Há alguns anos, vimos que a hegemonia discursiva da esquerda caiu por terra no Brasil. Muitos intelectuais e pessoas da sociedade civil em geral fizeram coro a fim de denunciar a permanência das ideologias comunistas em todos os setores da sociedade, na família, na educação formal e na cultura.

A ideologia comunista, mais notadamente da vertente marxista em todos seus matizes, difunde o nocivo esquema de luta de classes para todas as relações sociais. Aquilo que o próprio Marx escrevera sobre a relação patrão x empregado, foi aplicado artificialmente a todas as relações sociais.

Dessa forma, temos, por exemplo, na relação familiar a oposição artificial entre homem e mulher e também entre pais e filhos; na educação formal, temos a mesma lógica na relação professor e aluno, o que dá ensejo a uma pedagogia do oprimido, tão festejada por certos setores e tão combatida por outros; nos demais setores da vida humana, temos o estímulo ao conflito entre negros e brancos, gays e héteros… nem a cor da pele tampouco a genitália humana escaparam da ideologia!

O combate a esse nefasto esquema conflitivo – que leva ao dilaceramento do tecido social – começou a encontrar eco na sociedade brasileira. Essa reação social, muito positiva por sinal, levou, dentre outras coisas, à queda da ex-presidente Dilma Rousseff e à eleição de Jair Bolsonaro em 2018, o que demonstra o vigor da reação do povo brasileiro contra as ideologias esquerdistas.

No entanto, é preciso ter muita atenção ao cenário político, pois o inimigo nunca dorme. A justa reação contra o esquerdismo levou a uma nova polarização, o que ficou vulgarmente conhecido como “coxinhas x mortadelas”. Essa oposição, se mantida e acirrada como está sendo conduzida, será cooptada pela esquerda que a enquadrará sem dificuldades em seu velho esquema de luta de classes: os coxinhas opressores x os mortadelas oprimidos.

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Diante desse cenário, urge questionar: como promover a união nacional, tão necessária para o desenvolvimento saudável, tanto material quanto espiritual, de qualquer sociedade?

É consabido que políticos oportunistas buscam muitas vezes uma união nacional criada artificialmente por meio da invenção de um inimigo externo comum a todos. Dois exemplos me vem à lembrança nesse momento: Vargas com o plano Cohen e G.W. Bush com a narrativa das armas de destruição em massa para “justificar” a invasão ao Iraque.

Hoje, diante da pandemia do coronavírus, não obstante a periculosidade sanitária e dramática situação humanitária, temos a oportunidade de alcançar a tão necessária união nacional em torno do combate ao um inimigo real. Efetivamente, todos somos brasileiros e seremos afetados pelas decisões tomadas pelas autoridades constituídas. Todos temos o dever de colaborar no enfrentamento da pandemia, o que nos chama à responsabilidade perante a Pátria!

Se o Presidente da República, em meio a esse turbilhão, tiver essa clarividência, sairemos dessa crise muito mais fortalecidos do que quando nela entramos. Sofreremos consequências, mesmo que duras, mas atravessaremos esse calvário com a certeza da ressurreição gloriosa no terceiro dia. Essa é uma possibilidade real e urgente. Quem tiver ouvidos para ouvir, que ouça!

Vitória, 25 de março de 2020.

Igor Awad Barcellos

Fonte da imagem: Revista Exame.

 

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