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A política que o brasileiro quer

É comum no Brasil falar sobre “ética na política”, fazer manifestações sobre um “retorno da ética na política”, sobre uma “política ética”. Constituem-se, perceptivelmente, quando é um partido da chamada “direita” que se envolve em escândalos, os partidos da chamada “esquerda” mobilizam estudantes para uma luta por “ética na política.” Mas, fala se tanto no meio político no Brasil dessa “tal ética” – que na verdade, poucos políticos sabem do que realmente se trata. É como se esta “tal ética” tivesse sido retirada de um lugar ao qual jamais deveria ter saído. É na verdade este o problema: a ética jamais deveria ter saído da política e dar lugar a incertezas e a relativismos e a uma chamada “ética da diversidade”.

Foi na Grécia Antiga que a ética nasceu. Tanto para Platão como para Aristóteles, é na polis que o homem se realiza através da prática da virtude. Para Platão, porém, a justiça é a virtude geral que ordena e harmoniza. Em Aristóteles o pensamento é o elemento mais precioso do homem, as virtudes são adquiridas com o hábito, é através da prática para que haja excelência. Estes dois pensadores, tanto Platão como Aristóteles, se opunham ao relativismo dos sofistas. Para eles, ser ético é não ter lugar para relativismos, é buscando sempre o Supremo Bem e com o exercício das virtudes, através da vida bem ordenada que os homens são felizes.

Na Idade Média vemos a verticalização da ética. Neste período a que preconceituosamente muitos professores notadamente marxistas e liberais insistem em intitular como a “Idade das Trevas,” (ignorância que “beira o infinito” uma vez que um dos auges da filosofia, por assim dizer, se deu na Idade Média com a escolástica) há dois filósofos que são os dois grandes nomes deste período, a saber, Santo Agostinho durante a patrística e São Tomás de Aquino durante a escolástica. Neste período agir eticamente é agir segundo a prescrição divina: o homem medieval vivia em função de Deus.

Na idade Moderna há o retorno dos relativismos e também da negação destes onde os homens para sair de um estado natural de constante guerra se colocam sob os desígnios de um soberano colocando-se sob os desígnios de um “árbitro” que possui imparcialidade para com os conflitos. É em Hobbes que podemos ver esta concepção.

No Brasil há a ocorrência de um fenômeno deveras engraçado ao que diz respeito à ética: – é somente no Brasil que a ética é justificativa para se fazer política de forma imoral. Como salientado no início deste artigo, quando é um partido de “direita” que se envolve em um escândalo logo há partidos de “esquerda” que são tão corruptos quanto lutando por “ética na política”.

Este fenômeno se dá, sobretudo, por algo que se chama pluripartidarismo. É através de interesses próprios e não da Nação in totum que se faz política no Brasil. Com efeito, é prescindindo da moralidade, uma vez que a ética se subordina à moral, que o Brasil afunda mais e mais em sujeira. O código de ética política é literalmente atropelado unicamente porque os interesses do partido ou os próprios interesses dos políticos são mais importantes do que os interesses da Nação; Nação esta, aliás, vale ressaltar, carente de quase tudo.

O que fazer para mudar esta situação? Nós integralistas possuímos a solução. É com a instituição do Estado Ético e com a orientação do homem a buscar o Bem. Aqueles que negam a busca do Bem o negam por que lhe são convenientes esta negação, uma vez que lhe são convenientes viver sem Deus, porque o niilismo e a negação de qualquer virtude lhes põem em situação de tranqüilidade da consciência. Assim, por exemplo, o aborto, o homossexualismo, a promiscuidade lhe são “permitidos” uma vez que não há Deus e sua lei, mas somente uma “liberdade” que, na verdade, é uma falsa liberdade porque torna o homem escravo de seus próprios instintos. Com efeito, muitos homens nestes últimos séculos abjuram tudo que possa servir de entrave a seus instintos mais baixos.

Eu já argumentei uma outra vez em um outro artigo o porquê do relativismo não se sustentar filosoficamente. Não o farei in totum novamente neste. Todavia, é importante ressaltar que quando se nega a verdade argumentando que não há verdade, logo, tem que ser verdade que não há verdade, o que já é admitir uma verdade. É com a negação da objetividade da verdade mesmo que se entenda que a Ética faz parte da Filosofia prática e que não há, com efeito, devido a este caráter uma “verdade absoluta”, mas sendo possível alcançar certo rigor, a negação da verdade a torna muitas vezes subjetiva, pessoal ou mesmo inexistente para quem assim acredita favorecendo a distorção do visar de determinadas virtudes e, por conseguinte uma distorção do que seriam ações moralmente aceitáveis. Neste sentido, a busca do Supremo Bem, da Suprema Verdade se torna inexistente para o homem que não admite que haja verdade e somente almeja o mero lucro; para o homem que não pratica as virtudes como justiça, prudência e a temperança. Com efeito, nós integralistas, negamos o pluripartidarismos, uma vez que admiti-lo é admitir também as atitudes moralmente reprováveis de nossos políticos que colocam os interesses pessoais acima dos interesses da totalidade.

Por Rafael Sandoval*
Rafael Sandoval é presidente da FIB-DF e coordenador integralista da região Centro-Oeste.

 


05/08/2010, 14:37:07



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