Para uns, o Integralismo defendia uma revolução armada, via golpe. Para outros, o Integralismo, ao menos, não se opunha à revolução violenta, exceto por estratégia. Qualquer que seja a opção, muitos afirmam que o Integralismo era conivente com a violência revolucionária. Isto é falso.

  • “A fim de realizar o que pretende, o Integralismo não apela, como os extremistas, para a brusca subversão da ordem social e consequente inversão de todos os seus valores, para os atos de banditismo, vandalismo ou terrorismo, para bombas de dinamite e atentados pessoais, para sabotagens e greves que ainda mais precária tornam a situação do pobre operário; mas para o valor do próprio homem, sua dignidade de ser pensante, suas virtudes patrióticas, suas reservas morais, sua tradição religiosa e familiar, seu amor pelo Brasil, sua crença em Deus”. Gustavo Barroso, O que o Integralista deve saber, 1934.
  • “A Ação Integralista Brasileira objetiva a reforma do Estado […] de sorte que o Povo Brasileiro, livremente, dentro das normas da Constituição de Julho de 1934 e das leis em vigor, possa assegurar de maneira definitiva, […] principalmente, evitando rebeliões armadas: [a vigência dos princípios do Integralismo]”. Estatutos da Ação Integralista Brasileira.
  • “O Integralismo faz propaganda de processos violentos? […] Basta ver na prática. Todos os nossos boletins, manifestos, artigos, livros e conferências, sistematicamente, jamais falaram em guerra ou violência. Já publicamos mais de 50 livros. Em nenhum deles existe conselhos à violência. Nossos jornais aí estão saindo. Embora sem o controle, a censura dos poderes centrais do Integralismo, nunca surpreendemos um desses semanários pregando métodos violentos e brutais. Temos dois anos de existência [em 1934]. Algum dia agredimos alguém?”. Plínio Salgado, A Doutrina do Sigma, 1935.
  • “Para convencer o povo brasileiro do erro em que caiu, não precisam os integralistas lançar mão de meios violentos ou de ameaças”. Custódio de Viveiros, Camisas Verdes, 1935.
  • “Não se poderia incluir o Integralismo, escola de cultura cívica em que o cidadão aprende a ser homem, a ser disciplinado e a amar a sua pátria, como doutrina extremista. O que caracteriza o extremismo é a prática de atos violentos, extremos, perturbadores da ordem, em que a força e a brutalidade substituem os argumentos da razão. A educação de um povo pela convicção, pelo aprimoramento das ideias nunca foi extremismo, mas patriotismo”. Custódio de Viveiros, Camisas Verdes, 1935.
  • “Revolução Integralista não é uma simples revolução armada, resumida em tiros e em valentias — é uma revolução de almas e de corações, com o fim de engrandecer a Pátria e garantir a Família”. José Venceslau Júnior, O Integralismo ao alcance de todos, 1935.
  • “Na sua projeção sobre o cenário político-social, a Revolução Integralista vencerá pacificamente, respeitando a ordem até o momento de substituí-la por uma ordem nova, por infiltração e saturação”. Gustavo Barroso, Espírito do Século XX, 1936.
  • “A nossa doutrina, a respeito do emprego da força é clara e não admite dúvida. Em princípio, condenamos toda e qualquer sedição; todas as conspirações, todos os golpes de mão; respeitamos a autoridade constituída; esse respeito irá até ao dia em que a referida autoridade já não puder manter o próprio princípio da sua autoridade e já não tiver meios de fazer a Lei, a Constituição serem cumpridas”. Plínio Salgado, Estado Totalitário e Estado Integral, A Offensiva, 5 de novembro de 1936.
  • “O Integralismo, pela excelência de sua doutrina verdadeiramente patriótica, convence e faz crescer, dia a dia, o número de adeptos. Não há porque empregar a força, em um movimento doutrinário que vem despertando o povo brasileiro, que o há de erguer e levar à vitória, e que será o Triunfo maior do Brasil”. A. Tenório d’Albuquerque, Integralismo, Nazismo e Fascismo, 1937.
  • “O Integralismo não se impõe pela violência, convence pela excelência patriótica de sua doutrina. Não é uma revolução belicosa, é uma revolução pacífica, que visa apenas determinar novos destinos para o Brasil, que pretende e há de criar diretrizes mais suaves para a grandeza e a paz do povo brasileiro. O Integralismo não reforma destruindo, arrasando, as suas reformas são criando forças, criando esperanças, paz e bondade”. A. Tenório d’Albuquerque, Integralismo, Nazismo e Fascismo, 1937.
  • “Todo Integralista tem o dever de respeitar a Lei e as autoridades legais do País”. Protocolos e Rituais de 1937.
  • “Como pretendemos vencer? Pelos métodos constitucionais. Em que ambiente desejamos prosperar? No ambiente da Ordem. Em quanto tempo almejamos alcançar a vitória? Não nos interessa, porque o que mais nos importa é formar uma consciência nacional. […] Ninguém mais, no Brasil, precisa tanto da Ordem, como eu. Porque a tarefa que me propus só se torna possível dentro de uma atmosfera de tranquilidade nacional. […] Como poderia eu empreender tão formidável plano, no meio da desordem? Que me adiantaria a conquista do Poder pelo sortilégio de um golpe?”. Plínio Salgado, Páginas de Combate, 1937.
  • “O Movimento do Sigma, tendo como finalidade precípua uma obra essencialmente construtora, não poderia de forma alguma lançar mão de processos, cuja violência pudesse determinar abalos prejudiciais ao organismo periclitante de uma Pátria que ele queria e quer, precisamente, e a todo transe, salvar”. Madeira de Freitas, O movimento do Sigma, 31 de outubro de 1937.