Segue o discurso proferido pelo companheiro Fernando Zanardo no dia 14 de março de 2020, por ocasião da posse da nova Diretoria da Frente Integralista Brasileira.

Em tempos em que o vício toma a roupagem da virtude estamos perdidos em nossa própria perdição. O que trunfa sobre o povo é o engano sustentado por falsos conceitos de justiça, de moralidade e de respeito à dignidade do homem.

Nossa nação nunca estará pronta; pelo contrário, estará sempre construindo ou derrubando conceitos. Mas não desse modo caótico que estamos vendo acontecer agora. Por que tornaram a semente do direito em fel e o fruto da justiça em absinto.

Não é de hoje que estamos percebendo uma decadência cultural em todo o povo brasileiro. Já não conhecemos nossa história, não conhecemos nossa cultura, não conhecemos mais o nosso próprio povo. Além disso, não sabemos quem manda e quem obedece – e o pior de tudo: não temos um objetivo comum impetrado nos corações dos brasileiros; pelo contrário, cada um quer o bem de si mesmo, excluindo totalmente o bem comum e o objetivo nacional.

Nossa política virou piada, vimos e sentimos que os últimos Presidentes mal sabiam o que estavam fazendo, mas sabiam que estavam destruindo nossa cultura; e esse era o objetivo principal de seus mandatos – implantar a destruição.

Depois do que fizeram, ser nacionalista é coisa de fascista, ser contra o modelo econômico do liberal é estar contra o Brasil. Não podemos mais tomar um plano de governo nacional-desenvolvimentista, porque dizem que está ultrapassado – virar escravo de outras nações é melhor modelo que podem nos propor?!

Mas nós, nós nacionalistas – que aqui hoje estamos e muitos outros que não conseguiram vir – acreditamos em um novo Brasil, um Brasil melhor, mais justo e mais decente do que temos hoje, um Brasil com honra, dignidade e moralidade. Somos o germe do fruto que está para renascer em nossa nação. Digo renascer porque nascemos em 1932, não padecemos. O grande homem que foi Plinio Salgado deixou plantada uma semente mais vigorosa, mais firme na terra mais fértil e mais bela do mundo – a nossa Terra de Santa Cruz.

Não podemos jamais nos render aos ditames desta mídia imunda, jamais deixar de nos aprumar frente ao inimigo e enfrentá-lo com a coragem comum do Brasileiro, que já foi provada diversas vezes na história. Não nos deixemos cair na mentira, esta mentira que está mais próxima da verdade é a mais infecciosa.

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Estamos vendo nosso povo totalmente perdido; e agora temos um dever de reformá-lo. Não deixaremos que as nuvens negras de ideologias pairem sobre nossa nação iluminada pelo Cruzeiro. O Integralismo é a doutrina mais bela desse país. Tivemos os maiores intelectuais do século passado, e teremos novamente no futuro. Não construímos um novo modelo político para o país – o que fizemos foi agrupar os fatos de nossa realidade nacional para enxergar o Brasil como ele realmente é.

Não necessitamos de uma reforma política, uma reforma administrativa, qualquer outra coisa do tipo. Estamos perdendo uma oportunidade de reestabelecer uma unidade em nosso Brasil. O que realmente precisamos é de uma reforma dos homens. Uma reforma profunda que renove o mais íntimo de nossa alma para aflorar novamente os conceitos de Fé, de Justiça e de Caridade.

Nossa hora de fazer política chegou. Eu e o companheiro Moises estamos tomando a frente desse intento e contamos com o apoio de todos que estão presentes e todos os nobres companheiros que hoje não estão aqui conosco, para colaborar com esse intento inicial porque outros mais grandiosos estão por vir.

Nosso melhor momento está chegando, e enquanto não chega, unamos nossos corações hoje para comungar dos nossos objetivos comuns. E digo que veremos nossa bandeira brilhar novamente. Porque vemos aqui um juventude poderosa que está disposta a fazer tudo por seu belo país. A juventude, no dizer de Plínio Salgado, é o penhor mais sagrado de nossa pátria. Nela e somente nela depende o futuro de nossa nação.

POR DEUS, PELA PÁTRIA E PELA FAMÍLIA

Fernando Zanardo,

São Paulo, 14 de março de 2020.

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