No dia 15 de novembro deste ano, ocorreram as eleições municipais em todo o país, que decidiram os vereadores e os prefeitos dos milhares de municípios existentes em todo o mapa da nação. Porém, em algumas grandes cidades o embate entre os candidatos continua, e a luta é pela vitória no segundo turno.

A cidade de Fortaleza, capital da famosa “Terra de Sol e de Mar” incrivelmente interpretada por Gustavo Barroso, agora se encontra no embate entre dois candidatos: Dr. José Sarto e Capitão Wagner. Aqui não estamos para recomendar candidato “A” ou “B”, mas para mostrar aos leitores o verdadeiro circo que é a liberal-democracia. Circo às vezes que tem seus shows de comédia e de horrores. Para que tenhamos um panorama mais abrangente e claro da situação, vamos observar quem são mais ou menos os nossos candidatos para a prefeitura da cidade de Fortaleza. Dr. José Sarto, do PDT; médico e político, tem uma boa relação e alinhamento com a família Ferreira Gomes, tendo ocupado o cargo de líder do governo de Cid Gomes (PDT), além de vice-líder do atual Governo do Estado. Sua boa relação e antigo alinhamento com os Ferreira Gomes e com os governantes da cidade de Fortaleza e do Estado do Ceará o tornam um forte candidato às eleições deste ano, graças, é claro, ao grande esquema de politicagem que existe entre estes. Atualmente, o Dr. José Sarto responde a 21 processos, e este informe pode ser facilmente acessado no site “JusBrasil“. O Dr. Sarto faz parte de um agrupamento político-ideológico progressista e de esquerda e suas atuais alianças apenas confirmam isso. Neste artigo descreveremos essas alianças. Agora, vejamos um pouco sobre o outro candidato.

Capitão Wagner, do PROS, capitão da reserva da polícia militar do Estado do Ceará e político, chegou a ser o vereador mais votado de Fortaleza em 2012 e o deputado estadual mais votado do Ceará em 2014. Em sua carreira política já teve embates com Cid e Ciro Gomes. Foi apontado por liderar um motim na Polícia Militar do Ceará em 2011. Motim esse que gerou um grande problema no sistema de segurança pública do Estado. O candidato Capitão Wagner nitidamente tem alinhamento político-ideológico conservador e de direita.

Não irei explanar nenhuma das propostas dos dois candidatos, pois creio que esse trabalho não seja de minha responsabilidade.

Terminado o primeiro turno, com a disputa acirradíssima entre os candidatos Capitão Wagner (PROS) e Dr. José Sarto (PDT), é chegado o segundo turno em Fortaleza. Obviamente, dentro da concepção integralista; nenhum dos candidatos são o ideal para guiar os destinos da cidade de Fortaleza. Mas fica claro e evidente, que o postulante a prefeitura da cidade, Dr. Sarto; representa o poder da verdadeira oligarquia que é a família Ferreira Gomes em todo o Estado do Ceará na disputa de Fortaleza. O mais “engraçado” é justamente as alianças que o candidato do PDT fez com outros partidos, agora nesse período do segundo turno. Posso destacar por exemplo, a aliança com o Partido dos Trabalhadores (PT) no segundo turno destas eleições. “Engraçado”, pois no primeiro turno a propaganda de Sarto estava verdadeiramente esmagando a ex-candidata do PT, Luizianne Lins, em duras e constantes críticas. Em uma delas, a propaganda de Sarto apontava a ex-candidata do PT como a “pior prefeita do Brasil”. Depois desses ataques, os aparentemente “rivais” dão as mãos em sinal de união, junto com o PSOL, PCdoB e outras legendas. Essa união não é apenas pela vitória nas urnas, mas também por um óbvio jogo de interesses particulares de cada político, de cada partido aliado a Sarto. Unidos também contra o “nazi-fascismo” de Wagner e Bolsonaro

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Nas propagandas de Sarto no segundo turno, encontramos o mesmo falatório e demagogia dos demais candidatos: “luta pela igualdade”, “combate ao nazi-fascismo, ditadura e opressão”, “inclusão” e toda a demagogia que já conhecemos. Na verdade, eles estão pouco se importando com o povo fortalezense. Não fazem ideia do que é fascismo ou nazismo, e apesar de Jair Bolsonaro não ser o mínimo exatamente do que o Brasil precisa, nem Wagner, aqui em Fortaleza, sabemos muito bem que a acusação deles serem nazistas, é demagógica, tendenciosa e criminosa. Essa já é uma velha estratégia empregada pelos comunistas desde 1935, aqui no Brasil. Depois da intentona comunista, os representantes comunistas, as organizações e alianças comunistas e socialistas não se identificavam mais como tais. Agora, eles se identificavam como uma “frente ampla pela democracia” contra os “fascistas, quinta coluna e nazistas”; muitas vezes, se referindo aos integralistas na década de 30. Calúnias covardemente difundidas durante o período do Estado Novo adentro e que continuam até os dias de hoje. Da mesma forma que os comunistas na década de 30, a esquerda progressista atual faz uso disso, tanto contra os integralistas, como contra qualquer um que seja contrário às suas pautas. E esses são os “democratas”, que te censuram na primeira discordância.

A situação política de Fortaleza e de toda a província do Ceará é lamentável. A política entregue às mãos de verdadeiras oligarquias, que transformam as cidades e municípios em verdadeiros currais eleitoreiros. Os Ferreira Gomes são os mais conhecidos, e aqueles conscientes da atuação deles na política, sabem muito bem os riscos e os prejuízos que eles e seus aliados na política regional representam para o povo cearense.

Estas eleições estão servindo de lição para todos os brasileiros conscientes e inconscientes da situação nacional e regional em que estão inseridos. Todos estão vendo a democracia liberal ruir. Ruir porque a liberal-democracia é um sistema fraco, composto de homens fracos e vendidos. No contexto da cidade de Fortaleza, vimos e estamos vendo, a olho nu, o jogo de interesses e a politicagem praticada por Sarto, os Ferreira Gomes e seus aliados. No primeiro turno todos são inimigos; no segundo, todos muito bem amigos e unidos. Estranho? Não. Isso nunca foi estranho, pois, na frente do povo, todos são inimigos um do outro e estão ali pelo povo. Mas, nos bastidores da política, seja ela internacional, nacional, regional, estadual ou municipal, os aparente inimigos dão as mãos em sinal de cooperação e ajuda mútua; não pela democracia, pela inclusão, pelo combate a opressão, mas simplesmente pelos seus próprios interesses. Eis aí o sistema que nos representa…

Carlos Ribeiro
Presidente da Frente Integralista Brasileira no Ceará