Para uns, o Integralismo era um “arianismo” brasileiro, que queria eugenizar a população pelo embranquecimento. Para outros, o Integralismo era, pelo menos, contra os negros e até os asiáticos. Qualquer que seja a opção, muitos afirmam que de alguma forma o Integralismo era racista. Isto é falso.

  • “Somos contrários a todas as doutrinas que pretendem criar privilégios de raças”. Plínio Salgado, Pontos preliminares, sessão de abertura da Sociedade de Estudos Políticos, 24 de fevereiro de 1932.
  • “Os brasileiros das cidades […] envergonham-se também do caboclo e do negro de nossa terra. […] Vivem a cobri-lo [ao povo brasileiro] de baldões e de ironias, a amesquinhar as raças de que proviemos. […] Criaram preconceitos étnicos originários de países que nos querem dominar”. Manifesto de Outubro de 1932.
  • “O Integralismo mantém-se alheio a todo e qualquer preconceito de raça, preferindo julgar o homem, não pelos aspectos exteriores da cor, ou do formato dos crânios, mas pelos valores morais e cívicos. A tese racista não está, nem nunca esteve, dentro das nossas cogitações”. Cartilha do Integralismo Brasileiro, 1933.
  • “Não acreditamos em nossa inferioridade racial”. Plínio Salgado, Psicologia da Revolução, 1933.
  • “Hoje, a aplicação da eletricidade vai derrubar definitivamente o orgulho das raças que se dizem superiores”. Plínio Salgado, discurso de 1933, A quarta humanidade, 1934.
  • “Não sustentamos preconceitos de raça; pelo contrário, afirmamos ser o povo e a raça brasileiros tão superiores como quaisquer outros. […] O problema do mundo é ético e não étnico”. Plínio Salgado, 24 de abril de 1934, apud Trechos de uma Carta, Revista Panorama, abril de 1936.
  • “A Ação Integralista Brasileira objetiva a reforma do Estado […] evitando lutas […] entre raças”. Estatutos da Ação Integralista Brasileira, 7 de maio de 1935.
  • “Não há superioridade de raça sob o ponto de vista educacional, moral, espiritual e econômico. Há raças que progridem, evoluem; outras que se estiolam e morrem. […] A mãe acha sempre o seu filho mais belo do que o dos outros. Isso tudo é humano, mas a verdade é uma só e esta nos diz cristãmente que não há raças superiores. Ensina-nos que dentro da igualdade de raças pode operar-se uma desigualdade de cultura, de moral e de riqueza. Numa mesma família certos irmãos progridem mais do que outros e no entanto são irmãos”. Ferdinando Martino Filho, Pela Revolução Integralista, 1935.
  • “A superioridade de raças não tem apoio na ciência”. Ferdinando Martino Filho, Pela Revolução Integralista, 1935.
  • “Enganam-se aqueles que fazem pouco da nossa gente e a classificam de sub-raça. A palavra sub-raça, a princípio, não tem o menor sentido, a menor significação científica. Não há raças inferiores ou superiores, como não há mais, talvez, sobre a terra, raças puras. A variedade étnica é a regra em todas as nações. Na Europa não há grandes unidades étnicas, inclusive a própria Alemanha: o arianismo não passa duma hipótese étnica. […] Não existem raças puras, a não ser em pequenos núcleos do Oriente, e são em geral pouco inteligentes [Nitti]. Não se pode, pois, classificar pejorativamente o mestiço de sub-raça”. Olímpio Mourão Filho, Do Liberalismo ao Integralismo, 1935.
  • “Os brasileiros das cidades não se devem envergonhar do negro e do caboclo de nossa terra, porque eles são legítimos brasileiros. O negro e o caboclo merecem o nosso respeito e a nossa admiração, porque o progresso do Brasil é devido, principalmente, a eles”. José Venceslau Júnior, O Integralismo ao Alcance de Todos, 1935.
  • “O Integralismo […] combate os racismos, os exclusivismos raciais”. Gustavo Barroso, O Integralismo e o Mundo, 1936.
  • “Nós, graças a Deus, não temos preconceitos de raça. À luz da comunhão cristã, não distinguimos pigmentos nem caracteres cranianos. […] Por tudo isto, e principalmente pelo ideal cristão que nos anima, jamais fizemos campanha racista. À diferença étnica opomos a igualdade espiritual de todos os homens. Brancos e negros, caboclos e mamelucos, jagunços e caudilhos, todos são brasileiros, capazes de cooperar com a sua parcela de esforço, de coragem e de dedicação na obra de reconstrução da Pátria. […] Dentro do nosso caráter cristão não há lugar para antagonismos e preconceitos raciais”. Arthur Machado Paupério e José Rocha Moreira, Introdução ao Integralismo, 1936.
  • “O racismo apoia-se, sem dúvida, sobre teorias passadistas e unilaterais”. Arthur Machado Paupério e José Rocha Moreira, Introdução ao Integralismo, 1936.
  • “Não há mais povo eleito, a não ser para os que não sabem acreditar, e desdenham do Cristo. Nem há povo nem raça mais forte, a não ser para os que inutilmente arrancam da terra ou do fundo das florestas os deuses autóctones para o egoísmo das nacionalidades”. Miguel Reale, Atualidades de um mundo antigo, 1936.
  • “No Brasil, não temos nem devemos ter preconceitos de seita ou de raça. Devemos querer que se fundam num só corpo e, mais ainda, num só espírito os brasileiros de todas as cores, credos, e procedências”. Gustavo Barroso, Espírito do Século XX, 1936.
  • “Além da posição geográfica contrária aos Estados Unidos, nós ostentamos diante deles a diferença ainda maior da nossa falta absoluta de preconceitos de raça e de cor. Não afastamos de nosso meio o descendente do índio e não tornamos num achincalhe a negrura do preto. Lembramo-nos sempre do indígena, dono do país, auxiliar do sertanista, catecúmeno de Anchieta e o tratamos como irmão. Recordamo-nos sempre do negro arroteador das matas virgens que ensopou de suor as plantações das grandes fazendas da velha aristocracia rural e os integramos, sem limitação, na vida brasileira”. Gustavo Barroso, Espírito do Século XX, 1936.
  • “Brancos, índios, negros, mestiços, hoje, todos, ó mandatários de Rothschild, só têm uma cor, a Cor Verde de uma Camisa Gloriosa”. Gustavo Barroso, Espírito do Século XX, 1936.
  • “No Brasil, onde se reúnem e se fundem todas as etnias para dar ao mundo o homem cósmico da civilização americana tropical, a teoria das raças superiores revela-se em toda a sua fraqueza. Já tivemos e temos provas do poder criador do homem negro no campo da ciência, da arte e da política”. Miguel Reale, Perspectivas Integralistas, 1936.
  • “Somos um povo bom, acolhedor, generoso, sem preconceitos de raça ou de origens nacionais. O Integralismo não teria caráter brasileiro, se assim não pensasse e se não agisse de acordo com esse pensamento”. Plínio Salgado, Nacionalismo e Jacobinismo, A Offensiva, fevereiro de 1937.
  • “O Integralismo, em absoluto, não podia trazer à liça a questão racial, que é um dos pontos essenciais do Nazismo”. A. Tenório d’Albuquerque, Integralismo, Nazismo e Fascismo, 1937.
  • “O que se deve combater é justamente o racismo judaico”. Gustavo Barroso, Judaísmo, Maçonaria e Comunismo, 1937.
  • “Um brasileiro profundamente brasileiro e ao mesmo tempo descendente de raças as mais diversas só por um contrassenso seria racista. Aliás, o estudo constante e amoroso de nossa história mostra que a Nação brasileira é o produto de um espírito de continuidade, de um sentimento e de um pensamento comuns, sem cor de pele ou indagação de procedência”. Gustavo Barroso, Judaísmo, Maçonaria e Comunismo, 1937.