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Mensagem de Natal e Ano-Novo

Companheiros! Tendo, uma vez mais, a honra e o privilégio de vos dirigir a palavra no limiar de um Natal e de um Ano-Novo, que, segundo esperamos, serão mais abençoados, santos e felizes do que aqueles que os precederam, salientamos que o ano de 2015 foi de grande progresso para o Integralismo e a Frente Integralista Brasileira. Com efeito, o Movimento e a Doutrina do Sigma conquistaram, no ano que ora finda, inúmeros novos adeptos e simpatizantes em todo o País e mesmo fora de suas fronteiras e a Frente Integralista Brasileira se robusteceu enquanto escola de civismo, de cultura e de política e como guardiã do rico legado cultural e moral de Plínio Salgado e da Ação Integralista Brasileira, assim como de outras instituições integralistas do passado.

No ano de 2015, em que celebramos os cento e vinte anos do nascimento de Plínio Salgado, Chefe Perpétuo da Revolução Integralista [1], e os oitenta e três anos do Manifesto de OutubroCarta Magna o Integralismo e um dos mais importantes documentos da História Pátria, surgiram diversas novas publicações sobre o Integralismo, a exemplo do segundo volume da obra Integralismo: um novo paradigma, de Sérgio de Vasconcellos, e do livro “Existe um pensamento político brasileiro?” Existe, sim, Raymundo Faoro: o Integralismo!, organizado por Gumercindo Rocha Dorea e prefaciado por Acacio Vaz de Lima Filho, e foram proferidas diversas palestras e conferências sobre a Doutrina do Sigma em escolas, faculdades, institutos e associações cívicas e culturais de diversas regiões do Brasil.

Esperamos, do fundo de nossa alma, que, no ano da Graça do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de 2016, a Frente Integralista Brasileira, principal porta-voz da autêntica Doutrina Integralista no Brasil da hora presente, cresça ainda mais do que cresceu em 2015 e, sobretudo, que a difusão do Pensamento Integralista seja, no próximo ano, ainda maior do que foi no ano que ora termina, aumentando, assim, a benéfica influência do Integralismo na vida cultural, social e política deste vasto Império da Terra de Santa Cruz.

Esperamos, do mesmo modo, que, em 2016, a Terra de Santa Cruz não sofra, como tem sofrido, com desastres naturais como aquele há pouco ocorrido na cidade mineira de Mariana e consiga, sob as bênçãos de Cristo, vencer as graves crises econômica e política que vem enfrentado e, antes de tudo, a ainda mais grave crise moral de que há anos padece e da qual decorrem todas as demais crises.

Ao vos dirigir, uma vez mais, a palavra no umbral de um novo Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo e do início de um novo ano da Era Cristã, não podemos deixar de proclamar, novamente, a realeza de Cristo, Mestre dos Mestres e Rei dos Reis, Imperador do Universo e princípio e fim de todas as coisas, fazendo nossas, pois, as seguintes palavras deste tão brilhante quanto desconhecido e injustiçado pensador cristão patrício que foi e é Plínio Salgado: 

Seja (...) a exaltação da realeza de Cristo o coroamento destas palavras. Eu a proclamo, do fundo da minha pequenez, com o ardor de um soldado. E como soldado vos convido, ó homens do meu tempo, a aclamarmos o Cristo-Rei, por cujo Reino devemos ir à luta, uma luta diferente, porque não seremos portadores de morte, mas de vida; nem de aflições, mas de consolações, nem de crueza, mas de bondade.

 

E Vós – ó Jesus, a quem tanto amamos, e que estais tão abandonado pelas nações no século dos horrores, como Vos prefigurou na tábua apocalíptica o pintor neerlandês [Van Aeken, o Bosch] – recebei o nosso preito de soldados fiéis, e socorrei-nos em nossas fraquezas, para que possamos cumprir quanto desejamos, no empenho de Vos bem servir; pois incapazes somos nós sem Vossa Graça, mas se não faltardes com Ela, ainda que hajamos de cair muitas vezes, outras tantas nos levantaremos, de sorte que, nas horas perigosas, nas horas decisivas e, principalmente, na hora extrema, por Vós, sempre por Vós, estaremos de pé! [2]

Como assinalamos alhures [3], nós outros, soldados de Cristo Rei e Redentor e da Imperial Nação Brasileira, hoje como ontem, temos a coragem de remar contra a corrente materialista e anticristã da hora que passa, erguendo bem alto a Cruz de Cristo e a bandeira azul e branca do Sigma e fazendo nossos os lemas “Primeiro, Cristo!”, de Plínio Salgado [4], e “Tudo instaurar em Cristo” (Intaurare omnia in Christo), do Papa São Pio X [5], este último tirado da Epístola do Apóstolo São Paulo aos Efésios (Ef. 1, 10). Isto porque, como prelecionou o autor da Vida de Jesus, de Primeiro, Cristo! e de O Rei dos Reis, “Deus é a medida do Homem” [6], assim como de todas as coisas, e “o problema do mundo é espiritual” [7], sendo nosso dever proclamar o Primado do Espiritual sobre o político e o econômico [8], e, por conseguinte, igualmente proclamar, como o magno pensador, escritor e líder político patrício, que a salvação do Mundo se dará pela santificação das almas [9] e que “Jesus, o Cristo, o Filho de Deus Vivo, Mestre incomparável e Redentor do Mundo – é a chave de todos os problemas humanos” [10].

Ainda conforme sublinhamos algures [11], nós outros, que, como Plínio Salgado, lutamos, com todas as nossas forças, pelo Reino de Cristo Rei, por quem sempre estaremos de pé [12], e que, ainda como o nosso Chefe Nacional, gritamos, também com todas as nossas forças, “que só a soberania de Cristo trará a verdadeira liberdade, conforme aos católicos da Colômbia disse Pio XII” [13], voltamo-nos, nesta véspera de Natal, para o Cristo, que é, como diz o Evangelho de São João, “o Caminho, a Verdade e a Vida” (João 14,6), bem como “o pão da vida” (João 6,35) e a fonte de “água viva”, capaz de saciar para sempre toda a sede de quem a bebe (João 4,10-14). E nos voltamos ao Filho do Homem, ao Divino Mestre, em cujas lições sempre procuramos nos inspirar, neste tempo em que impera, em todo o Orbe Terrestre, a inversão dos valores e a confusão dos espíritos, por termos plena certeza de que, consoante escreveu Plínio Salgado, na Carta de Natal e Fim de Ano, de 1935, é na lição de Jesus Cristo e apenas nela que podemos encontrar “a verdadeira linha do Estado, da Sociedade, da Família e do Homem, segundo suas finalidades próprias, seus limites próprios, sua própria essência” [14]. Daí proclamarmos, novamente como o grande apóstolo e bandeirante de Cristo Rei e Redentor e do Brasil Integral que foi e é Plínio Salgado, que o Estado Integral, a um só tempo anti-individualista e antitotalitário, que desejamos edificar na Terra de Santa Cruz, é “o Estado que vem de Cristo, inspira-se em Cristo, age por Cristo e vai para Cristo” [15], e, parafraseando o autor de A imagem daquela noiteA aliança do sim e do não A Tua Cruz, Senhor..., fazermos, uma vez mais, a seguinte profissão de Fé:

Eu creio em Deus Eterno, Criador e Sumo Regente do Universo; creio na Alma, no Espírito Imortal; creio no livre-arbítrio, no poder optativo, deliberativo da Alma Humana e em sua capacidade de interferir nos acontecimentos históricos, erguendo as multidões e conduzindo-as. Creio em Cristo Rei e Redentor, o Deus Filho, Soberano e Sumo Bem do Cosmos, e na Luz que d’Ele desce e resplende muito mais do que todas as auroras e crepúsculos deste Mundo. Creio que aqueles que O invocam, que Lhe suplicam inspiração, que Lhe pedem com humildade Fé, Esperança, Caridade, Prudência, Justiça, Fortaleza, Temperança, Sabedoria, escutam as misteriosas harpas dos anjos da milícia celeste que despertaram, uma noite, em Belém da Judeia, os homens simples e de boa vontade para que louvassem o Senhor, o Messias, o Rei dos Reis, que acabara de nascer numa manjedoura.

Por Cristo me levantei; por Cristo quero um Brasil grande e forte; por Cristo ensino a doutrina da solidariedade humana e da harmonia social e defendo a Família, cellula mater da Sociedade, o Município,cellula mater da Nação, e todos os demais Grupos Sociais Naturais; por Cristo vos conclamo; por Cristo vos conduzo; por Cristo batalharei, estando disposto a sacrificar a própria vida por Ele e pela Nação.

Na hora da perseguição, das dificuldades e das incertezas para nós e para a Terra de Santa Cruz, quero contar conVosco, ó Cristo! Na hora do triunfo, quero construir conVosco. E quando nos chamarem fracos, ó Cristo, eu Vos peço, dai-nos, do alto da Vossa Divina Glória, a Vossa Fortaleza! [16]

 

***

 

Como observamos em nossa última Mensagem de Natal e Ano-Novo [17], a civilização ocidental dos dias que passam é essencialmente materialista, cientificista, tecnicista, epicurista e capitalista, nela reinando, em lugar do Cristo, Mamon e o Bezerro de Ouro. Daí ser um crime se chamar tal civilização de cristã, como bem assinalou Plínio Salgado [18], que percebeu a grande necessidade que temos de uma profunda “revolução nos costumes, de sorte a repor a sociedade de hoje nas bases do espírito cristão” [19], ou, em outras palavras, uma Revolução que restaure a autêntica Civilização Cristã sobre os escombros da civilização ocidental moderna.

 

 

Consoante igualmente observamos em nossa mais recente Mensagem de Natal e Ano-Novo [20], Talvez o primeiro passo de tal Revolução seja a restauração do verdadeiro espírito do Natal, que é o aniversário natalício de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo e Redentor do Homem, e não a festa materialista do “Papai-Noel bonachão” e da árvore cheia de presentes caros para crianças ricas e contentes de que nos falou o poeta Alfredo Leite num de seus belos e tocantes poemas natalinos [21].

Encerramos estas linhas rogando ao nosso Altíssimo Senhor Jesus Cristo, Rei Supremo, que ilumine os lares e as almas dos brasileiros e nos dê forças para prosseguir no bom combate por Seu Reino e pelo bem da Nação Brasileira, conscientes de que, como salientou Plínio Salgado, na trágica hora vivida pelo Mundo, só há uma solução para os problemas humanos e um só remédio para as dores, os medos e as apreensões que dominam o Orbe Terrestre: “a reconciliação verdadeira, sincera, profunda, fecunda, vivificante, com o Cristo” [22].

Por Cristo Rei e Redentor e pela Terra de Santa Cruz!


Victor Emanuel Vilela Barbuy,
Presidente Nacional da Frente Integralista Brasileira
São Paulo, 24 de dezembro de 2015-LXXXIII.


Notas: 

[1] Sobre a concepção integralista de Revolução, que não se confunde com aquela moderna, anticristã e antitradicional: Victor Emanuel Vilela BARBUY, Tradição e Revolução. Disponível em:http://www.integralismo.org.br/?cont=781&ox=320#.VnycQ1JhLQc. Acesso em 24/12/2015.
[2] Primeiro, Cristo!, 4ª edição, in Obras Completas, volume 6, 2ª edição, São Paulo, Editora das Américas, 1957, p. 171.
[3] Mensagem de Natal e Ano-Novo. Disponível em: http://www.integralismo.org.br/?cont=781&ox=326#.VnyhlFJhLQc. Acesso em 24/12/2015.
[4] Primeiro, Cristo!, cit.
[5] Encíclica E Supremi Apostolatus, dada em Roma a 04 de outubro de 1903. Disponível (em latim) em:http://w2.vatican.va/content/pius-x/la/encyclicals/documents/hf_p-x_enc_04101903_e-supremi.html. Acesso em 24/12/2015.
[6] Primeiro, Cristo!, cit., p. 147.
[7] O Rei dos Reis, in Obras Completas, volume 6, 2ª edição, São Paulo, Editora das Américas, 1957, p. 291.
[8] Idem, p. 294.
[9] Primeiro, Cristo!, cit., p. 211.
[10] Idem, p. 206.
[11] Mensagem de Natal e Ano-Novo, cit.
[12] Primeiro, Cristo!, cit., p. 171.
[13] Idem, p. 168.
[14] Carta de Natal e Fim de Ano, in O Integralismo perante a Nação, 4ª edição, in Obras completas, volume 9, 2ª edição, São Paulo, Editora das Américas, 1957, p. 144.
[15] Cristo e o Estado Integral, in O Integralismo perante a Nação, 5ª edição, in Obras Completas, volume 9, cit., p. 201. Cristo e o Estado Integral é a peroração do discurso proferido por Plínio Salgado na Sessão Soleníssima das Cortes do Sigma, realizada a 12 de junho de 1937 no Instituto Nacional de Música, no Rio de Janeiro.
[16] Idem, pp. 202-203.
[17] Mensagem de Natal e Ano-Novo, cit.
[18] Espírito da burguesia, 6ª edição, in Obras Completas, volume 15, 2ª edição, São Paulo, Editora das Américas, 1959, p. 171.
[19] Idem, pp. 170-171.
[20] Mensagem de Natal e Ano-Novo, cit.
[21] Com amor e devoção, São Paulo, GRD Edições, 2010, p. 53.
[22] A Tua Cruz, Senhor, 4ª edição, in Obras Completas, volume 18, 2ª edição, São Paulo, Editora das Américas, 1959, p. 64. 


25/12/2015, 01:20:00



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