Alguns dizem que o Integralismo almeja um Estado ditatorial, impondo pela força os seus ideais. Isto é falso.

  • “O Integralismo, longe de ser a negação da Democracia, é o movimento que procura lançar a base do único regime democrático possível”. Miguel Reale, O Estado moderno, 1934.
  • “Não pretendemos uma ditadura, porque só os povos bárbaros toleram ditaduras”. Plínio Salgado, Bases do Integralismo Brasileiro, 22 de janeiro de 1935.
  • “Como acabar com os partidos? Pela ditadura? Não! Só os povos selvagens, bárbaros ou sem dignidade toleram ditadu­ras, sejam civis ou militares, sejam positivas ou rotuladas de espírito revolucionário”. Plínio Salgado, A Doutrina do Sigma, 1935.
  • “Um povo civilizado não tolera ditaduras, nem civis nem militares”. Plínio Salgado, A Doutrina do Sigma, 1935.
  • “Neste momento de confusão quero deixar isto bem claro, bem patente: eu e os que me acompanham em todas as províncias brasileiras encaramos as ditaduras como significativas de estados de barbaria mais ou menos disfarçada”. Plínio Salgado, A Doutrina do Sigma, 1935.
  • “Nada trazemos de antidemocrático, pois somos a democracia integral. Trata-se de um processo político, que, substituindo o sufrágio pelo voto dentro das corporações, somente altera o mecanismo da vontade popular, tornando-a mais nítida, mais forte, mais pacífica, mais ordeira, mais verdadeira, mais de acordo com os interesses da segurança nacional. Em artigo que publiquei há tempos, há bem tempos, condenei as ditaduras em termos veementes”. Plínio Salgado, A Doutrina do Sigma, 1935.
  • “O Governo Integralista será Forte e de Autoridade, sem ser uma Ditadura Arbitrária”. José Venceslau Júnior, O Integralismo ao Alcance de Todos, 1935.
  • “O Integralismo não é antidemocrático. Ao contrário, quando condena os partidos é porque visa substituí-los pelas corporações, órgãos que em nossos dias são os únicos capazes de captar e exprimir a vontade popular. O Integralismo, portanto, não é a doutrina ou a apologia da ditadura”. Manifesto-Programa de 1936.
  • “O Estado Integralista não é uma ditadura, como os ignorantes da doutrina procuram fazer crer, mas o exercício da verdadeira democracia que o regime demoliberal não conseguiu e nem conseguirá exercitar”. Victor Pujol, Rumo ao Sigma, 1936.
  • “Ver-se-á que somos contrários a Ditaduras, que combatemos todo e qualquer princípio de anulação da personalidade humana, que não queremos destruir a democracia, porém realizar a verdadeira democracia. A Democracia Integralista”. Plínio Salgado, prefácio a Democracia Integralista, 1936.
  • “O que pregamos nós e o que queremos? […] Alguma autocracia? Não. Queremos uma democracia. […] E se queremos uma república federativa, democrática, com o presidente da Nação escolhido por eleição, e reconhecemos como necessários os 3 poderes da República acima enumerados, como dizer que desejamos modificar o regime [democrático]? Afirmar o contrário seria insensatez ou insinceridade. Mas nós, evidentemente, não queremos alguma coisa do que está aí. E o que é que não queremos nós? Não queremos a forma liberal da democracia”. Jaime Regalo Pereira, Democracia Integralista, 1936.
  • “Não é verdade que o Integralismo queira o estabelecimento duma ditadura. O que ele quer é o estabelecimento dum Estado Forte, o que é muito diferente duma ditadura, é justamente para evitar as ditaduras”. Gustavo Barroso, Espírito do Século XX, 1936.
  • “Não pretendemos uma Ditadura. Só os povos bárbaros permitem as Ditaduras. Um povo que possui uma consciência jurídica e ama a sua liberdade, não tolera ditaduras. O que nós queremos é aperfeiçoar o regime”. Plínio Salgado, Palavra nova dos tempos novos, 1936.
  • “O Estado Orgânico Integral Cristão, que os partidários do Sigma prometem instaurar em nosso país […] não poderá jamais culminar na deificação fetichista da ditadura, posto que colime atingir à estratificação do Estado Forte, em cujos âmbitos, em hipótese alguma, serão comprimidas ou suprimidas as liberdades legítimas e naturais”. Alcebíades Delamare, À guisa de prefácio, prefácio em Arthur Machado Paupério e José Rocha Moreira, Introdução ao Integralismo, 1936.
  • “O Integralismo não visa extinguir a democracia […]. O Estado Integral será democrático, conquanto não liberal. Se combatemos a liberal democracia, jamais combatemos em si à democracia. O que se quer, o que se visa — e o que se vai realizar — é a racionalização da forma democrática vigente, a sua depuração, a sua decantação. Jamais fomos antidemocráticos, como nos apontam os inimigos. Jamais preconizamos a ditadura e o império da Força”. Arthur Machado Paupério e José Rocha Moreira, Introdução ao Integralismo, 1936.
  • “O Integralismo Brasileiro não é, então, antidemocrático? Não; o Estado Integral quer restaurar a democracia que já não existe no Brasil”. Plínio Salgado, Estado Totalitário e Estado Integral, A Offensiva, 5 de novembro de 1936.
  • “O homem [no Integralismo] combate a democracia liberal, pelos males que tal regime lhe ocasionou. Ele não investe contra a democracia, propriamente, mas contra o arranjo político que, trazendo um rótulo democrático, arruinou-lhe a felicidade”. Custódio de Viveiros, Os inimigos do Sigma, 1936.
  • “Pretendemos uma democracia integralista e não uma ditadura”. Plínio Salgado, Nacionalismo e Jacobinismo, A Offensiva, fevereiro de 1937.
  • “A Democracia sempre foi o nosso ideal. […] O Integralismo, desde o início se apresenta com uma doutrina, fundamentalmente, democrática”. Miguel Reale, Integralismo e Democracia, Revista Panorama n° 14, outubro de 1937.
  • “Os que acusam o Integralismo de querer a Ditadura e o Estado Totalitário fazem-no por ignorância ou má fé”. Gustavo Barroso, Integralismo e Catolicismo, 1937.