sua aula inaugural dada pelo Professor Miguel Reale.[xxvi]

Além dos mencionados livros Um tema e três obras (1942), Rui Barbosa para a juventude (1949), Ser integralista, não ser integralista (o eterno e o efêmero) (1950) e Menotti Del Picchia: uma obra rara (1993), Genésio Pereira Filho publicou as seguintes obras: Declaração de interdependência (1954), Relação de causalidade (1955), O estrangeiro e a liberdade política (1955), Estado perigoso e medida de segurança (1955-56), Festival da neve em Bariloche: roteiro de viagem aos lagos do sul (1956), Sevícia e injúria grave no desquite litigioso (1958) e Intangibilidade territorial do Município em face da Lei Orgânica (1959), tendo, ainda, integrado o grupo de redatores do livro 80 anos de “Os sertões” de Euclides da Cunha (1902-1982), e participado, com três belos e inspirados poemas, da coletânea Itinerário poético (1991), organizada pelo escritor, jornalista, editor e historiador Cláudio de Cápua.

Dentre os juristas brasileiros que elogiaram os escritos jurídicos de Genésio Pereira Filho, podemos destacar, dentre outros, Hely Lopes Meirelles, Miguel Reale, Basileu Garcia, Antônio Ferreira Cesarino Júnior e José Pedro Galvão de Sousa.

Excelente tradutor, Genésio Cândido Pereira Filho verteu para o idioma de Camões as obras Madame Bovary, de Flaubert (1955), No mundo encantado do arco-íris, de Roger Dal (1957), Albert Schweitzer: uma vida exemplar, de Mario Waissmann (1959), e Amada imortal (1962), de Kurt Pahlen,[xxvii] todas lançadas pelas Edições Melhoramentos, de São Paulo.

Além dos diversos veículos de imprensa aqui mencionados, colaborou Genésio Pereira Filho, dentre outros, nos jornais integralistas Renovação Nacional, do Rio de Janeiro, e Ação Nacional, de São Paulo, na revista Nuevo Mundo, de Buenos Aires, que, aliás, chegou a dirigir por algum tempo, e no jornal Imprensa Paulista, órgão oficial da Associação Paulista de Imprensa, de que foi por vários anos o editor responsável, e tem colaborado no jornal literário Linguagem Viva, da Capital Paulista.

Genésio Pereira Filho é membro de diversas instituições, como a já mencionada Academia de Letras da Faculdade de Direito da USP, de que foi, como vimos, Presidente, a Academia Cristã de Letras, na qual ocupou o cargo de 1º Secretário, a Academia Paulistana de História, o Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, a Academia de Letras de Campos do Jordão, de que foi 2º Tesoureiro, a Ordem dos Velhos Jornalistas, a Academia Pindamonhangabense de Letras, a Academia Anapolina de Filosofia, Ciências e Letras, a Casa de Plínio Salgado, de que foi Diretor Jurídico, o Centro de Estudos Euclides da Cunha, no qual ocupou os cargos de Presidente e de 2º Secretário, a União Brasileira de Escritores, de que foi Conselheiro, a Associação Brasileira de Cultura, em que ocupou o cargo de Secretário, a Unión Cultural Americana, de Buenos Aires, o Centro de Cultura de Arceburgo, o Grêmio Cultural Jackson de Figueiredo, o Espaço Cultural Plínio Salgado, o Instituto dos Advogados de São Paulo, a Ordem dos Advogados do Brasil, o Instituto Paulista de Direito Agrário, a Academia Itapirense de Letras e Artes, a Ordem Nacional dos Bandeirantes, a Academia de Letras da Mantiqueira, a Associação Brasileira de Estudos Plínio Salgado, de que foi Vice-Presidente, e a Associação Paulista de Imprensa, em que ocupou os cargos de Presidente e de 1º Vice-Presidente.

Orador brilhante, Genésio Pereira Filho proferiu dezenas de palestras, em São Paulo e no Interior Paulista, sobre temas como São Bento do Sapucaí, Plínio Salgado, Cecília Meireles, Monteiro Lobato, Euclides da Cunha, Eugênia Sereno e Ribeiro Couto. Uma de tais palestras, intitulada Recuperando literariamente Plínio Salgado e proferida na Academia de Letras de Campos do Jordão, foi publicada no boletim dessa Academia, na qual nosso homenageado ocupa a cadeira nº 25, cuja patrona é a poeta Cecília Meireles.[xxviii]

Dentre as dezenas de grandes escritores e intelectuais com quem Genésio Pereira Filho teve a oportunidade de conviver, figuram Plínio Salgado e Rui Ribeiro Couto, seus tios por afinidade; suas primas e conterrâneas Maria Amélia Salgado Loureiro, filha e biógrafa de Plínio Salgado, e Benedicta de Rezende, mais conhecida pelo pseudônimo de Eugênia Sereno, e seus respectivos esposos, Loureiro Junior e Mário Graciotti; a poetisa uruguaia Estrella Genta e seu pai, o militar, pensador e poeta Edgardo Ubaldo Genta; Cecília Meireles, Menotti Del Picchia, Agripino Grieco, Almeida Magalhães, Monteiro Lobato, Guilherme de Almeida, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Patrícia Galvão, Hernâni Donato, Francisco Marins, Heraldo Barbuy, Paulo Bomfim, Miguel Reale, Alfredo Buzaid, Raimundo de Menezes, Goffredo Telles Junior, Tasso da Silveira, Yone Stamato, Lygia Fagundes Telles, Esther de Figueiredo Ferraz, Paulo Dantas, Alfredo Leite, Alceu Amoroso Lima, Gumercindo Rocha Dorea, Pedro Paulo Filho e a poetisa chilena Gabriela Mistral, vencedora do Prêmio Nobel de Literatura em 1945.

Genésio Pereira Filho foi agraciado com dezenas de prêmios, títulos, distinções e medalhas, como o Colar do Centenário, comemorativo do Centenário do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, a Medalha D. Pedro II, também do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, o Diploma de Honra ao Mérito da Ordem dos Velhos Jornalistas, a Láurea de Reconhecimento pelo culto perene ao Direito, à Liberdade e à Justiça, da secção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil, o prêmio de viagem à Argentina, da Câmara Argentina de Comércio de São Paulo, em 1957, por ter sido o melhor aluno dos cursos de Língua Castelhana e de Literaturas Espanhola e Hispano-Americana mantidos por aquela Câmara, e o Diploma de Explorador do Continente Gelado, da Base Chilena Teniente Marsh e da Línea Aerea del Cobre S.A., por sua viagem à Antártida, em 1984.

No ano de 1997, Pedro Paulo Filho publicou a obra A Montanha Magnífica, em que discorreu sobre a vida e a obra da maior parte das pessoas ilustres que visitaram Campos do Jordão ou viveram e escreveram na chamada Suíça Brasileira, incluindo, entre seus visitantes, Genésio Pereira Filho, escritor sambentista.[xxix]

Em 2001, Francisco Piorino Neto deu à estampa a obra Biografias, contendo breves perfis biográficos de todos os patronos e membros da Academia Pindamonhangabense de Letras, incluindo, entre estes últimos, Genésio Pereira Filho, que ocupa, naquela Academia, a cadeira nº 13, cujo patrono é José Athayde Marcondes, autor de Pindamonhangaba, grande obra histórica sobre aquela bela e tradicional cidade valeparaibana, conhecida como a Princesa do Norte.[xxx]

Os noventa e cinco anos de Genésio Pereira Filho, celebrados no último dia 25 de agosto, foram lembrados pela poeta, jornalista e crítica literária Rosani Abou Adal, editora de Linguagem Viva, que, na primeira página e no editorial desse excelente jornal literário, prestou uma linda homenagem ao autor de Um tema e três obras, a quem conheceu em 1987, no Centro de Estudos Euclides da Cunha.[xxxi] Como fez ver Rosani, Genésio Pereira Filho prestou “grandiosa contribuição para as nossas Letras” e é graças ao vigoroso auxílio que o escritor tem prestado ao jornal Linguagem Viva, de que é um dos pais, desde a fundação, que este se encontra vivo na hora presente,[xxxii] dando considerável contribuição à Literatura e à Cultura Pátria.

O tradicional jornal O Combate, de Jaboticabal, também prestou uma merecida homenagem a Genésio Pereira Filho, destacando a marcante passagem do escritor sambentista pela imprensa jaboticabalense e paulistana e observando que “este grande homem” deixou sua marca nos diferentes órgãos de imprensa e instituições em que trabalhou e continua ativo, compartilhando seu vasto saber.[xxxiii]

Já nos havendo estendido além do que inicialmente pretendíamos em nosso texto, uma justa homenagem a Genésio Cândido Pereira Filho por seus noventa e cinco anos de vida e por toda a sua contribuição à Literatura, à Cultura e ao Pensamento do Brasil, encerramos por aqui estas linhas, salientando que este nobre filho das montanhas de São Bento do Sapucaí, valoroso soldado de Deus, da Pátria e da Família e Bandeirante do Espírito, é, para todos, um exemplo de virtudes morais e intelectuais e de resistência e permanência na luta por ideais elevados. Que Deus faça nascer, nas gerações vindouras, homens da têmpera deste bravo combatente do bom combate em prol de Cristo e da Nação, pelo bem da nossa Terra de Santa Cruz!


Victor Emanuel Vilela Barbuy,
Campos do Jordão e São Paulo, setembro-outubro de 2015.


*Artigo a ser publicado na próxima edição do jornal O Lince, de Aparecida-SP.


Notas:
[i] Poetas do matto, in A Gazeta, ano XVI, nº 4631, São Paulo, 18 de junho de 1921, p. 2.
[ii] Ser ou não ser integralista (o eterno e o efêmero),in Enciclopédia do Integralismo, volume VIII, Rio de Janeiro, Edições GRD, Livraria Clássica Brasileira, 1959, pp. 15-16.
[iii] Prefácio, in Gumercindo Rocha DOREA (Organizador), “Existe um pensamento político brasileiro?”, Existe, sim, Raymundo Faoro: o Integralismo!: uma nova geração analisa e interpreta o Manifesto de Outubro de 1932 de Plínio Salgado, São Paulo, Edições GRD,  p. XVI.
[iv] Entrevista concedida ao Diário do Nordeste. Disponível em: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=414001. Acesso em 29/09/2015.
[v] Roberto Salles CUNHA (Organizador), Depoimento da atual organização universitária, São Paulo, Edição da Revista Arcádia, 1944, p. 13.
[vi] Memória fotográfica de Jaboticabal 1900-1990 e outras histórias, Jaboticabal-SP, Multipress Gráfica e Editora, s/d, 178.
[vii] Recado a um ex-presidente da República, ex-ministro, ex-senador; ex-professor universitário e que, hoje, amplia e revitaliza os “quadros” dos remanescentes caluniadores do Integralismo [Fernando Henrique Carodoso], in Gumercindo Rocha DOREA (Organizador), “Existe um pensamento político brasileiro?”, Existe, sim, Raymundo Faoro: o Integralismo!: uma nova geração analisa e interpreta o Manifesto de Outubro de 1932 de Plínio Salgado, São Paulo, Edições GRD,  p. XI.
[viii] Palavras iniciais, in Plínio SALGADO, Extremismo e Democracia, 1ª edição, São Paulo, Editorial Guanumby, s/d, pp. 8-9.
[ix] In Genésio PEREIRA FILHO, Menotti Del Picchia: uma obra rara, São Paulo, EditorAção, 1993, p. 47.
[x] In Idem, p. 48.
[xi] Professores e estudantes: os estudantes devem participar da vida nacional, contribuindo para o mundo de amanhã (entrevista com Genésio Pereira Filho), in A Manhã, ano IV, nº 1062, Rio de Janeiro, 24 de janeiro de 1945, p. 7.
[xii] , Genésio Pereira Filho, escritor sambentista, in A Montanha Magnífica (memória sentimental de Campos do Jordão), 2º volume, São Paulo, O Recado Editora Ltda., 1997, p. 329.
[xiii] O termo “populista” era usado pelo PRP nos sentidos positivos de amigo e defensor do povo e não no sentido negativo de tal termo.
[xiv] Menotti Del Picchia: uma obra rara, São Paulo,EditorAção, 1993, p. 1.
[xv] Idem, loc. cit.
[xvi] Idem, p. 2.
[xvii] Livraria Lealdade – Edições Guanumby: uma organisação a serviço da Cultura, in Avante!, ano I, nº 3, Ribeirão Preto-SP, maio-julho de 1950, página não numerada.
[xviii] Cf. Genésio PEREIRA FILHO, Menotti Del Picchia: uma obra rara, São Paulo, EditorAção, 1993, pp. 2-3.
[xix] Idem, p. 3.
[xx] Idem, pp. 3-4.
[xxi] Avante!, ano I, nº 2, Ribeirão Preto-SP, fevereiro-abril de 1950, p. 50.
[xxii] Sei que vou por aqui!,  ano I, nº 1, São Paulo, julho-agosto de 2004, p. XI. O ensaio Ser integralista, não ser integralista (o eterno e o efêmero), de Genésio Pereira Filho,se encontra transcrito entre as páginas XI e XIII da citada edição da revista Sei que vou por aqui!
[xxiii] Livraria Lealdade – Edições Guanumby: uma organisação a serviço da Cultura, in Avante!, ano I, nº 3, Ribeirão Preto-SP, maio-julho de 1950, página não numerada.
[xxiv] In Genésio Pereira Filho, Menotti Del Picchia: uma obra rara, São Paulo, EditorAção, 1993, pp. 47-48.
[xxv] In Idem, p. 48. Tradução nossa.
[xxvi] Genésio Pereira Filho, escritor sambentista, in A Montanha Magnífica (memória sentimental de Campos do Jordão), 2º Volume, São Paulo, O Recado Editora Ltda., 1997, p. 329.
[xxvii] A segunda edição desta obra (1992), que revela o mundo íntimo de músicos grandes e célebres por meio de suas cartas de amor, recebeu o título de Apassionata.
[xxviii] Recuperando literariamente Plínio Salgado, in  Boletim da Academia de Letras de Campos do Jordão, ano XIV, nº 69, setembro de 1999, pp. 2-9.
[xxix] Genésio Pereira Filho, escritor sambentista, in A Montanha Magnífica (memória sentimental de Campos do Jordão), 2º volume, São Paulo, O Recado Editora Ltda., 1997, pp. 328-330.
[xxx] Biografias, Campinas-SP, Mystic Editora, 2001, pp. 262-264.
[xxxi] Cf. Rosani Abou ADAL, Os 95 anos de Genésio Cândido Pereira Filho, in Linguagem Viva, ano XXV, nº 312, São Paulo, agosto de 2015, p. 1.
[xxxii] Nosso pai, in Linguagem Viva, ano XXV, nº 312, São Paulo, agosto de 2015, p. 2.
[xxxiii] Genésio Pereira Filho completa 95 anos, in O Combate, ano 112, nº 6681, Jaboticabal-SP, 18 de setembro de 2015, p. 5. 

 

 


20/10/2015, 11:07:43



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