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Homenagem à Revolução de 1932

Em princípios do mês de Novembro do ano de 1930, triunfou a chamada “Revolução de Outubro”, com a deposição do Presidente Washington Luís por uma Junta Militar que entregou o poder a Getúlio Vargas, líder supremo das forças rebeldes, que não aceitavam a eleição de Júlio Prestes à Presidência da República. Uma vez no poder, Vargas, como Chefe do Governo Provisório, revogou a Constituição de 1891, dando início a um governo discricionário.

Alguns dias mais tarde, mais precisamente a 11 de Novembro, foi decretada por Vargas a dissolução do Congresso Nacional, assim como das assembleias estaduais e das câmaras municipais.

Na manhã de 24 de Fevereiro de 1932, ao mesmo tempo em que, na sede do jornal nacionalista A Razão, um grupo de intelectuais liderado por Plínio Salgado – já então consagrado escritor, jornalista e político - criava a Sociedade de Estudos Políticos (SEP), de que logo mais nasceria a Ação Integralista Brasileira (AIB), uma imensa multidão se comprimia na Praça da Sé, no Centro da Capital Bandeirante, a fim de prestigiar o comício promovido pela Liga Paulista Pró-Constituinte para celebrar o quadragésimo primeiro aniversário da Constituição de 1891.

A 23 de Maio daquele ano, uma multidão atacou as redações dos jornais A Razão e Correio da Tarde. Muitos desconfiavam que este último jornal pertencesse a Miguel Costa, líder da Legião Revolucionária de São Paulo, um dos principais pontos de apoio de Getúlio Vargas na Província Bandeirante. Já o primeiro de tais jornais, que tinha Plínio Salgado como redator-chefe, foi atacado sob a injusta acusação de se opor à reconstitucionalização do País, acusação esta que se baseava no fato de defender uma posição nacionalista e se opor a uma revolução armada contra o Governo por saber que esta não conseguiria a vitória pelas armas. Em seguida, a multidão atacou a sede da Legião Revolucionária, na Praça da República, sendo recebida a bala pelos legionários. O conflito culminou em diversos feridos e na morte dos estudantes Mário MARTINS de Almeida, Euclides Bueno MIRAGAIA, DRÁUSIO Marcondes de Souza e Antônio Américo de CAMARGO, cujas iniciais dos nomes pelos quais eram mais conhecidos formaram a sigla MMDC, que se tornou o nome do mais significativo movimento em prol da reconstitucionalização do Brasil.

A 09 de Julho teve início a Revolução Constitucionalista de 1932, que só terminaria a 02 de Outubro daquele ano, com a assinatura do Armistício de Cruzeiro, selando a inevitável derrota das forças constitucionalistas, que, a despeito de superiores em bravura, eram inferiores às tropas da ditadura varguista em armamentos e, sobretudo, em número de homens.

Dois anos mais tarde, porém, o Ideal da Revolução foi alcançado, com a promulgação da Constituição de 1934.

Registre-se que a Revolução Constitucionalista de 1932 não foi somente um Movimento de São Paulo, mas de todo o Brasil, bastando recordar o exemplo do Sul do Mato Grosso (atual Mato Grosso do Sul), que se emancipou a 10 de Julho de 1932, sob o nome de Estado de Maracaju, lutando ao lado dos constitucionalistas, bem como o exemplo do Rio Grande do Sul, onde centenas de adeptos da Causa Constitucionalista se levantaram contra a ditadura sob o comando de Borges de Medeiros. Vale lembrar, ainda, que voluntários provenientes de diversas regiões do Brasil lutaram ao lado dos soldados paulistas, a exemplo do pernambucano Delmiro Sampaio, único morto do batalhão do então Município de Santo Amaro. E mesmo Santos Dumont, o Pai da Aviação, redigiu um manifesto aos mineiros, os incitando a se unirem aos paulistas, lutando ao seu lado contra a ditadura varguista.

Que seja esta a singela homenagem da Frente Integralista Brasileira (FIB) aos milhares de brasileiros, paulistas ou não, que – como Miguel Reale, José Loureiro Júnior e tantos outros jovens que, saídos das trincheiras da Revolução Constitucionalista de 1932, ingressaram na Ação Integralista Brasileira, surgida oficialmente a 07 de Outubro daquele ano – combateram pela reconstitucionalização do País e, especialmente, àqueles que – da mesma forma que José Preiz e Nélio Baptista Guimarães, aos quais Miguel Reale dedicou seu primeiro livro, O Estado Moderno – tombaram heroicamente naquela Revolução, “sonhando um Brasil maior”, e aos seus irmãos de Ideal e de sacrifício, os tão olvidados mártires do Levante de 11 de Maio de 1938, principal reação armada contra a mais ignóbil ditadura de nossa História, o Estado Novo de Vargas, até o fim deste, em 1945.

PRO BRASILIA FIANT EXIMIA!
PRO DEO, PRO PATRIA ET PRO FAMILIA!

 

Victor Emanuel Vilela Barbuy,
Presidente Nacional da Frente Integralista Brasileira
São Paulo do Campo de Piratininga, 09 de Julho de 2010-LXXVII.

 


07/07/2010, 21:16:32



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