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Alberto Torres e a política realista

Jornalista, sociólogo, pensador e homem de Estado dos maiores que esta Terra de Santa Cruz tem produzido, Alberto de Seixas Martins Torres ou, simplesmente, Alberto Torres, como é mais conhecido, nasceu no Município de Itaboraí, no interior da Província do Rio de Janeiro, no dia 26 de novembro de 1865, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro a 29 de março de 1917. Nascido, portanto, há exatos cento e cinquenta e três anos e falecido há cento e um, está o autor de A organização nacional e de O problema nacional brasileiro (Alberto Torres), contudo, mais vivo do que nunca, posto que sua obra apresenta uma impressionante atualidade.

Essa atualidade da obra do grande pensador fluminense e brasileiro se explica, antes e acima de tudo, em virtude de os principais problemas do Brasil serem hoje os mesmos por ele denunciados no dealbar do século XX, tendo sido apenas agravados desde seus dias já assaz longínquos até a hora presente. Um de tais problemas é, sem sombra de dúvida, aquele da quase completa inadequação das nossas instituições políticas em face da Tradição e da realidade nacional, o que leva à separação entre o “país real” e o “país legal”. Com efeito, consciente de que, em sua formação, as nações se diferenciam por elementos distintos que constituem a Tradição de cada uma delas e de que o Estado e suas instituições devem espelhar essa Tradição, que se constitui na medula nacional, Alberto Torres escreveu que “a constituição de um país é sua lei orgânica, o que significa que deve ser o conjunto das normas, resultantes de sua própria natureza, destinadas a reger seu funcionamento, espontaneamente, como se exteriorizassem as próprias maneiras de ser e viver do organismo político”. Logo em seguida, afirmou o autor de A organização nacional que a Constituição de 1891, então em vigor, não era uma autêntica constituição, mas sim um estatuto ideológico, composto de implantações jurídicas estrangeiras,[1] crítica que, em verdade, também é plenamente válida para a Constituição de 1988.

Um dos maiores vultos do pensamento nacionalista pátrio e um dos primeiros defensores do autêntico corporativismo no Brasil, Alberto Torres, que proclamou que entre o individualismo liberal e o socialismo há uma terceira forma de justiça, é, sem dúvida alguma, um dos mais importantes precursores do Integralismo, que muito deve a suas sadias doutrinas transbordantes de Brasilidade.

Como bem escreveu Oliveira Vianna, no ensaio intitulado O sentido nacionalista da obra de Alberto Torres, as ideias fundamentais desse pujante pensador fluminense são nobres, elevadas e poderosas e nas páginas de seus magnos livros, estuantes das singelas virtudes da nossa estirpe e das fragrâncias do solo pátrio, “ressuma uma consoladora confiança em nós mesmos, nos nossos destinos, na nossa reabilitação, na melhoria e triunfo final do nosso povo”[2].

Encerramos estas linhas sublinhando que o mérito, o grande mérito de Alberto Torres foi e é o de ter proposto ao nosso Brasil uma política autenticamente brasileira, fundada sobre a nossa realidade, a nossa experiência e os nossos problemas. É dessa política essencialmente brasileira e essencialmente realista que precisamos para edificar um Império cujas instituições efetivamente espelhem a nossa verdadeira Tradição, as virtudes do nosso povo e o cheiro da nossa terra.

Por Cristo e pela Nação!

 

Victor Emanuel Vilela Barbuy, Presidente Nacional da Frente Integralista Brasileira,

São Paulo, 26 de novembro de 2018-LXXXVI.

 

 


Notas:

 [1] A organização nacional, 2ª edição, São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1938, p. 85.

 [2] O sentido nacionalista da obra de Alberto Torres, in Problemas de política objetiva, 3ª edição, Introdução de Alberto Venancio Filho, Rio de Janeiro, Record, 1974, p. 175.

 

 

 


27/11/2018, 01:57:16



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