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Diário Nacional

As opiniões expressas nos textos e comentários aqui postados  não representam  opiniões da Frente Integralista Brasileira; a responsabilidade é de seus respectivos autores.


Mártires beatos claretianos

MÁRTIRES CLARETIANOS DE BARBASTRO


Introdução


Ab initio, esclarece o autor que o presente artigo não tem por condão promover ou difamar qualquer ideologia política, registrando, tão somente, os fatos ocorridos em Barbastro (Província de Huesca - Espanha) entre julho e agosto de 1936.


Fato é que os assassinatos dos seminaristas Claretianos, leigos, sacerdotes e do próprio Bispo foram perpetrados pela organização anarquista CNT-FAI, organização associada e apoiada pelos Republicanos, pelo governo socialista vigente à época.


Ademais, o martírio Cristão também foi experimentado por tantos outros irmãos Cristãos naquele mesmo período em toda a Espanha, sempre por mãos republicanas.


A ânsia marxista pelo sangue dos cristãos se desdobrou na Espanha durante a Guerra Civil e, neste caso, causou o martírio de 51 membros da Congregação do Imaculado Coração de Maria residentes em Barbastro, entre os dias 02 e 18 de agosto de 1936.


Portanto, conclui-se que os cristãos martirizados na Guerra Civil Espanhola não se reduzem a estes, mas é sobre eles que essa dissertação trata.


Breve histórico


Em 01º de julho de 1936 chegaram a Barbastro jovens seminaristas que pretendiam se tornar missionários por todo o mundo. Vinham de toda a Espanha. Dos 60 Claretianos, 39 eram seminaristas que cursavam os últimos anos de teologia, dentre os quais dois eram argentinos, que foram poupados no último momento em virtude da condição de estrangeiros e enviados a Roma. Em Roma, perante os santos sacerdotes, juraram ser verdade o que segue nesta obra.


Tudo começa no dia 20 de julho de 1936, ou seja, após dois dias do “alzamiento” militar iniciado pelo General Francisco Franco nas Ilhas Canárias, quando os milicianos da organização anarquista CNT-FAI invadiram a Congregação no intuito de buscar armas em poder dos Claretianos, que foram submetidos a um duro e largo registro.


Não encontraram tais armas por uma única razão: os Claretianos não tinham armas. Entretanto, todos foram presos pelos anarquistas e levados ao Colégio de las Escuelas Pías (colégio de los Escolápios).


Um seminarista conseguiu ingressar no edifício e salvar a Eucaristia, que seria distribuída até meados de agosto para a adoração escondida ao Senhor.


Também foram levados três sacerdotes e o próprio Bispo de Barbastro, a saber, o mártir Bispo Florentino Asensio Barroso.


O cenário nesse momento era de tragédia. Na zona comandada pelos socialistas, muitos cristãos eram assassinados pela sua fé, mas os que foram beatificados, como os mártires Claretianos de Barbastro contaram com testamentos de como morreram e de que haviam morrido perdoando os seus assassinos, tal como o Senhor Jesus Cristo. Os demais cristãos mortos, apesar de nossa distinta e estimada consideração, não foram beatificados por ausência de testemunhos sobre a circunstância de suas mortes. Que vivam para sempre na glória.


No dia 25 de julho de 1936, uma onda de milicianos anarquistas fortemente armados chega à cidade, invade a prisão (onde ficavam os presos políticos) e começa a assassinar. Com isso, Barbastro, que contava com 08 mil pessoas, teve uma baixa de 837 habitantes. Apenas nesse dia, portanto, é forçoso concluir que Barbastro teve a baixa de 10% de sua população.


Levados a “los escolápios”, o que podemos registrar é que se tratava de um local de poucas condições para tantos presos. Como Claretianos, podemos afirmar: nossos presos!


Não tinham o mínimo serviço de higiene e assim permaneceram até o último martírio. Não lhes era autorizado trocar de roupa (e estamos falando do mês de julho, ou seja, do intenso verão espanhol). Os Claretianos aguentavam o calor, o suor e a pouca higiene que lhes era oferecida. A água era racionada e apenas era liberada pouca quantidade para beber, nunca para a higiene pessoal.


Ademais da questão da higiene, fato é que sofreram abusos psicológicos por parte dos milicianos, que os submetiam a jogos de terror. Em uma noite, por exemplo, entraram no salão onde estavam presos os missionários e disseram que deveriam matar a seis deles, que seriam escolhidos naquele mesmo momento. Para tanto, não poderiam se mover, falar ou rezar, esperando de um momento a outro o disparo – que nunca ocorria. Também eram submetidos a visitas de prostitutas que vinham apenas ofender a castidade e a moral dos missionários, mas esses se mantinham firmes.


Uma prostituta de nome Trinidad se apaixonou por Esteban Casadevall, insistindo para que ele abandonasse a batina e viesse com ela, pois sua vida seria poupada. Esteban, no entanto, recusava-se constantemente e procurava se esconder de Trinidad e se manter fiel a Deus.


Até então, em que pese a questão das torturas havidas, a vida dos Claretianos era salvaguardada pelo Coronel Villalba - Coronel da Junta Militar de Barbastro. Este afirmara que nada ocorreria com os religiosos. Entretanto, instado a partir para a frente de batalha em Huesca, deixou Barbastro em mãos milicianas da CNT. Tal fato seria fator determinante para o martírio.


Até os primeiros dias de agosto, os milicianos ainda eram moderados no tratamento para com os Claretianos, mas com o fuzilamento, por engano, de quatro anarquistas de Barcelona (pelos próprios milicianos anarquistas de Barbastro), Buenaventura Durruti, o líder da revolução anarquista e líder da CNT-FAI na competência de Zaragoza compareceu em Barbastro e ordenou que fossem mortos os que levavam batinas e o Bispo Florentino Asensio Barroso.


O martírio dos Padres Superiores


A partir de então, iniciou-se o que podemos chamar de “primeiro seminário mártir” na história da Igreja, segundo as palavras do próprio Papa São João Paulo II.


Em 02 de agosto de 1936, foram levados à execução os sacerdotes da Congregação, a saber:


- Beato Felipe de Jesús Munárriz Azcona, Padre superior da comunidade. Contava com 61 anos de idade.


- Beato Juan Díaz Nosti, Padre diretor espiritual da comunidade. Contava com 56 anos de idade.


- Beato Leoncio Pérez Ramos, Padre e economista. Contava com sessenta anos de idade.


Com estes, também foi morto o primeiro cigano beato, Ceferino Jiménez Malla, que foi fuzilado junto aos Padres Superiores martirizados em 02 de agosto. Foi preso por defender a um Padre durante uma revista. Seu crime? Levara um Rosário...


O martírio do Bispo de Barbastro


A perseguição religiosa por parte dos socialistas ganhou muito corpo na Guerra Civil Espanhola e as atrocidades cometidas nos levam a crer na glória eterna de nossos mártires amados e celebrados a cada 13 de agosto (assim como na de todos os demais Cristãos perseguidos e assassinados por mãos vermelhas na terrível GCE).


Na noite de 08 de agosto de 1936, após o assassinato dos padres superiores sem qualquer julgamento, os milicianos aplicaram sua maldade em Florentino Asensio, Bispo de Barbastro, buscado na prisão por Santiago Ferrando, Héctor Martínez, Alfonso Gaya, Torrente da loja de licores e outros.


Entre os insultos e agressões, amarraram as mãos do Bispo para trás com arame e amarraram, cotovelo com cotovelo, com outro preso mais alto que ele. Em seguida, abaixaram suas calças e, entre humilhações, Alfonso Gaya, diabolicamente, para vexar o Bispo, pronunciou:


— Que boa ocasião para comer testículos de Bispo!


Todos se animaram e acabaram por arrancar os testículos do Bispo com uma navalha com o Bispo vivo, guardando-os no bolso. Nesse momento, jorrou o sangue do Bispo que banhou de vermelho suas pernas e, como se não bastasse, fizeram com que o mesmo subisse, por seus próprios pés, o caminhão para conduzi-lo ao cemitério, onde pensavam em assassiná-lo.


De insultos, vieram os golpes físicos, dentre os quais o Bispo recebeu uma coronhada no peito, quebrando-lhe as costelas da lateral esquerda.


No cemitério, fuzilaram alguns presos, mas com muito cuidado de não ferir de morte o Bispo de Barbastro, visando que seu falecimento fosse prolongado de sofrimento durante a madrugada em função de sangramento. As queixas de sua larga agonia podiam ser escutadas desde o hospital de San Julian, ocasião em que o doutor Antonio Aznar Riazuelo avisou, por telefone, o comitê de vigilância e de lamentações que se escutavam desde o cemitério.


Após a chamada, um grupo de milicianos subiu ao cemitério e lhe deram um disparo fatal.


A castração do Bispo de Barbastro não foi a única ocorrida nos feitos da GCE. Os socialistas fizeram a mesma coisa Jesús Gigante Ruiz, do Santo Cristo de Valdepeñas (Ciudad Real).


Os missionários, agora, estavam órfãos.


A preparação dos beatos missionários para o martírio


Sabendo do que ocorrera com seus Padres superiores e Bispo, os jovens Claretianos começaram a se aproximar do martírio e deixando vários escritos a respeito do que consideravam “santa morte”.


Uma vez que tinham certeza de que não apostatariam da fé – como lhes era oferecido para salvar suas vidas –, começaram com os preparativos para o martírio que se aproximara.


Abaixo, temos testemunhos escritos de alguns de nossos beatos mártires.


Rafael Briega: “Alegra-te, Congregação, porque teus filhos entram na Congregação Celeste!”.


Faustino Perez: “Viva a Congregação Santa, perseguida e mártir! Vive imortal, Congregação querida, e enquanto tenhas nas prisões filhos como os que têm em Barbastro, não duvides que seus destinos serão eternos. Quisera ter lutado entre suas filas! Bendito seja Deus!


Estavam conformados com a santa morte que teriam e os colocaria na eternidade da história da Igreja e da Congregação. Entretanto, repetiam em seus escritos que estavam sendo mortos tão somente pelo fato de serem religiosos, visto que não pertenciam a qualquer organização de cunho político, conforme podemos registrar em diversos relatos. Ademais, o ódio marxista contra a religião foi força motriz para o martírio de todo o seminário e Congregação de Barbastro.


Nas palavras de José Brengaret:


“Morro inocente; não pertenço a nenhum partido político; estamos proibidos por nossas Constituições; acatamos todo poder legitimamente constituído.”


Já Manuel Martínez registrou que, apesar de injusta prisão e morte, tal fato seria feliz, porquanto bem aventurado aquele que por Cristo verte seu sangue. In verbis:


“Não encontraram nenhuma causa política, e sem julgamento morremos todos contentes por Cristo e sua Igreja e pela fé de Espanha.”.


Esta obra reforça que os mártires foram mortos por ódio ideológico à religião patente em todas as declarações aqui constantes, bem como no testemunho de Salvador Pigem, que registrou:


“Matam-nos por ódio à religião. Domine, dimitte illis. Em casa não oferecemos resistência. A conduta na prisão foi irrepreensível. Viva o Coração Imaculado de Maria! Fuzilam-nos unicamente por sermos religiosos. Non ploreu per mi. Soc mártir de Jesucrist.”.


Podemos fechar o cunho dos registros com o testemunho de Ramón Illa, que nos faz concluir que todos os Claretianos sabiam que seriam mortos devido ao ódio que os milicianos e a CNT-FAI professavam sobre a religião:


“Serei fuzilado por ser religioso e membro do Clero, ou seja, por seguir as doutrinas da Igreja Católica Romana.”


Inclusive, registrou-se que os milicianos publicamente chegaram a confessar, dentro do salão dos escolápios, o ódio à religião e não às pessoas em si dos mártires:


“Mataremos a todos com a batina vestida, para que esse trapo seja enterrado com os que os levam. Não odiamos à vossas pessoas. O que odiamos é a vossa profissão, esse hábito negro, a batina, esse trapo repugnante. Tirem esse trapo e sereis como nós. E os livraremos.”.


Nesse esteio, resta evidente, tanto pelos testemunhos dos mártires claretianos de Barbastro, quanto pelas palavras dos próprios milicianos, que o ódio revolucionário era à religião e às batinas, e não às pessoas que, caso desejassem apostatar da fé e lutar na frente de batalha, seriam poupadas. Graças ao bom Deus e ao Sagrado Coração, entretanto, os mártires decidiram seguir fiéis ao seu Senhor e recusaram as propostas milicianas.


Após alguns dias, após sempre oferecerem que deixassem as batinas e para que se unissem na luta contra o que chamavam de “fascismo”, os milicianos começaram a martirizar os missionários Claretianos, que, nas palavras de Ceferino Jimenez Malla, que respondeu por toda a Congregação:


“Preferimos morir por Dios y por España.”.


Os dias dos martírios


“Morrer será o passo menos doloroso”, disse Faustino Perez. De fato, os martírios por volta de 10 de agosto já era uma certeza absoluta entre os seminaristas. Todos já tinham ciência de que foram mortos o Bispo e os três Padres Superiores.


Na madrugada de 12 de agosto de 1.936, às 03h30min da madrugada, entraram no salão 15 milicianos armados. Traziam cordas ensanguentaras e agarraram aos seis mais velhos. Enquanto os atavam de dois em dois, um deles perguntou se poderia levar algum livro. Como sarcástica resposta, recebeu: “Pra onde irão não fará falta levar nada.”.


A primeira lista de martírio dos seminaristas ficou assim definida:


Dia 12 de agosto:


P. Sebastián Calvo Martínez, P. Pedro Cunill Padrós, P. José Pavón Bueno, P. Nicasio Sierra Ucar, E. Wenceslao Claris Vilaregut (29 años), H. Gregorio Chirivás Lacambra.


Todos foram levados e mortos na estrada de Sariñena, após rejeitarem o pedido de apostatar.


Quando o relógio marcou meia noite de agosto de 1936, os milicianos voltaram ao salão dos escolápios e leram o nome dos que seriam levados. Eram eles:


Secundino Ortega, Juan Echarri, Javier Luis Bandrés, Pedro García Bernal, José Brengaret, Hilario Llorente, Manuel Buil         Alfonso Miquel, Antolín Calvo, Ramón Novich, Tomás Capdevila, José María Ormo, Esteban Casadevall, Salvador Pigem, Eusebio Codina, Teodoro Ruiz de Larrinaga, Juan Codinachs, Juan Sánchez, Antonio Dalmau       Manuel Torras.


Juan Echarri, antes de sair do salão, olhou seus irmãos e lhes disse: “Adeus, irmãos, até o céu!”


Um miliciano, antes de deixar o local, disse aos demais que voltariam com as mesmas cordas para o dia seguinte, ocasião em que os levaria para dar um passeio fresco até o cemitério, ordenando-os que voltassem a dormir.


Entre gritos de ódio da população local, cruzaram os missionários a praça da prefeitura de Barbastro gritando “Viva Cristo Rey!”.


Um miliciano perguntou: “Ainda tendes tempo! Quereis vir lutar conosco contra os fascistas?”.


A resposta foi: “Viva Cristo Rey!”


Dessa forma, foram todos fuzilados entre risadas e blasfêmias milicianas.


Em 14 de agosto de 1936 os que ficaram estavam convencidos de que, no dia seguinte, seriam também martirizados. Os remanescentes, portanto, eram esses:


Luis Masferrer, Francisco Castán, José Amorós, Luis Escalé, José Badía , José Figuero, Juan Baixeras, Ramón Illa, José María Blasco, Eduardo Ripoll, Luis Lladó        Francisco Roura, Miguel Massip           José Ros, Manuel Martínez, Alfonso Sorribes, Faustino Pérez, Jesús Agustín Viela, Sebastián Riera, Rafael Briega.


Mas, por pura maldade, não os fuzilaram nesse dia, fazendo-os esperar um dia mais. A espera era uma tortura, mas tiveram um tempo para nos deixar o testamento que segue abaixo descrito:


 



“Querida Congregação, hoje, 12, alcançaram a palma da vitória 24 de nossos irmãos. E, amanhã, dia 14, esperamos morrer como mártires os vinte restantes. Passamos o dia nos animando para o martírio e rezando pelos nossos inimigos, e, sobretudo pelo nosso querido Instituto. Quando chega o momento de designar as vítimas, há em todos santa serenidade e ânsia de ouvir o nome para nos colocar nas filas dos eleitos. Temos visto a uns beijarem as cordas que os atavam e outros a dirigir palavras de perdão à trupe armada. Quando estão no caminhão em direção ao cemitério, os ouvimos gritar ‘Viva Cristo Rey!’. São seus filhos, Congregação querida, esses que, entre pistolas e fuzis, atrevem-se a gritar serenos quando vão a caminho do cemitério: ‘Viva Cristo Rey!’. Amanhã iremos os restantes e já temos a certeza de aclamar, ainda que ressoem os disparos, ao Coração de Nossa Mãe, a Cristo Rei, à Igreja Católica e a ti, mãe comum de todos nós. Dizem-me os companheiros que eu inicie com os vivas e que eles já responderão. Eu gritarei com toda a força de meus pulmões e em nossos clamores entusiastas advinha a ti, querida Congregação, o amor que temos!”


A morte, porém, veio na meia noite entre os dias 14 e 15 de agosto.


Indagados se desejariam lutar contra o fascismo ou a morte, responderam:


“Preferimos morrer por Deus e por Espanha!”


Quando subiram no caminhão, conforme o combinado, Faustino começou a gritar “Viva Cristo Rey” e os demais a responder o mesmo. Enfurecido, o motorista do caminhão, Mariano, deu-lhe uma coronhada que lhe quebrou a cabeça, traumatizando-lhe o crânio.


Foram mortos na estrada Sariñena.


Pós-martírio


Após o martírio, os argentinos foram até Roma e juraram, ante os Santos Padres e ao Papa, que testemunhariam a verdade sobre o acontecido em Barbastro, em agosto de 1936.


Todos foram beatificados pelo Papa São João Paulo II, que lembrou do dizer do próprio Santo António Maria Claret, fundador da Congregação do Imaculado Coração de Maria:


“Um filho do Coração Imaculado de Maria é um homem que arde em caridade e que abrasa onde passa; que deseja eficazmente e procura, por todos os meios, acender a todo o mundo no fogo do divino amor.”


E concluiu:


“Todos os testemunhos recebidos nos permitem afirmar que esses Claretianos morreram por ser discípulos de Cristo, por não querer renegar a sua fé e seus valores religiosos. Por isso, com seu sangue derramado, animam a todos nós a viver e morrer pela palavra de Deus, que temos sido chamados a anunciar.”.


Monsenhor Fernando Sebastián registrou também sábias palavras e ensinamentos a partir dos mártires:


“Eles morreram por ser discípulos de Cristo, por não querer renegar de sua fé e de seus valores religiosos. É difícil imaginar uma morte mais vivida de antemão, mlehor aceita, oferecida em união com Cristo sacrificado pela salvação do mundo. Sua vida fraternal no salão dos escolápios, suas orações, seus cantos, suas expressões de esperança e de perdão nos faz reviver os atos dos primeiros mártires, a semente e as mais profundas raízes do nosso cristianismo.”


Aos nossos mártires, que vivam para sempre e intercedam por nós e por nossa Santa Congregação! São seus nomes:


Felipe de Jesús Munárriz, José Amorós, José Badía, Juan Baixeras, Javier L. Bandrés, José Blasco, José Brengaret, Rafael Briega, Manuel Buil, Antolín Calvo, Sebastián Calvo, Tomás Capdevila, Esteban Casadeval, Francisco Castán, Wenceslao Claris, Eusebio Codina, Juan Codinach, Pedro Cunill, Gregorio Chirivas, Antonio Dalmau , Juan Díaz, Juan Echarri, Luis Escalé, José Falgarona, José Figuero, Pedro García, Ramón Illa, Luis Lladó, Hilario Llorente, Manuel Martínez, Luis Masferrer, Miguel Masip, Alfonso Miquel, Ramón Novich, José Ormo, Secundino Ortega, José Pavón, Faustino Pérez, Leoncio Pérez, Salvador Pigem, Sebastián Riera, Eduardo Ripoll, José Ros, Francisco Roura, Teodoro Ruiz de Larrinaga, Juan Sánchez, Nicasio Sierra, Alfonso Sorribes, Manuel Torras, Atanasio Viadaurreta y Agustín Viela.


Como Congregação do Imaculado Coração de Maria dos dias atuais, certo é que os mártires nos prestaram homenagem antes de morrer, pois nos deixaram um formoso recado:


“Querida Congregação. Anteontem, dia 11, morreram,com a generosidade que morrem os mártires, 06 de nossos irmãos; Hoje, 13, alcançaram a palma da vitória 20, e amanhã, 14, esperamos morrer também os 21 restantes. Glória a Deus! Glória a Deus! E que nobres e heroicos estão se mostrando seus filhos, Congregação querida! Passamos o dia nos animando para o martírio e rezando pelos nossos inimigos e por nosso querido Instituto; quando chega o momento de designar as vítimas, há em todos santa serenidade e ânsia de ouvir o nome para se adiantar e se colocar nas filas dos eleitos; esperamos o momento com generosa impaciência, e quando tenha chegado, temos visto alguns beijar os cordões com que os atavam, e a outros dirigir palavras de perdão à trupe armada; quando vão no caminhão até o cemitério, os escutamos gritar ‘Viva Cristo Rey!’, o populacho responde ‘Morra’, ‘Morra’, mas nada os intimida. São seus filhos, Congregação querida, esses que entre pistolas e fuzis se atrevem à morte. VIVA CRISTO REY! Amanhã iremos os restantes e já temos combinado de aclamar, ainda que ressoem os disparos, ao Coração de nossa Mãe, a Cristo Rey, a Igreja Católica e a ti, MÃE COMUM DE TODOS NÓS. Eu gritarei com toda a força de meus pulmões, e em nossos clamores entusiastas advinha tu, Congregação querida, o amor que temos, pois te levaremos em nossas recordações até estas regiões de dor e morte. Morremos todos felizes sem que ninguém sinta desmaios nem pesares; morremos todos rogando a Deus que o sangue que caia de nossas feridas não seja sangue vingador, senão sangue que entrando vermelho e vivo por tuas veias, estimule seu desenvolvimento e expansão por todo o mundo. Adeus, querida Congregação! Teus filhos, mártires de Barbastro, saúdam-te da prisão e te oferecem suas dolorosas angustias no holocausto expiatório por nossas deficiências e em testemunho de nosso amor fiel, generoso e perpetuo. Os mártires de amanhã, 14, recordam que morrem em vésperas da Assunção; e que recordação essa! Morremos por levar batina e morremos precisamente no mesmo dia em que nos impuseram. Os mártires de Barbastro, e em nome de todos, o último e o mais indigno, Faustino Perez, cmf.Viva Cristo Rey! Viva o Coração de Maria! Viva a Congregação! Adeus, querido instituto. Vamos ao céu rogar por ti! Adeus! Adeus!”“.


Como afirmado, durante o caminho ao martírio os mártires claretianos foram cantando a última canção. Uma canção que se tornou um verdadeiro hino em memória destes. A canção por eles cantada em direção ao martírio é:


“Jesús ya sabes, soy tu soldado siempre a tu lado yo he de luchar, contigo siempre y hasta que muera, una bandera y un ideal.

¿Y qué ideal? Por Tí Rey mío, la sangre dar.


Desde que mi alma, los lazos rotos, hizo sus votos ante tu altar, mi pecho siente sed infinita, mi frente agita gran ideal.

¿Y qué ideal? Por Tí Rey mío, la sangre dar.


No me detengas en mi carrera, voy sin espera por Tí a luchar, que a nadie temo, nada me espanta pues me agiganta gran ideal.

¿Y qué ideal? Por Tí Rey mío, la sangre dar.


Si en mi camino hueste maldita ¡atrás! me grita ¡atrás, atrás! Si me disparan sangrientas balas, dárame alas el ideal.

¿Y qué ideal? Por Tí Rey mío, la sangre dar.



Con tus auxilios seré potente, David valiente contra Goliat. Saldré al combate y herida honda le haré con la honda de mi ideal.

¿Y qué ideal? Por Tí Rey mío, la sangre dar. 


Si el enemigo sus fuerza agota y en mi derrota soñando está, sabré pararle su golpe rudo con el escudo de mi ideal.

¿Y qué ideal? Por Tí Rey mío, la sangre dar.


Pues ya lo sabes, soy tu soldado siempre a tu lado presto a luchar, contigo siempre y hasta que muera una bandera y un ideal.

¿Y qué ideal? Por Tí Rey mío, la sangre dar.


Quizá en el campo, rotas las venas, sin sangre apenas me veas ¡ay! Mira aún entonces sobre mi frente resplandeciente ese ideal.

¿Y qué ideal? Por Tí Rey mío, la sangre dar. 


Acaso me oigas sólo y tendido dar un quejido, mi postrer ¡ay! Jesús, entonces habré vencido, y habré cumplido con mi ideal.

¿Y qué ideal? Por Tí Rey mío, la sangre dar. 


Virgen María, Reina del Cielo, Dulce Consuelo dígnate dar, cuando en la lucha tu fiel soldado caiga abrazado con su ideal.

¿Y qué ideal? Por Tí mi Reina, la sangre dar.”


Conclusão


O martírio e a obediência é o heroísmo Cristão. Todos os mártires poderiam preservar suas vidas caso deixassem a Santa Batina. Poderiam “salvar” suas vidas na hipótese de apostatar da fé. Entretanto, todos decidiram pelo martírio em honra ao Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador. Escolheram viver para sempre após longa cruzada de dor, como é o caso do Bispo, torturado violentamente antes de ser morto pela sua fé.


Nesse momento, vale a pena uma reflexão sobre as Sagradas Escrituras que se cumpriram em nossos beatos mártires, que foram perseguidos e abatidos em nome do Senhor Jesus, mas nunca destruídos:


“Então sereis entregues aos tormentos, matar-vos-ão e sereis por minha causa objeto de ódio por todas as nações” (Mt. 24,9)


“Somos perseguidos, mas não ficamos desamparados. Somos abatidos, mas não somos destruídos.” (2Cor, 4,9)


 Agora, seguramente, os mártires têm a vida eterna e intercedem por nós e pela nossa Congregação junto a Deus Pai todo poderoso e habitam entre os anjos e os santos.


Que vivam para sempre!


Em junho de 2013 foi lançado o filme que conta a história que aqui, modestamente, apresentamos. Trata-se do filme “Un Dios prohibido”.


 


Renan Clemente Gutierrez


 


Referências


http://es.catholic.net/op/articulos/47489/cat/854/esteban-casadevall-y-companeros-martires-de-barbastro.html#modal


http://www.martiresdebarbastro.org/images/stories/pdf/barbastro.pdf


http://www.eltestigofiel.org/index.php?idu=sn_4866


https://laverdadofende.blog/2015/08/14/los-martires-claretianos-de-barbastro-memoria-historica/


http://es.catholic.net/imprimir.php?id=53260


https://www.hispanidad.com/la-resistencia/la-comision-de-la-verdad-de-don-pedro-sanchez-al-obispo-de-barbastro-los-milicianos-le-cortaron-los-testiculos-para-que-muriera-desangrado_12002961_102.html


 


 


19/10/2018, 23:42:26



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