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Mensagem ao povo brasileiro

Brasileiros! Homens e mulheres de todos os quadrantes do nosso Brasil, grande Nação e Império do Passado e do Porvir! O desgoverno que há anos infelicita a Pátria e cuja ilegitimidade há muito se tornou manifesta para a esmagadora maioria do nosso povo, deve cair por terra, juntamente com o mar de lama que criou, a vil ideologia que o inspirou, o ignóbil projeto de poder que mantém e o sistema apodrecido que permitiu a sua existência.

Do mesmo modo, deve ser julgada, condenada e exemplarmente punida toda essa infame quadrilha que há mais de uma década se assenhoreou do Estado brasileiro, desgovernando o Brasil em proveito de seus sórdidos e inconfessáveis interesses e em detrimento da Nação e do Bem Comum, assim como devem ser julgadas, condenadas e exemplarmente punidas todas as quadrilhas que controlam a quase totalidade dos partidos e incontáveis governos municipais e estaduais deste País.

No dia 13 de março de 1964, realizou-se, no Rio de Janeiro, o célebre “Comício da Central do Brasil”, ou, simplesmente, “Comício da Central”, em que o demagógico ex-governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, proferiu um discurso de claro teor subversivo e mesmo socialista,[1] e o igualmente demagógico Presidente João Goulart, que seria deposto menos de vinte dias mais tarde, fez a apologia da subversão, atacou as instituições pátrias, incluindo a Constituição, e defendeu uma reforma agrária confiscatória, sem a legítima indenização aos proprietários das terras desapropriadas.[2] Como é sabido, em tal comício foi sustentada, ademais, a legalização do Partido Comunista, fechado em 1947, por não ser um partido nacional, mas sim uma seção da Internacional Comunista, sediada em Moscou, e também em razão de sua ideologia contrariar o regime democrático.

Em justa reação ao “Comício da Central do Brasil”, as forças cristãs, patrióticas e sadiamente nacionalistas realizaram, na Capital Paulista, no dia 19 de março daquele ano, a memorável “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, que reuniu mais de meio milhão de pessoas de todos os segmentos da Sociedade, unidas contra um desgoverno corrupto, demagógico, incompetente e irresponsável que, do mesmo modo que o atual, arrastava o País para rumos contrários à sua Tradição e à sua Vocação, estando notoriamente ligado àqueles que pretendiam, nas palavras de Plínio Salgado, “extinguir em nossa Nação as liberdades públicas e privadas”, assim como “abalar as instituições democráticas e nossas tradições cristãs”.[3]

Manifestação em São Paulo: milhões saíram às ruas no dia 13/03 para exigir a queda do governo e manifestar apoio à Operação Lava Jato em ato que foi considerado a maior manifestação da história. (Foto: Reuters)

Maior manifestação política até então realizada na cidade de São Paulo e mais importante das diversas “marchas eloquentes por Deus, pela Pátria e pela Família” a que se referiu Alfredo Buzaid[4] e que levaram multidões às ruas de diversas cidades brasileiras naqueles conturbados idos de março, a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, que, aliás, hoje completa cinquenta e dois anos, e que teve em Plínio Salgado seu mais brilhante orador, expressou, conforme salientou a revista Hora Presente, o forte clamor popular contra o desgoverno que infelicitava a Nação Brasileira. A arrancada das tropas do General Olympio Mourão Filho, no dia 31 de março daquele ano, representou, por seu turno, “o despertar das Forças Armadas, vindicando o seu pundonor, atendendo ao apelo da vox Populi e desembainhando a espada” no intuito de dar um basta às tropelias que vinham sendo praticadas pelos detentores do poder civil e iam conduzindo a Nação rumo ao caos.[5]

Neste último dia 13 de março, milhões de patriotas brasileiros tomaram ruas, praças e avenidas de centenas de cidades de todo o País, em manifestações de signo contrário àquele do “Comício da Central do Brasil” e análogo àquele da “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, exigindo, antes de tudo, a saída da terrorista Dilma Rousseff da Presidência da República e a prisão de Lula, a autoalcunhada “Jararaca”, chefe do sindicato de ladrões que se autoproclama Partido dos Trabalhadores, condenando, ao mesmo tempo, todos os demais partidos corruptos e divisores da Nação. A propósito desta nossa última afirmação, é mister sublinhar o fato de que dois dos principais líderes da dita oposição ao desgoverno petista, o Senador por Minas Gerais Aécio Neves e o Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ambos do PSDB e o primeiro deles acusado de corrupção por diferentes delatores da Operação Lava a Jato, foram recebidos com vaias pela multidão, durante a manifestação realizada em São Paulo.

A mais importante das manifestações do dia 13 de março próximo passado, realizada em São Paulo, não foi apenas a maior manifestação política da História da Capital Bandeirante, mas também a maior da América Lusíada, da América do Sul, da América Hispânica e de todo o Mundo Ocidental. Nela, uma multidão de mais de dois milhões de patriotas tomou a Avenida Paulista e as vias a esta adjacentes, transformando-as num vasto mar verde-amarelo em que não se viu uma só flâmula rubra e gritando palavras de ordem como “A nossa bandeira jamais será vermelha!”, “Fora Dilma!”, “Fora Lula!”, “Fora PT!”, “Verde e amarelo, sem foice nem martelo!” e “Um, dois, três, Lula no xadrez!”.

A decisão do desgoverno de transformar o Sr. Lula em Ministro de Estado Chefe da Casa Civil, ferindo os princípios constitucionais da moralidade e da impessoalidade, no intuito de salvar o mesmo desgoverno do completo naufrágio e de tentar fazer com que a “Jararaca” permaneça impune, foi repudiada não apenas por todos os patriotas brasileiros, mas por todos os nossos patrícios não completamente cegos pelo veneno do fanatismo da falsa religião petista.

Isto posto, vale ressaltar que a maioria de nossos patrícios, independentemente de sua condição social ou étnica, rejeita totalmente o atual desgoverno e a perniciosa ideologia que o inspira, repudiando todo o discurso petista de “luta de classes” e de “luta de raças”, cada vez mais usado pelos arautos do falso credo do PT, cumprindo sublinhar que é perigosíssima e absolutamente inaceitável a discriminação da camarilha petista contra os brasileiros brancos de classe média ou alta, que, na opinião de muitos petistas, aliás quase todos também brancos e de classe média ou alta, não deveriam ter mesmo o direito de se manifestar politicamente. 

Como bem escreveu o jornal O Estado de S. Paulo, no editorial do último dia 17 de março, não é outra coisa senão um golpe de Estado a nomeação de Luiz Inácio Lula da Silva para a chefia da Casa Civil do desgoverno de Dilma Rousseff. Tal ato foi, simultaneamente, uma declaração de guerra aos brasileiros honestos e às instituições nacionais e a abdicação de fato da Presidente da República de seu cargo, “entregando-o de vez a seu criador e consumando dessa maneira o tal ‘golpe’ que o PT, Dilma e Lula tanto acusavam a oposição de tramar”. Isto porque, caso Lula assuma o cargo de Ministro-Chefe da Casa Civil, o teremos na Presidência de fato da República.[6] 

Ainda como aduziu o jornal O Estado de S. Paulo, ao nomear Lula Ministro de Estado Chefe da Casa Civil, Dilma tornou-se, por sua própria vontade, subalterna do “demiurgo petista”, esperando que este, na condição de “primeiro ministro” num “parlamentarismo de fancaria”, tenha o poder de que ela já não dispõe – e a capacidade que ela jamais teve – para salvar do naufrágio, da ruína total, o seu infausto desgoverno. Ao mesmo tempo, como há pouco salientamos, Dilma resolveu acoitar Lula em seu desgoverno a fim de que o chefão, o capo di tutti i capi da grande quadrilha petista tenha mais chances de escapar da Justiça, numa ação que transformou o exercício do poder, no Brasil, em algo muito “próximo do mais puro gangsterismo”. Poder-se-ia dizer, ademais, que o bando acéfalo do alto escalão do desgoverno agora terá, caso Lula consiga assumir o Ministério da Casa Civil, um chefe de fato,[7] que, aliás, já é há muito o líder supremo da caterva petista, cujos escusos interesses os últimos desgovernos sempre colocaram acima do Bem da Nação. 

Destarte, Lula se tornou “o próprio exemplo duma de suas tantas bravatas a respeito da impunidade no Brasil, na época em que ele ainda era o paladino da ética na política”,[8] muitas vezes acusando os outros os outros, injustamente, daquilo que faria caso estivesse em seu lugar. Disse ele, com efeito, em 1988, remoto ano em que até mesmo a maioria dos seus adversários acreditava no mito de sua ética: “no Brasil é assim: quando um pobre rouba, vai para a cadeia; mas quando o rico rouba, vira ministro”. Da mesma forma, a defesa do PT e de seus partidários contra a Justiça, alegando sempre que a Operação Lava a Jato tem um viés político e que o referido partido e o atual desgoverno têm sido vítimas de uma conspiração política, estando em curso, segundo eles, um golpe de Estado em nosso País, nos faz recordar as seguintes palavras do escritor e pensador inglês G. K. Chesterton: “quando os criminosos são mais fortes que o Estado, qualquer tentativa de prendê-los  será certamente chamada de rebelião”.[9] 

Na manhã do último dia 17 de março, menos de uma hora após a posse de Lula como Ministro de Estado Chefe da Casa Civil, o Juiz Federal da 4ª Vara Federal da Seção Judiciário do Distrito Federal, Itagiba Catta Preta Neto, deferiu o pedido de liminar de uma ação popular impetrada pelos senhores Paulo Fernando Melo da Costa e Karlos Gad Gomes Pinto, o primeiro deles, aliás, membro-fundador da Frente Integralista Brasileira, sustando o ato de nomeação do Sr. Luiz Inácio Lula da Silva para o cargo de Ministro Chefe da Casa Civil ou qualquer outro que lhe outorgue prerrogativa de foro. A referida liminar foi derrubada, assim como outra, deferida por um Juiz Federal do Rio de Janeiro, mas no princípio da noite de 18 de março, o Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu uma liminar em um mandado de segurança, suspendendo a nomeação de Lula como Ministro-Chefe da Casa Civil e determinando que as investigações continuem com o Juiz Federal Sérgio Moro, uma das grandes reservas morais do chamado Poder Judiciário brasileiro, na 13ª Vara Federal da Seção Judiciária de Curitiba. 

Manifestação em Brasília: os brasileiros indignados foram espontâneamente às ruas no dia 16/03 para pressionar o governo contra a nomeação de Lula como ministro. (Foto: Agência Brasil)

A decisão do Ministro Gilmar Mendes ainda será analisada pelo Plenário do STF, mas, felizmente, é provável que seja mantida. 

Assim, esperamos que a Justiça pátria impeça o golpe de Estado branco que a Presidente Dilma Rousseff deu contra si mesma e, principalmente, contra a Nação Brasileira. 

Patrícios! É vosso dever continuar saindo às ruas, praças e avenidas desta vasta Nação-Império e mostrar a vossa total rejeição ao desgoverno corrupto, inepto e contrário ao Bem Comum que há catorze anos infelicita a nossa Terra de Santa Cruz, estando prontos mesmo a pegar em armas, combatendo ao lado das Forças Armadas, que não se furtarão ao dever de defender a integridade nacional, caso a “Jararaca” e seus asseclas lancem o “exército de Stédile” contra o Brasil.

Faz-se mister sublinhar, porém, que a “Jararaca” Lula, bem como a quadrilha por ela comandada, não são senão uma das serpentes que compõem a cabeleira de uma medusa, uma das cabeças de uma grande hidra, um dos tentáculos de um imenso polvo, não sendo tal medusa, tal hidra ou tal polvo senão o materialismo e a chamada revolução, entendida esta, segundo o sentido moderno do vocábulo, como o processo de desconstrução da Fé, da Ordem Natural e da Ordem Tradicional iniciado com o humanismo antropocêntrico do denominado Renascimento.

Conforme proclamamos num apelo a vós dirigido,[10] o atual desgoverno, o mais impopular, corrupto e incompetente da História Pátria, deve cair por terra, para total desespero dos corruptos e dos ideólogos “esquerdistas” que o apoiam e que dele dependem, mas é mister que tenhais consciência de que o governo que o suceder, seja ele qual for, estará longe, muito longe de corresponder ao Governo de que a Nação Brasileira verdadeiramente precisa. Este Governo, que criará o autêntico Estado Ético Orgânico Integral Cristão, ou, simplesmente, o Estado Integral, e que fará ruir o alto muro que separa o Brasil Legal do Brasil Real, somente virá depois do triunfo de uma grande e profunda Revolução de todo o povo brasileiro, no sentido de destruição total do homem corrompido da modernidade e de reedificação, reconstrução, restauração do Homem Autêntico, do Homem Integral. Este é também o Homem Novo de que nos falou o Apóstolo São Paulo e que não se confunde com o falso “homem novo” dos totalitarismos do século 20, assim como a Revolução de que falamos, tomando tal termo em seu sentido tradicional e astronômico, não se confunde com o processo de desconstrução da Fé, da Ordem Natural e da Ordem Tradicional a que há pouco nos referimos.

Também denominada Revolução Interior, a Revolução que propomos se constitui, em última análise, no retorno do Ente Humano ao seu ponto de partida, ou seja, a Deus, princípio e fim de todas as coisas, sendo absolutamente necessária para que a Nacionalidade Brasileira retorne às bases morais de seu nascimento e formação, retomando a sua histórica missão, herdada de Portugal, de dilatar a Fé e o Império.

A Revolução Interior é, como salientamos algures,[11] um dos pilares centrais da Doutrina, essencialmente cristã e brasileira, do Integralismo. Baseada, antes e acima de tudo, nos ensinamentos perenes dos Santos Evangelhos, na Doutrina Social da Igreja, nas preleções de Aristóteles e Santo Tomás de Aquino, na experiência política brasileira e no pensamento pátrio, tal Doutrina, que inspirou o maior movimento cívico-político e cultural da nossa História, se constitui, inegavelmente, na pedra angular em torno da qual se erguerá o edifício do Brasil Maior.

Em 1937, Tasso da Silveira, que, na opinião de Gerardo Mello Mourão,  “foi talvez o maior poeta cristão das nossas letras”,[12] observou que a Doutrina Integralista, “doutrina profundíssima” e “supremamente realista”, no sentido de que está em perfeita adequação com a realidade nacional brasileira, era duramente atacada pelos “inimigos da Pátria”, que sobre ela diziam “infâmias sobre infâmias”.[13] Volvidos quase oitenta anos desde que o vate do Puro Canto escreveu essas palavras, os inimigos, conscientes ou não, da Pátria ainda dizem infâmias sobre infâmias a respeito da Doutrina do Sigma, o que prova o quanto esta continua viva, constituindo uma real ameaça para eles, assim como uma esperança para o Brasil Profundo que tanto odeiam e desejam destruir, sendo válida hoje tanto quanto o era em 1937 a seguinte frase do Padre Júlio Maria: “o Integralismo em sua doutrina, sua finalidade e em sua organização, é bom e merece o apoio de todos que têm amor a sua Pátria e ao Progresso".[14]

Consoante enfatizou a revista Hora Presente, as instituições políticas brasileiras necessitam de uma grande e ampla reforma, no sentido de se adaptarem “à maneira de ser do povo brasileiro, à sua formação histórica e aos imperativos da hora presente”. Do mesmo modo, como destacou a referida revista católica, tradicionalista e sadiamente nacionalista, “é certo que a Revolução de 31 de Março não nasceu sob inspiração de um pensamento político do qual se pudessem deduzir corolários relativos a uma profunda reinstitucionalização do País”.[15] Contudo, ainda como salientou Hora Presente, estas ideias renovadoras estavam implícitas naquele movimento cívico-político-militar, se constituindo nas “razões subjacentes” a que aludiu Miguel Reale, na obra Imperativos da Revolução de Março,[16] tendo percebido o ilustre jurista pátrio, com agudeza, o sentido do Movimento Redentor de 31 de Março, que escapava a muitos mas deitava raízes nas justas aspirações populares por uma reforma das instituições políticas e naquilo que constituía a própria razão de ser do Levante Nacional de Março de 1964, nascido de uma profunda crise institucional.[17]

A despeito, porém, do empenho de muitos de seus líderes, e, em particular, do General Emílio Garrastazu Médici, cujo pensamento político foi, aliás, em grande parte moldado pelo Integralismo, a Revolução de Março de 1964 não realizou a reforma integral de nossas instituições, no sentido de livrá-las dos mitos do Direito Político Liberal, como o sufrágio universal individualista e a representação quase inteiramente desfigurada pela partidocracia, de modo que nos toca o dever de realizar essa integral reforma, ou melhor, Revolução das instituições.

O sentido e mesmo, em grande parte, o programa dessa Revolução das instituições foram bem sintetizadas, com efeito, por Goffredo Telles Junior, nas páginas de A Democracia e o Brasil: uma doutrina para a Revolução de Março,[18] que se constitui numa das obras-primas da literatura política integralista e de todo o pensamento brasileiro e cujas lições não foram, lamentavelmente, seguidas pelos governantes da Revolução.

Se o Movimento Redentor de 31 de Março de 1964 foi, nas palavras do General Ernesto Geisel, “uma radiosa alvorada de fé cívica”,[19] representando, como fez ver o General Médici, um autêntico renascimento da Nação Brasileira,[20] a Revolução Integral será uma alvorada ainda mais radiosa de civismo, bem como um renascimento ainda mais glorioso desta Terra de Santa Cruz.

Assim, confiando em vossas virtudes patrióticas, vos conclamamos a vos levantar conosco, formando uma grande força cristã e nacionalista, que lutará não apenas contra o atual desgoverno, mas contra todo esse sistema corrompido que tem arrastado a nossa Nação a um redemoinho destruidor e caótico e que é, em última análise, fruto do liberalismo materialista, amoral, apriorístico e utópico, essencialmente contrário à Tradição Nacional Brasileira.

Brasileiros! Levantai bem alto a augusta Bandeira Verde-Amarela e, por Deus, pela Pátria, pela Família, pelas liberdades e pelas tradições e instituições nacionais enxovalhadas pela oligarquia que ora desgoverna e explora o nosso Brasil, erguei a vossa voz contra tal oligarquia, que, como há pouco dissemos, não passa de um sindicato de ladrões e não pode e não deve permanecer no Poder. Lutai contra o atual desgoverno e contra tudo aquilo que este representa, despertando as forças indômitas que vivem, adormecidas e ignoradas, no vosso peito, e mostrando toda a vossa bravura, toda a vossa tenacidade, todo o vosso valor, e, é claro, todo o vosso civismo e o vosso idealismo orgânico e construtor.

Encerremos estas já longas linhas. Que o nobre e valoroso povo brasileiro, retomando o curso da sua caminhada histórica, nos acompanhe no bom combate não apenas contra o atual desgoverno do PT, mas contra todo o sistema que permitiu que este subisse ao Poder, assim como no esforço em que alçamos a gloriosa Bandeira da Redenção Nacional. Que juntos ergamos, como nos conclamou Plínio Salgado, o facho de fogo da nossa Fé e do nosso Ideal, por Cristo Rei e pela Imperial Nação Brasileira, e “com ele iluminemos os horizontes da Pátria e da História”. E, ainda como nos conclamou o mais injustiçado pensador brasileiro, Cavaleiro Bandeirante do Brasil Profundo, Verdadeiro e Autêntico, sustentemos a Bandeira Nacional, que jamais será vermelha, e proclamemos que o Brasil não morrerá, que o nosso Brasil sobreviverá e resplandecerá no Porvir, para a glória daqueles que lhe deram os alicerces morais sobre cuja estrutura se assentará o Grande Império que um dia será a nossa Terra de Santa Cruz.[21]

Por Cristo e pela Nação!


Victor Emanuel Vilela Barbuy,
Presidente Nacional da Frente Integralista Brasileira.
São Paulo, 19 de março de 2016-LXXXIII.


Notas:
[1] Discurso de Leonel Brizola no comício da Central do Brasil (13 de março de 1964). Disponível em: http://brasilrepublicano.com.br/fontes/11.pdf. Acesso em 19 de março de 2016.
[2] Discurso da Jango na Central do Brasil em 1964. Disponível em: http://www.ebc.com.br/cidadania/2014/03/discurso-de-jango-na-central-do-brasil-em-1964. Acesso em 19 de março de 2016.
[3] Homenagem a Ranieri Mazzilli (na sessão da Câmara dos Deputados de 22 de abril de 1964), in Discursos parlamentares, volume 18, seleção e introdução de Gumercindo Rocha Dorea, Brasília, Câmara dos Deputados, 1982, p. 259.
[4] Cf. Alfredo BUZAID, Rumos políticos da Revolução Brasileira, in Conferências, Brasília, Ministério da Justiça, 1971, p. 7.
[5] HORA PRESENTE, A Revolução de Março de 1964, 2ª edição, Separata da Revista Hora Presente, nº 21, São Paulo, s/d, p. 3.
[6] Golpe de Estado. Disponível em: http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,golpe-de-estado,10000021694. Acesso em 19 de março de 2016.
[7] Idem.
[8] Idem.
[9] The Ouline of Sanity, VI. A Summary. Disponível em: http://www.solemncharge.com/Library/chapter.aspx?key=GK-Chesterton-The-Outline-of-Sanity-A-Summary.  Acesso em 18 de março de 2016. Tradução nossa.
[10] Apelo ao povo brasileiro. Disponível em: http://www.integralismo.org.br/?cont=781&ox=352#.VutXHuIrLIU. Acesso em 19 de março de 2016.
[11] Idem.
[12] Apresentação, in Tasso da SILVEIRA, Cântico ao Cristo do Corcovado, 5ª edição, São Paulo, Edições GRD, Rio de Janeiro, Secretaria de Cultura, Turismo e Esporte da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, 1990, p. 8.
[13] Estado Corporativo, Rio de Janeiro, Livraria José Olympio Editora, 1937, pp. 14-15.
[14] O Luctador, 20 de setembro de 1937.
[15] A Revolução à procura de si mesma, in Hora Presente, ano I, nº 5, São Paulo, fevereiro de 1970, p. 25;
[16] Imperativos da Revolução de Março, São Paulo, Livraria Martins Editora, 1965, p. 11.
[17] A Revolução à procura de si mesma, cit., loc. cit.
[18] A Democracia e o Brasil: uma doutrina para a Revolução de Março, São Paulo, Revista dos Tribunais, 1965.
[19] Discurso pela televisão na noite de 31 de Março de 1974, décimo aniversário da Revolução, in Discursos, volume I, Brasília, Assessoria de Imprensa e Relações Públicas da Presidência da República, 1975, p. 61.
[20] Nova consciência de Brasil (mensagem lida em cadeia de rádio e televisão, em 31 de Março de 1970, por ocasião do 6º aniversário da Revolução de Março), in Nova consciência de Brasil, Brasília, Departamento de Imprensa da Presidência da República, 1970, p. 93.
[21] Palestras com o povo (irradiações do programa das terças-feiras na Rádio Globo, em 1957 e 1958), Rio de Janeiro, Livraria Clássica Brasileira, 1959, p. 21.


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