A adoção recente pela grande imprensa do termo da moda (“fake news”) tem a finalidade de desconectar eventos históricos como se a má prática tivesse sido inaugurada somente agora na era da Internet. 

No Brasil há quase que uma tradição de manipulação (e de exercício de poder político) por parte de alguns veículos de imprensa. Esse jogo tem gerado danos seguidos não somente ao equilíbrio, à ordem e à democracia como à própria credibilidade jornalística. Abusam da exposição de pessoas por saberem que o constrangimento pode render efeitos de “Big Brother”, projetando maus jornalistas, pesquisadores e poetas em constante e constrangedor esforço de alcançar fama – e ao mesmo tempo produzindo mais lucro e capacidade de exploração.

Tentam manipular massas e, frequentemente – sob desculpa de cumprir papel fiscalizador – tentam enquadrar membros do Estado e de organizações que ousam não colaborar com os poderosos chefões. Se uma “famiglia” não aceitou o acordo sujo e não é cúmplice, é inimiga.

Quando o tirano Getúlio Vargas já exercia sua fase mais ditatorial, com perseguição generalizada e absolutamente injusta contra diversos grupos políticos, um determinado grupo jornalístico se associou a ele para espalhar boatos de que teria algum integralista colaborado com forças estrangeiras. A produção e disseminação de notícia falsa (boatos ou as “fake news”, como têm preferido adotar) associada à chantagem faz parte do DNA do esquema mafioso.

Recentemente, esse mesmo grupo de comunicação divulgou a informação de que o então presidente da República teria feito um acordo com certo “empresário” (em verdade, notório vigarista que drena recurso público para o próprio bolso, não raro jogando contra a economia nacional) para pagar uma mesada de silêncio a um parlamentar preso.

A farsa dependia da não divulgação da alegada prova. Quando divulgada, demonstrou que não havia ali o que o grupo jornalístico divulgava como fato. Isso serviu ao propósito de sinalizar o alcance – em verdade esperavam maior efeito -, mas atingiu o público cativo da militância de esquerda que, com o fato, engrossou os refrões “fora Temer”.

Hoje, seguindo a tradição de ensinar e exercer a arte da calúnia e difamação, escolhe no lugar do tirano e do vigarista alguns declarados militantes (que também são pesquisadores – mas de obras tecnicamente invalidadas), comprometidos em levantar novo boato e contribuindo possivelmente para abafar o escândalo dos negócios imundos evidenciados por operações financeiras mais que suspeitas. Podemos imaginar o constrangimento por que passam tantos bons profissionais de todas as áreas da empresa.

Uma crítica e uma opinião contrária à nossa é perfeitamente tolerável e permite debates – mesmo caso a verdade não estivesse a nosso favor. Mas não é o caso: estão associando nossas imagens de forma caluniosa (no material de divulgação) ao descrever princípios e atitudes que não são nossos. Induzem espectadores ao equívoco. Parte da própria imprensa hoje fomenta o linchamento virtual daquele que pensa diferente, favorece o discurso de ódio e a ação criminosa contra nós, que somos e pensamos de forma diferente.

Mesmo sem considerar os equívocos de interpretação e opinião pessoal, o jornalista que hoje publica o livro mencionado na televisão – em que tenta nos associar ao que não somos – comete erros que simples revisões poderiam sanar. É compreensível que muitas pessoas têm procurado criar fontes alternativas de renda e se apressaram a lançar livros durante a pandemia, mas deveriam ter feito revisões para evitar contradições e equívocos, até mesmo em respeito ao leitor, que pode ser um consumidor desavisado. 

Apenas para mencionar um exemplo, o jornalista altera datas de fatos – como a criação de movimentos – que não deveriam ser  influenciados pela imaginação. Ao contrário do mesmo, em atitude ética e de respeito ao leitor e à própria credibilidade, quando o também jornalista Plínio Salgado escrevia suas obras de ficção deixava claro qual era o gênero, ainda que demonstrasse sua opinião real nas obras. 

Organizações, profissionais e acadêmicos, que durante anos exerceram uma força de difusão em um “oligopólio” da informação de uma via, hoje demonstram-se escandalizados com a comunicação descentralizada e tentam apresentar-se como os bastiões da verdade contra as “fake news” – mas seguem ignorando o básico do que deveriam ser o código de ética do jornalista e o código de ética do estudante (que deve ser também o do pesquisador, evidentemente). Estão colhendo agora as ondas de hordas enfurecidas com seus “mitos”, que passam também pelo terraplanismo, pela negação da pandemia e pela idolatria a ideologias e Estados estrangeiros. 

O momento é de resgate da responsabilidade. Sem ela o Brasil não estará livre de manipulações e de aventuras políticas. Isso envolve os profissionais de organizações públicas e privadas.

Indicamos a leitura e reflexão sobre o código de ética do jornalista – elaborado pelo fundador do nosso movimento, que seguiu com a profissão de jornalista tendo colaborado até o final de sua vida com os Diários Associados – entre outros. 

Código de Ética do Jornalista e Código de Ética do Estudante:
https://www.integralismo.org.br/codigos-de-etica/

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Lucas Carvalho
Secretário Geral da Frente Integralista Brasileira

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