Hoje comemoramos os 126 anos de Plínio Salgado. Nascido numa pequena e pacata cidade de São Paulo, em São Bento do Sapucaí, filho do farmacêutico Francisco das Chagas Esteves Salgado e da professora Ana Francisca Rennó Cortez. O pai de Plínio Salgado gozava de grande reputação na região, e, junto da esposa, recebiam o merecido apreço e carinho que a população humilde, em todos os tempos e lugares, devota aos que trabalham de alma e coração pela comunidade.

Certa feita, em um dos muitos casos maravilhosos que iluminam a vida dessa figura sem par que foi Plínio Salgado, sua mãe teve um sonho perturbador. Um sonho com uma de suas assistidas mais humildes. Nele, a mulher comunicava à Sra. Rennó Cortez que havia morrido naquela noite, e que, infelizmente o filho que a Sra Rennó levava no ventre também morreria. Entretanto, confortava a mãe dizendo que Deus lhe concederia um pedido, no que, de pronto e sem hesitar, Ana Francisca intercede pela vida do filho. “Assim será”, diz a mulher. Mas adverte: a criança sofrerá muito durante toda a vida. Quando Ana Francisca despertou, mandou que se verificasse a casa daquela mulher e se travasse conhecimento da situação dela. Não deu outra: os homens encontraram-na morta, tal como havia dito em sonho para Ana Francisca.

Se a cidade de São Bento do Sapucaí, aos pés da Pedra da Baú e à sombra da pequenina igreja, tinha tudo de pacata, com pequenos picos de movimento num e noutro horário ao longo do dia, muito diferente seria seu mais dileto filho, que, na aparência exterior, era franzino e tão simples como a cidade. Talvez, tão simples como a candura e todas as crianças de todos os interiores de todos os tempos. Mas que, pelo ímpeto heróico, desencadeará uma tempestade que marchará pela terra brasileira e através do futuro; uma verdadeira falange de fé e esperança, que por todo o Brasil, e fora dele, com flâmulas ao vento, influirá profundamente na vida brasileira, dando luta sem tréguas aos inimigos do Brasil, no interior e no exterior, fazendo-se mentor de heróis e educador de uma pátria. Plínio Salgado nasceu em 1895, a 22 de Janeiro, para deleite da Nação.

Que história espetacular protagonizará aquele homem. Será um semeador de ideias; será o líder do maior movimento político da história brasileira e um dos maiores do mundo; será o inimigo atroz dos comunistas, o libertador do povo brasileiro, que salvou-nos do jugo que Moscou queria nos impor, e salvou o Brasil mais de três vezes, graças à ação do Integralismo. Foi graças ao pensamento apostolar de Plínio Salgado, ensinando a bravura na defesa da pátria, que as Forças Armadas tiveram em suas fileiras homens de notória coragem, confirmada nos campos de batalha europeus e na defesa do Atlântico durante a II Guerra. O cemitério de Pistóia, na Itália, é lugar de descanso eterno de vários companheiros integralistas, como também as próprias águas do nosso mar, onde tantos Integralistas naufragaram com os navios abatidos pelos U-boats alemães.

Alberto Sechin, o Quarto Mártir pelo Brasil de Plínio Salgado

Foi assim também aqui, em solo nacional, que tantos mártires foram feitos na luta contra o comunismo e contra a tirania. Foi um homem inédito, um desses seres com que Deus abençoa as nações e os povos de tempos em tempos, para lembrar-nos da bondade e do poder de Deus, que levanta os seus sempre e em todo lugar. Chega a dar um arrepio na espinha pensar que o homem pode chegar a tão alta estatura moral, porque faz nossa responsabilidade de homens elevar-se a alturas tão sublimes, que nos sentimos como escaladores do Everest.

Mas faltaria a todo senso se repetisse em mais um aniversário do Chefe as longuíssimas cronologias de suas obras, ou de seus dados bibliografias, porque tantas foram suas obras, seus feitos, sua grandeza, que o homem acaba às vezes tolhendo o principal, que é o Chefe que ele foi. Tolhendo, sim; porque o Chefe é uma Ideia. Dizia Plínio Salgado:

“Não me envelheçais, focalizando a minha personalidade. Procurai-me no meu Pensamento. Não me considero nem diferente nem melhor do que vós.

Camisas Verdes! Quando quiserdes ver o vosso Chefe, olhai para os vossos companheiros. Quando quiserdes ouvir a voz do Chefe, rufai vossos tambores, soprai vossos clarins. Quando quiserdes sentir o espírito do Chefe, marchai porque ele estará no rumor dos vossos passos: os pensamentos andam como as pernas. E quando quiserdes alegrar o Chefe, reuni-vos em torno da bandeira azul e branca.

E se, nos recessos do sertão da nossa Pátria, perdido na floresta, na solidão e no silêncio, não tiverdes nem companheiro, nem tambor, nem clarim, nem bandeira e, mesmo assim, quiserdes ver o Chefe, procurai no espelho dos rios, das lagoas, dos igarapés e das restingas, a vossa própria imagem: e se nos teus olhos rutilar esta fé que nos abrasa, nos destinos grandiosos do Brasil, tereis visto, no brilho dos vossos olhos, a presença do Chefe”.

Aqui estou eu, escrevendo sobre o Chefe. E eu sei que algo dele, pela ideia que esposei, também está em mim. E também está em você, leitor, até mesmo se você não se considera integralista; porque você é brasileiro e o Integralismo é a afirmação da consciência de brasileiro. Estamos hoje noutra etapa, noutro tempo, numa mesma ideia. E o Chefe Perpétuo da Frente Integralista Brasileira é o modelo de homem público. Aqui estamos, no aniversário de 126 anos do Chefe, cheios do entusiasmo que ele ensinou, cheio do fervor pelo Brasil, cheios da esperança que se ergue majestosa de tamanha dignidade sobre o tripé que brada “Deus, Pátria e Família”. E por toda a Pátria e em cada rincão, surgem núcleos da Frente Integralista Brasileira, porque o Chefe ainda fala a cada consciência, cobra os deveres, ensina as virtudes, eleva tão alto quanto tira do fundo do poço as almas cansadas e desiludidas pela pós-modernidade. O Chefe não morreu: está na Milícia do Além, que é o coração de cada Integralista que por ele reza; mas, acima de tudo, se o Chefe é a Ideia e a Ideia marcha como as pernas, o Chefe ainda marcha através de cada um de nós.

O projeto de Plínio Salgado é a única base possível para a educação da juventude nacional

Não me canso de lembrar, não me canso de contar, do tempo em que eu era moço na escola e topei com a foto do Chefe, ali, num livro repleto de mentiras sobre o Integralismo. Algo moveu-se no meu coração e não me permitiu crer naquelas mentiras. E como foi bom encontrar a FIB e travar conhecimento com os integralistas. Naquele tempo, eu andava como um cego que tateia à sua volta, buscando reconhecer a forma das coisas, mas sem se encontrar, sem encontrar coisa alguma. Estive perdido no aluvião de tantos pensamentos nefastos e condutas, porque fui ensinado que o vício era virtude. Andava por aí, depreciando tudo, descrente do homem da minha terra, descrente de Deus, descrente do futuro do Brasil. Mas um dia, naquela escola ideológica em que quiseram-me ensinar que o Integralismo era um movimento perverso, não faltou Deus a justiça com a memória dos Integralistas, com a ideia do Chefe. Meu coração e minha consciência não compraram o engodo. E mal sabia eu que, ao entrar na Casa de Plínio Salgado, tão humilde, localizada (ainda lembro perfeitamente) na Cásper Líbero, à frente da Igreja de Santa Efigênia, leria pela primeira vez o dístico humilde que diz:

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“Antes de transpores esta porta, consulta o teu coração: és capaz de renunciar a prazeres, ambições, interesses ou à própria vida pela grandeza da Pátria? Se ele disser ‘sim’, então entre, e encontrarás aqui teus irmãos e tua glória”.

Depois de ler as palavras que acima transcrevo, confesso que tive uma curiosidade, como que uma atração maravilhosa, por aquilo que poderia aprender, e que, de tão belo, talvez pudesse me fazer abandonar qualquer interesse, qualquer prazer, qualquer ambição. Meu Deus! Olhando para trás vejo que grande ocasião, que grande convite. Me comovo, meus olhos ficam marejados, quando lembro das primeiras impressões que tive quando vi, ali, os veteranos da AIB, conversando sobre coisas tão elevadas, em postura tão digna, em afirmações de tão grande beleza, em convicção tão própria dos homens que se afirmam porque sabem que servem a Deus. O que me leva à outra frase escrita no interior da sala:

“O integralista é o soldado de Deus e da Pátria, homem novo do Brasil que vai construir uma grande Nação”.

Quem são esses homens que podem requisitar de mim a vida? Que sabem? Que podem fazer? Esses homens que não temem a morte, porque confiam na imortalidade como eu nunca havia visto antes. Ó! Que tempo maravilhoso aquele, onde conheci o Brasil verdadeiro, meu povo como ele é, e pude reconhecer o próprio Deus e voltar a minha fé! Como senti a grandeza de um Império numa pequena sala que fazia tão viva e tão presente aquela passagem que diz: “Porque quando estou fraco, então sou forte” (II Coríntios 12,10). Lá me ensinaram a Revolução Interior, entre tantas outras coisas que me ensinaram. Fartei de passar meus aniversários naquela Casa de Plínio Salgado, na Frente Integralista Brasileira. Quase um ano passei ouvindo; ouvindo com humildade. Alguma coisa ia crescendo no meu coração, alguma coisa ia dando guerra sem tréguas à figura pitoresca que a pós-modernidade até então havia criado em mim. E, quando finalmente dei por mim, vi-me liberto das amarras que nos aprisionam na mediocridade. Olhei também para as hostes demoníacas que desejam destruir o Brasil, subverter o mundo todo a uma Nova Ordem anticristã. Despertei! E não há quem desperte que não queira despertar os outros. Eu aprendi a viver, aprendi quem sou e tudo que posso ser, e tudo que me interessa ser, isto é: um servo!

O Integralismo é uma grande família do Brasil

Disse o Chefe:

“Um povo que não luta é um povo que perdeu o sentido da vida, que perdeu a consciência de si mesmo. E já não sabe para onde vai. E nem deseja saber para onde o conduzem. É a indiferença e o letargo. É o sono de bronze, que preludia a morte. É o silêncio trágico”.

E completou:

“Precisamos despertar o Brasil. Para a luta franca, definida, forte, das ideias, em que não haverá mais desconfianças, pois cada um estará identificado no seu posto e marcado na sua direção e na sua atitude. Para a batalha do pensamento, que deve exprimir-se nos grandes debates, e até nas barricadas”.

O Integralismo trouxe-me de volta para a superfície, onde pude respirar. Regenerou-me de tantos vícios que eu sequer reconhecia como vícios. Ensinou-me o senso das virtudes e do dever. Fez, do Lava-Pés do nosso Senhor, uma prática da liderança. Mostrou-me os rincões de toda a Pátria, porque me permitiu conhecer os salões do coração brasileiro. Soou o sino do despertar da Pátria nos meus ouvidos. Foi ali que aprendi a amar o Brasil; é ali que me reconheci integralista, e, por isso, confessei-me brasileiro.

Eu pensaria em escrever muito mais. Poderíamos investir em teatros, filmes, e tantas outras coisas portentosas para enaltecer o Chefe neste dia do seu nascimento. É possível que o homem que certa vez, repeliu uma imensa festa de aniversário que lhe tinham preparado, pedindo que se rezasse apenas uma Missa de Ação de Graças, gostasse de festejos em sua memória? Não, isso não é da índole do Integralista. Não é o que o Chefe ensinou…

Quer saber onde está o Chefe? Bote a cabeça pela janela, companheiro. Compreenda a vida da nossa nação no hoje, no aqui, no agora! É a cada instante do nosso povo, de cada dia e em cada lugar, nos mais profundos, que está a Brasilidade, e é da Brasilidade que vem o Chefe. Estamos todos ligados pela nossa terra, abaixo do mesmo Cruzeiro no Céu, e nossa alma, traduzida em consciência, só poderá dizer:

Pelo bem do Brasil, e hoje, em honra ao Perpétuo Chefe Plínio Salgado:

ANAUÊ! ANAUÊ! ANAUÊ!

Moisés Lima
Presidente Nacional da Frente Integralista Brasileira