A informação de que o líder norte-coreano Kim Jong-un encontra-se em péssimo estado de saúde após procedimentos cirúrgicos ganhou espaço na CNN, na Folha de São Paulo e em noticiários do mundo todo, para a lamentação de muitos admiradores do jurássico regime. Não existe, é fácil imaginar, nenhuma informação oficial que desminta ou confirme o tal “péssimo estado de saúde” que nas manchetes alarmistas vão do anúncio da “morte cerebral” ao alento (para os seus) de um “retiro onde o líder descansa e se recupera”. Enfim,  salvo o círculo íntimo do Ditador hereditário, e que nada esperam ganhar divulgando informações do seu “líder supremo”, não sabemos com exatidão o que está acontecendo na Coreia do Norte. Mesmo que seja declarada a morte de Kim, não há muita expectativa de que o reino coreano de Kim vá abandonar seu autismo político, sua ideologia “Juche” de isolamento e “autossuficiência”. 

O que tudo parece indicar é que Kim Jong-un não passa muito bem. Todavia, o que não é segredo para absolutamente ninguém é que a Coreia do Norte não está bem e não está bem desde 1948.

Refrescar a memória

Muitos ocidentais bestilizados pelo credo comunista acreditam voluntariamente na mesma estória da carochinha contada a milhares de infelizes na Coreia do Norte sobre sua “fundação” pelo “grande líder” Kim Il-Sung. O fato é que a República Popular e Democrática da Coreia (RPDC) foi estabelecida em 9 de setembro de 1948 na parte do país que se estende ao norte do Paralelo 38. Depois de um acordo entre estadunidenses e comunistas da extinta URSS, estes ficaram encarregados de sua administração, enquanto os estadunidenses se encarregaram da Coreia Meridional ao sul do mesmo paralelo. 

Diferente do que aprendem os pobres coitados na Coreia do Norte, no fatídico 25 de junho de 1950, quem desencadeou a guerra entre as Coreias foi precisamente o país do Norte. Tal conflito se encerrou somente após centenas de milhares de vítimas, numa guerra inglória, em 27 de junho de 1953, depois de tratativas com tropas cansadas da ONU. Passado o estúpido conflito, a Coreia do Norte se isolou ainda mais. 

Embora Kim Il-Sung seja o “pai da pátria” na Coreia do Norte, é desde 1919 que pelo menos dois grupos disputavam o título de bolchevista por lá. A demora da URSS em admitir qualquer um deles como “oficial” levou a uma luta feroz entre os próprios comunistas. Mas foi graças ao Komintern soviético que pôde se estabelecer a unidade do movimento comunista coreano.

Kim Il-Sung, um mero comandante de uma unidade de guerrilha anti-japonesa, uma vez esmagado o Japão na II Guerra, foi escolhido pelos soviéticos para receber o “benefício” de seu “apadrinhamento”. Em setembro de 1945, em Pyongyang, a cidade foi tomada por um massacre de quadros divergentes de Kim Il-Sung dentro da ação comunista, principalmente os liderados por Hyon Chun Hyok, que foram completamente dizimados através de prisões arbitrárias, torturas e execuções.

Como foram os primeiros anos da Coreia do Norte? Reforma agrária dentro da ótica stalinista; coletivização forçada; partido único; enquadramento ideológico através de associações artificiais; execuções em massa de adversários acusados falsamente de “colaboração com os japoneses”; perseguição aos proprietários de terra; campos de concentração e trabalhos forçados para gerações inteiras de “traidores”. 

Os arquivos da URSS abertos por curto período de tempo em Moscou foram suficientes para os historiadores sérios coletarem a informação de que Kim Il-Sung estava impaciente para atacar aqueles a quem chamava de “marionetes dos americanos”. Naquela altura, o exército norte-coreano de fato se mostrava uma máquina de guerra superior localmente à estadunidense e sul-coreana. 

Depois de Kim Il-Sung insistir junto a Stalin sobre ter reunido as forças suficientes para o intento de “reunificar as Coreias”, o ditador soviético permite a ação militar. 

Vamos aos números da catástrofe:

Calcula-se que morreram cerca de meio milhão de pessoas na totalidade, ou cerca de 400.000 mortos e um pouco mais de feridos entre chineses vindos em apoio aos norte-coreanos, quando estes estavam ameaçados da derrota total pelas tropas da ONU lideradas general MacArthur; cerca de 200.000 mortos entre os soldados norte-coreanos, 50.000 entre sul-coreanos, mais de 50.000 norte americanos, 300 mortos e 800 feridos entre os franceses e milhões de civis desabrigados. 

Particularidades a respeito da recepção da guerra no mundo

Não é inacreditável para os que conhecem a ausência absoluta de honra e decência nos tipos comunistas o fato de que no mundo todo houve manifestações de apoio a Kim Il-Sung, por facções ligadas ao Comintern soviético e espalhadas globalmente. Não poucos intelectualóides fizeram coro e aplaudiram o genocida, como Jean-Paul Sartre, que embora renegado no universo do pensamento em seu próprio país de origem, continua a destruir as consciências no Brasil. Poucas guerras e atrocidades mundiais estão, segundo os historiadores sérios, tão vinculadas à personalidade de um único homem como a guerra da Coreia está vinculada à de Kim Il-Sung. 

Depois da guerra

Depois da guerra, a Coreia do Norte aderiu ao terrorismo, e podemos listar os atentados em que ela comprovadamente protagonizou: o atentado ao palácio presidencial sul-coreano em 1968; o de Rangoon, 1983; o de 1987, em que um avião da Korea Air Lines foi explodido em pleno vôo, matando 115 pessoas que estavam a bordo, no intuito de executar membros do governo sul-coreano e indicar ao mundo que a Coreia do Sul não estava apta para receber competições olímpicas.

As perseguições e o controle populacional

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Sendo o comunismo um regime ateu, e a Coreia do Norte adepta dos métodos stalinistas, um incalculável número de padres e religiosos de diversas denominações foram mortos em fuzilamentos ou condenados a trabalhos forçados em campos de concentração. O regime utiliza vários métodos de censura para impedir que a palavra de Deus seja difundida. Na verdade, o comunismo coreano, como todos os comunismos, não é realmente ateu: o regime mantém uma fé dogmática no comunismo e incensa a família Kim erigida em ídolos hereditários.

O sistema de campos de concentração da Coreia do Norte vale um artigo próprio. Deles existem fotos de satélites, fotos clandestinas e relatos inumeráveis de fugitivos, muitos, inclusive, que nasceram e iriam morrer no sistema penitenciário por alguma “culpa” do avô ou avó em caso de não fugir. Os crimes dos avós podem ser os mais variados. A lei norte-coreana é completamente ambígua para que possa ser entendido nela aquilo que as autoridades do tirano julgarem melhor. Muitos são acusados de traição por lerem material anterior ao governo comunista, por portarem uma Bíblia cristã, por tecer comentários tidos por “antipatrióticos”, por assistirem um filme ocidental, por manterem contato com a Coreia do Sul ou tecer algum elogio aos inimigos do Norte. 

A lei é clara: “Pensem, falem e ajam como Kim Il-Sung, Kim Jong-Il e (claro) Kim Jong-un”.

A queda da URSS

Com a queda da União Soviética, a Coreia do Norte foi “adotada” pela China de Mao-Tse-Tung, outro regime desumano, responsável por cerca de 50 milhões de mortes.  A posição geográfica estratégica da Coreia do Norte deu à China motivo suficiente para financiá-la e apoiá-la, numa relação muito parecida com a que o dono de um cão de guarda mantém com seu bicho de estimação, nutrindo-o do necessário para que ele continue a guarnecer seu quintal. Para a China, a Coreia do Norte não passa de um Estado-tampão entre ela e a “ocidentalizada” Coreia do Sul.

Controle populacional

A Coreia do Norte mantém a população e seu crescimento sob um rigoroso controle. O aborto, por exemplo, é visto como uma ferramenta eficiente no controle do nascimento de mulheres e como auxílio para manter a população em níveis planificados. Não poucos são os relatos de que o “salário” da grande maioria dos trabalhadores não é mais que uma tigela de arroz.  Não são poucos os relatos de atrocidades, envolvendo até mesmo o canibalismo entre as populações mais miseráveis entre os miseráveis… é até cômico pensar que Kim-Jong-Un esteja doente, entre outras coisas, devido ao excesso de fumo e obesidade. 

Aos integralistas e homens de boa vontade

Nós, que conhecemos bem a ideologia e as táticas dos comunistas e os combatemos assiduamente desde 1932, esperamos e cremos que um dia a Coreia do Norte e todas as outras nações escravizadas pelo jugo diabólico do comunismo, poderão se libertar de seus algozes. Esperamos que a Coreia do Norte encontre o caminho da liberdade sadia e, por isso, cristã. Gostaríamos de verificar maior protagonismo da nossa Pátria na ajuda às inúmeras vítimas daquele regime nefasto; todavia, existem outras preocupações, mais imediatas à agenda brasileira, como o moribundo comunismo bolivariano na Venezuela.

É das situações mais vergonhosas que o Brasil não tenha dado ainda ajuda aos venezuelanos que lutam por livrar-se dos usurpadores do governo da Venezuela, o Sr. Maduro e seus narcocomunistas; que o Brasil não tenha dado ainda auxílio real, em termos de informações, logística militar e recursos, para que os autênticos venezuelanos recuperem sua independência, coisa que garantiria uma frutuosa amizade e manteria afastadas as forças estadunidenses da região, que, embora não sejam inimigos de primeira ordem neste momento, não são conhecidos por lealdade na política internacional. 

Os povos oprimidos pelo comunismo em todo o mundo devem saber que, tão logo os Integralistas aumentem sua influência no governo nacional de nossa Pátria, não haverá da parte do Brasil conluio algum para com qualquer governo comunista; que o Brasil assumirá seu protagonismo na América Latina e no mundo, na garantia dos direitos da Pessoa Humana e da dignidade dos povos, e o fará graças à sua doutrina brasileira, abrangente e cristã. Os povos de boa-vontade de todo mundo devem se reunir em solidariedade contra todos os imperialismos, inclusive o da ONU.

O Brasil não está liberto do poderio comunista, como teimam os “nacionalistas” de última hora. Ao contrário, muitas ideologias estrangeiras têm permeado nossa pátria e se travestido de nacionalistas. Muitos comunistas armam as mais rebuscadas e entroncadas armadilhas nos meandros do poder, nas câmaras legislativas. Com isso, tudo está posto à desordem, e a desordem é o campo onde a tirania comunista arregimenta sua força. Sim, temos prioridades: primeiro é o nosso quintal que deve ser posto em ordem.

Todas as nações do mundo estão lutando para assegurar sua independência dos blocos que querem tudo reunir para facilitar a dominação e exploração. O Brasil deve ser a voz da sobriedade, da afirmação da independência dos povos. Nossas orações estão pela Coreia Norte e seu povo massacrado, para que o futuro lhes seja menos amargo do que tem sido desde que o comunismo solapau toda sua verdadeira tradição e sua liberdade.

Pelo bem do Brasil,

Moises J. Lima
Presidente Nacional da Frente Integralista Brasileira

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