Comemoramos hoje mais um aniversário de Independência da nossa tão amada Pátria Brasileira. Somos felizes e honrados pelo episódio decorrido em 7 de setembro de 1822 e belamente imortalizado na pintura do nosso patrício paraibano Pedro Américo.

O evento da Independência demarca parte significativa da composição de valores e virtudes que ganharam ali, às margens do riacho do Ipiranga (e rendeu ao humilde riacho a galhardia de “margens plácidas”), a coroa de maturidade e revestiu nosso povo com o manto de responsabilidade histórica, dando uma nacionalidade a brasilidade manifestada no encontro das raças e culturas sob a égide da Cruz de Cristo, germinada das núpcias do amor evangelizado e evangelizador.

O próprio fato de um riacho singelo poder receber tão alta estatura na poesia romântica, que o ato da independência engendrou na confluência de emoções ali conflagradas, remete algo mais profundo que apenas uma “narrativa histórica”; lembra-nos algo que pertence à própria brasilidade, ou seja, uma capacidade de grandeza magnânima presente na humildade e singeleza do homem simples que, como candeia monótona ou um receptáculo com um fogaréu, queima baixo e lentamente, mas queima tenaz e persistente, não é estrondoso como uma explosão, mas muito mais teimoso que qualquer explosão e é capaz de deflagrar centenas de rastilhos, espalhando sua pequena chama de modo a lançar grandes incêndios.

A brasilidade é uma chama que consome os preconceitos do velho mundo, que inflama de amor cristão a história. Ela queima e golpeia o espírito como numa forja onde o artesão, que é o Divino Mestre Jesus Cristo, encontrou terra fértil para sua mensagem graças ao compromisso salutar da Ordem Militar de Cristo e dos Jesuítas evangelizadores.

Ser brasileiro independente é assumir uma responsabilidade junto à história, junto aos povos amigos dos quais proviemos e de todos os outros que conosco contribuem e que reciprocamente colaboram uns com os outros no engrandecimento da humanidade integral, ou seja, anti-materialista. Independência é consciência e consciência é maturidade. Costumamos dizer de um jovem que ele é “independente” se conhece seu caminho, tem maturidade para trilhá-lo e se na posse do conhecimento de suas origens, tem convicção para seguir seu destino.

Devemos perguntar sobre nossa independência: estamos realmente prontos para seguir nosso destino histórico? Estamos despertos de consciência? Ou nossa independência embora nobre no brado e na convicção, se permite escravizar para vícios e grupos que nos tornaram dependentes de outras realidades muito mais sórdidas do que aquela que vivíamos sob o julgo de uma Lisboa que desejava rebaixar o Brasil a categoria de colônia? Não aceitamos voltar para a categoria de colônia, bastou para nossa brasilidade a angústia funesta que tal expectativa portuguesa viesse a se concretizar, para erguermo-nos em coragem e bradar: INDEPÊNDENCIA OU MORTE!

Não suportamos os mandos e desmandos de apenas um período que foi protagonizado por mediocridades políticas nas relações com o Brasil por parte de Portugal, no entanto, como denunciou corajosamente o Sr. Gustavo Barroso, tão logo nos tornamos independentes de Lisboa, e daquilo que chamamos “grilhões” e “astuto ardil”, caímos doentes e enfermos de um mal que não conhecíamos tão bem, que nos reduziu a posição de colônia e até hoje nos mantém em ferros: a princípio, a Casa Rothschild, que nos fez colônia de Londres, mas não a Londres inglesa como poderíamos naturalmente supor, mas a Londres internacionalista apátrida, que fez da própria Inglaterra uma colônia da sua imoralidade antes de submeter grande parte do mundo livre ao julgo da agiotagem internacional.

Fomos depois caindo em armadilhas perversas e sorrateiras que, embora nos permitissem manter um status de independência política, jamais nos permitiram ser independentes economicamente dos interesses internacionalistas que jamais tiveram uma pátria, interessados estes não apenas na sujeição do gigante chamado Brasil mas na sujeição do mundo inteiro e no rebaixamento de Jesus Cristo.

E assim fomos colônia mental desta e daquela idéia exótica, incutindo e internalizando uma mediocridade imposta pela influência perniciosa e de sedições secretas, que nos fizeram desgostar de quem somos, desgostar dos nossos heróis, artistas, escritores, poetas e tantos outros, que foram jogados no esquecimento pela miséria advinda da demora em perceber que toda a grandeza de um brasileiro reside em confessar-se como tal: eu sou um brasileiro!

E foi com a brasilidade efervescente, que o intérprete dela, Plínio Salgado, lançou em 7 de outubro de  1932 o Manifesto com que a Nação Brasileira aderia de fato à sua Independência de consciência e aderia ao movimento combativo com que faria justiça ao brado do Ipiranga, lançando-se na luta de vida e morte com a qual “conosco vencerá ou morrerá uma Pátria” e na luta pela independência e soberania do Brasil, o integralismo evitou que nossa Pátria se tornasse um satélite, uma colônia da extinta União Soviética, em 1935 e em 1964, e novamente evitamos que o Brasil enveredasse pelo caminho sem volta do comunismo em 2013.

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E os batalhadores do Sigma, da consciência do Brasil, debelaram-se contra as forças obscuras e medíocres que logo na independência trataram de nos atar aos pés suas bolas de ferro! A cruel luta que se seguiu contra o integralismo e, portanto, contra a consciência do Brasil, foi uma luta atroz e deixou claro o poder e influência dos inimigos da nossa Pátria; nós integralistas, em justiça ao ato do Ipiranga, ao custo de muitas vidas nossas, mantivemos o Brasil independente politicamente. Infelizmente, o mal que nunca dorme, que nos ronda vigilante, não pode ser tão facilmente destruído pois seus tentáculos pegajosos atravessam fronteiras e não depende, acredite se quiser, da aparência do poder legal constituído, ao contrário, é na obscuridade que preferem permanecer, fomentando a luta e a divisão entre todos os grupos da pátria, para melhor submetê-la.  Tais inimigos tomaram-nos – por muitos anos – como definitivamente derrotados e até “extintos”, quando na verdade o mal de que são personificação é sempre traiçoeiro até para com os seus, e na verdade estivemos sempre aqui e prontos para rescender a chama da Pátria com a candeia de sua consciência que é a bandeira do Sigma: teimosa, tenaz, perseverante, nunca apagada!

Escrevi para o Ilustre jornal virtual “O Brasileiro” e tomo liberdade de reproduzir aqui um parágrafo apenas do artigo que enviei, também para comemorar o 198º Aniversário da Independência do Brasil:

“O povo brasileiro chega a comemoração do 198º aniversário de sua “independência política”, infelizmente, tendo caído em quantos grilhões couberam em nossos braços, pernas e pescoços desde a abençoada data de 7 de setembro de 1822. Agora temos os exploradores externos e internos, temos mais que os banqueiros de Londres, temos uma comunidade deles de todas as nacionalidades (e sem nenhuma nacionalidade), financiando organizações de pressão na nossa política nacional; temos um órgão supranacional de “valor internacional” impondo demandas contrárias as soberanias dos países; temos falsos jornalistas e falsos historiadores lançando no esquecimento e no ostracismo todos os brasileiros que denunciam tais grilhões, isso quando não lançam mentiras contra os mais honrados homens do nossa história; temos uma mídia fantoche; uma educação fantoche; uma política partidária liberal arruinada por sociedades paralelas que tramam dia e noite contra a soberania de nossa nação; estamos eivados de interesses anti-brasileiros e anti-cristãos; em benefício de estados dentro do estado, inclusive, a mais perigosa e odiosa dessas sociedades paralelas e petulantes, reivindica para si a própria figura de D. Pedro, com apoio vergonhoso de muitos de seus descendentes, que desejam jogar liberalmente nossa nação em abismo mais profundo do que já se encontra”.

Tenho certeza que já me fiz entender e que estas palavras bastam para os homens capazes de reflexão sincera! Por fim, este desconforto com o integralismo que parte da mídia volta a manifestar e que coloca em polvorosa uma série de inimigos do Brasil, é o desconforto em ver emergir a consciência do Brasil do coma profundo a que julgavam ter conseguido induzir nosso povo. Eles nos chamam de “desconforto” como se fosse a Frente Integralista Brasileira uma espécie de “espetada nas costas”, ou algo como uma “pedra no sapato”. Em verdade, todo esse pavor do movimento do Sigma, deve-se exclusivamente ao medo que percorre a espinha desses solapadores da nossa independência, quando percebem que o povo brasileiro está conhecendo seus patrícios e a consciência do Brasil, e isso significa que sabem muito bem que o desconforto que “lhes espeta as costas” é na verdade a ponta da espada, e que a pedra por baixo de seus pés não está no sapato, mas é a montanha onde eles pisam, e pisam em solo brasileiro, solo integralista, e tais inimigos do Brasil que vivem na nossa terra para explorá-la, não são dignos dos passos que em nossa terra deu o cavalo de Caxias!

Parabéns Brasileiros!
Por Cristo e Pela Nação!
Pelo bem do Brasil

Anauê!

Moisés Lima
Presidente Nacional da Frente Integralista Brasileira

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