Você já se imaginou andando por uma cidade fantasma? Onde todas as pessoas desapareceram repentinamente?

Não. Não estou falando de um cenário de ficção, como em The Walking Dead, ou qualquer outra série de temática pós-apocalíptica.

Esse cenário existe em alguns lugares do mundo, como, por exemplo, em Pripyat, na Ucrânia, que possuía cerca de 48 mil habitantes e ficou deserta depois do acidente nuclear de Chernobyl, ocorrido em 26 de abril de 1986. Calcula-se que, imediatamente, morreram, pelo acidente, por volta de 60 pessoas. A ONU lançou estimativa de que tenham morrido cerca 16 mil ao longo dos anos subsequentes, devido aos efeitos tardios da radiação.

Pripyat teve que ser abandonada e permanece como um lembrete fúnebre de que a humanidade é mais frágil do que supõem certos governos arrogantes e incompetentes.

Mas talvez Pripyat esteja muito longe na história para ilustrar, na nossa percepção de brasileiros, o tamanho da calamidade que representam as 200 mil mortes pelo COVID-19 registradas no Brasil (até o momento). Talvez seja mais fácil medir as dimensões da catástrofe se colocarmos o número de mortos ao lado do número de soldados que possui o Exército Brasileiro. Registramos um número de óbitos quase tão grande quanto o número de soldados que o Brasil mantém mobilizado para se defender em caso de guerra: por volta de 219 mil militares.

Em 2019, o IBGE lançou o número de habitantes por cidade. Palmas, no Tocantins, tem por volta de 299 mil habitantes. Imaginem o que significaria o impacto de 200 mil mortes em uma cidade como Palmas, ou a perda repentina de dois terços da sua população? E em municípios de população tão minúscula como como Serra da Saudade (MG) com 781 habitantes, Borá (SP) com 837 ou Araguainha (MT), com 935 habitantes?

Eu coloquei muitos números aqui e sinto que eles não são suficientes para aclarar as vistas dos materialistas medíocres — nem sei se é possível aclarar as coisas para tais elementos — que já não conseguem se sensibilizar com o sofrimento dos outros, e adotaram, como método de militância, a prática de “varrer” a catástrofe para debaixo do tapete de desculpas estatísticas, segundo motivações político-partidárias, tentando reduzir o impacto profundo que uma única morte faz superabundar na vida de centenas de pessoas. São os céticos, os canastrões, o gado, que brindam a incompetência do governo, e me fazem lembrar, pasmem, as palavras de D. Félix Sardá y Salvany, que escreveu, em 1884, em seu livro “Liberalismo é Pecado!”, denunciando a putrefação em que atira a sociedade essa ideologia perversa:

“Os nossos leitores sem dúvida terão observado que a primeira preocupação que se nota nos tempos de epidemia é sempre a de pretender que não existe tal epidemia. Não há memória, nas diferentes epidemias que nos têm afligido no século atual, ou nos séculos passados, de que nem uma só vez tenha deixado de se apresentar este fenômeno. A enfermidade tem já devorado no silêncio grande número de vítimas quando se começa a reconhecer que existe, dizimando a povoação. As participações oficiais são, algumas vezes, as mais entusiastas propaladoras da mentira; e tem-se dado casos em que por parte da autoridade se tem chegado a impor penas aos que afirmaram que o contágio era verdade”.

Podemos somar, às observações de D. Félix, a triste constatação que vamos fazendo ao longo desta pandemia, de que a frase de Josef Stálin, “a morte de uma pessoa é uma tragédia, a de um milhão é estatística”, se revela ainda um método assustadoramente funcional até na boca de quem diz “Deus acima de todos”. A coisa está ficando cada vez pior.

Homem enterrando sem velório, graças às mortes causadas pelo regime liberal

O regime matou. É preciso falar disso

A democracia social-liberal em que vivemos impõe aos brasileiros os sofrimentos indizíveis de inenarráveis tragédias que ocorreram, e outras mais que batem à porta. Falência, desemprego, fome, dependência do assistencialismo governamental e muito mais. Tragédias que chegam pela esteira da crise apenas catapultada a alturas estratosféricas devido à pandemia, mas iniciadas há muitos anos contra a soberania das nações. E, assim como o COVID-19 compromete o corpo debilitado, as democracias liberais debilitaram o corpo das nações, forçando-as a abraçar medidas internacionais contrárias à sua própria soberania, como um paciente final que se agarra à máquina de oxigênio que ameaça abandoná-lo antes do último suspiro.

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Na esteira da pandemia, chegaram perigos tão profundos quanto a própria doença. Assim como toda a catástrofe da pandemia foi causada grandemente pela incompetência da política liberal e suas medidas morosas (criminosas, até), é pela política que se tem preparado outros genocídios ainda mais diabólicos. A Argentina, de tão quebrada, sucumbiu finalmente ao investimento financeiro de 15 anos (somado a promessas de financiamentos futuros) realizado pela IPPF, que logrou legalizar o aborto naquela nação. O Chile já observa panorama sinistro pela frente, mirando iguais desgraças para as futuras gerações. E o Brasil? Resistirá?

O teatro das vacinas que se tem desenrolado na nossa Pátria diz muito mais sobre a doença política que vivemos do que sobre o “combate” ao COVID-19. Para aqueles que dizem que não houve descaso, talvez o comparativo do Brasil com a Índia baste para mostrar incompetência do atual governo. Na Índia, com uma população de 1,353 bilhão de pessoas, que tomaram medidas precárias contra a pandemia, registrou-se 151.160 óbitos pela doença. No Brasil, com uma população menor, de apenas 209,5 milhões, registramos, tragicamente, 200 mil óbitos. Não tenho dúvida de que os “arautos” da negação, os “batedores” da boiada, poderão desqualificar os números, e o farão em desrespeito absoluto das vítimas, não apenas da doença, mas de um sistema político falido. Um sistema incapaz de proteger a nação, não apenas contra a pandemia, mas contra todos os inimigos, externos e internos, que almejam retalhar nossa pátria com vistas apenas a interesses imediatos, mas, em tão ampla balbúrdia moral, em tão profunda ausência de programas, tudo se espera menos a atitude necessária para assegurar a grandeza da nação.

Um sistema ilegítimo e estadistas sem autoridade não podem governar uma nação

A nação perdeu o sentido da autoridade. Porque a autoridade não é, como pensa o Governador de São Paulo, João Doria, a imposição pela força de qualquer medida. A autoridade repousa na confiança do povo nos seus representantes públicos, na confiança de que não seremos traídos nos nossos anseios profundos. Entretanto, o povo brasileiro está cansado de tanta traição. Ele experimenta, desde o golpe que instaurou a República, traições de todos os tipos, negociatas escusas do poder político e do poder financeiro, sempre em detrimento dos valores nacionais mais dignos.

A ineficiência do sistema de representação do voto individual, a falência moral do homem público, a inércia do governo em campos e matérias onde deveria se envolver, em detrimento de sua intrusão em matérias e campos onde não deveria se envolver, a submissão da autoridade nacional a empresas multinacionais de roubo de informações e manipulação da opinião pública, a covardia do homem de imprensa — tudo somou para que, na confusão, germinassem teorias conspiratórias sobre a “intenção obscura” por trás das vacinas, intensificadas pela própria maneira como o governo tem lidado com a produção e aquisição delas. Chegamos a um ponto de declínio em que, tão claro o abismo entre o povo e o governo, o povo brasileiro teme que o governo lhe queira envenenar, ao invés de o imunizar contra a doença.

Cada dia mais fica claro que a Nação Brasileira precisa se rebelar definitivamente contra um estado de coisas tão caótico. Que o ponto de declínio em que estamos deve se tornar fermento de um ponto de inflexão. E que só o Integralismo é capaz de restaurar a autoridade da nação e destruir a ação nefasta e a influência de grupos financeiros apátridas na opinião publica. Só o Integralismo poderá estreitar definitivamente, tornar una a participação do povo no governo do País e restabelecer a confiança entre os grupos intermediários, a imprensa e cada cidadão. Porque nós, Integralistas, de nada esquecemos. E se o julgamento moral dos homens responsáveis por tão atroz espetáculo de incompetência já se fez para a história, cabe ainda levantar a necessidade de tribunais de apuração de responsabilidades diante da catástrofe de 200 mil mortes. Mas, antes de julgarmos os inimigos do Brasil, é necessário restabelecer a ordem, a disciplina, a hierarquia, a confiança, a economia, a força do nosso País.

Moisés Lima
Presidente Nacional da Frente Integralista Brasileira

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Marcos Bitencourt

Ótimo texto companheiros!
No mais, gostaria de sugerir que permitissem compartilhar o conteúdo diretamente nas redes sociais para maior engajamento e alcance, pois somente o título já seria chamativo o suficiente para trazer diversos leitores ao integralismo.. Anauê!

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Prezado Marcos, agradecemos o comentário. Logo acima da área dos comentários há os botões para compartilhamento nas redes sociais. Anauê!

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