(acrescer links aos títulos):

  1. Filosofia e Cosmovisão
  2. Nacionalismo
  3. Sociedade
  4. Política
  5. Economia
  6. Outros

Filosofia e Cosmovisão

  • “O fato histórico mais insignificante universaliza-se quando nele enxergamos o Homem; e deixa de ser tempo para ser eternidade quando o consideramos à luz da Providência Divina”. (Atualidades de um mundo antigo, O. P., p. 42)
  • “Não há mais povo eleito, a não ser para os que não sabem acreditar, e desdenham do Cristo. Não há povo nem raça mais forte, a não ser para os que inutilmente arrancam das entranhas da terra ou do fundo das florestas os deuses autóctones para o egoísmo das nacionalidades”. (Atualidades de um mundo antigo, O. P., p. 124)
  • “Toda época de materialismo ou de idealismo, como esta que vivemos, é uma época fáustica, isto é, de perene atividade, mas de atividade sem direção, porque só lhe importa que a marcha se processe sem retorno, sempre para a frente”. (Formação da Política Burguesa, O. P., p. 184)
  • “Na base da economia nova, como na base da nova política, há um problema de moral e de filosofia, uma atitude de espírito que condiciona toda uma civilização”. (O Capitalismo Internacional, O. P., p. 286)
  • “O Integralismo mantém-se alheio a todo e qualquer preconceito de raça, preferindo julgar o homem, não pelos aspectos exteriores da cor, ou do formato dos crânios, mas pelos valores morais e cívicos”. (Perspectivas integralistas, O. P., p. 33)
  • “O Integralismo, em última análise, é a luta da realidade contra as ideologias que a dissecaram como se disseca um cadáver”. (Atualidades Brasileiras, O. P., p. 94)

Nacionalismo

  • “Um povo torna-se Nação quando se analisa interiormente e recebe do passado a consciência de um papel na história. Só quando um povo formula um Ideal dizendo: Quero ser isto!, só então é que a Pátria é Nação e a Nação se faz Estado”. (Atualidades de um mundo antigo, O. P., p. 81)
  • “Não basta possuir grandes vultos no passado para que se forme uma consciência nacional. Não bastam também estradas de ferro, rodovias, linhas aéreas, rádios, telégrafos, comércio interno. Não bastam a força e a glória dos exércitos e das esquadras. Não basta a unidade da língua e a semelhança das religiões. Não basta o esplendor das indústrias e as afirmações maravilhosas da ciência. Nem bastam as divinas criações da arte. Consciência nacional existe onde há esses fatores todos e outros mais, desde que de geração em geração se transmita o culto dos grandes homens, o orgulho pelo que se fez e a certeza de que é possível fazer mais. Consciência nacional existe onde há memória, presença do passado como estímulo do presente, ou seja, a unidade da tradição”. (Atualidades de um mundo antigo, O. P., p. 81)
  • “As Nações são como os indivíduos. Perdem-se quando um ideal não limita as suas energias, não coordena as suas forças múltiplas. Em quatrocentos anos, os brasileiros não conceberam um grande sonho, nem o sonho mau da conquista guerreira, nem o sonho de criar uma civilização nova na América”. (O Estado Moderno, O. P., p. 92)
  • “O amor à humanidade tornou-se um pretexto para todos aqueles que se sentiam incapazes de dar provas de amor aos homens nos círculos concretos da família, do grupo e da Nação”. (O Estado Moderno, O. P., p. 113)
  • “Se, alhures, grandes revoluções se fizeram sem programa inicial determinado, a nossa deve começar, ao contrário, revelando um rumo. A grandeza do Integralismo consiste em ter revivido o antigo ideal da Nação, conclamando os novos bandeirantes para a conquista da Terra de nós mesmos”. (O Estado Moderno, O. P., p. 168)
  • “Nós somos a Torre de Babel em sentido inverso. Aqui tornam a se encontrar os que se dividiram e se afastaram. As raças se completam, as almas se fundem. A grandeza e a originalidade do Brasil está exatamente nisso”. (Atualidades Brasileiras, O. P., p. 120)
  • “Somos universais sendo brasileiros, especificamente brasileiros, porque sabemos ser homens no círculo da família e da pátria. O que não devemos fazer é procurar no universalismo uma desculpa para não observarmos o que está perto. Ama a humanidade quem ama o seu próximo. Cria valores universais quem abre os olhos para as realidades concretas”. (Nós e os fascistas da Europa, O. P., p. 227)

Sociedade

  • “O povo que não tem história é como o homem que não tem memória: irresponsável e inútil”. (Atualidades de um mundo antigo, O. P., p. 83)
  • “A autoridade serve à liberdade, e a liberdade se fortalece da autoridade”. (Atualidades de um mundo antigo, O. P., p. 107)
  • “É nas épocas de crise que o indivíduo percebe o valor da Autoridade, esquecida muitas vezes nos momentos de felicidade geral”. (O Estado Moderno, O. P., p. 110)
  • “A liberdade só é verdadeira dentro dos limites da justiça, porque só então é geral e não redunda no privilégio dos mais fortes e dos mais audaciosos”. (O Estado Moderno, O. P., p. 143)
  • “O homem tem uma face voltada para si mesmo, outra voltada para a sociedade. Só considerando a primeira, o liberalismo sacrificou a maioria nas mãos dos mais fortes; só considerando a segunda, o socialismo ameaça sacrificar a todos no altar do mito coletivo”. (O Estado Moderno, O. P., p. 145)
  • “Não se deve falar em caridade apenas, mas também em Justiça, que é a caridade armada, provida de meios eficazes para a própria atuação”. (O Estado Moderno, O. P., p. 147)
  • “A igualdade absoluta é impossível e, se fosse possível, seria injusta”. (O Capitalismo Internacional, O. P., p. 282)
  • “Não está dentro das possibilidades humanas o poder de nivelar os homens padronizando os sentimentos, as inteligências e as vontades”. (O Capitalismo Internacional, O. P., p. 286)
  • “Amo tanto a liberdade que dia a dia a conquisto e não deixo de convidar os outros a conquistá-la. Porque só a liberdade conquistada é digna desse nome. Quem recebe de presente o direito de ser livre sofre uma diminuição em sua própria dignidade. Recebe apenas uma ilusão de liberdade, pois esta não pode deixar de ser uma manifestação, uma projeção e um complemento da pessoa. O povo, por conseguinte, que tudo espera de um homem, arrisca diminuir-se. O povo não pode recebê-la passivamente, mas sim conquistar a liberdade lutando junto, em harmonia, com quem o dirige. Sou, portanto, contra o cesarismo, porque o povo não pode prostrar-se aos pés de César, por maiores que sejam os seus méritos e por mais que brilhe em sua fronte a estrela das vitórias”. (Atualidades Brasileiras, O. P., pp. 83-84)
  • “A liberdade que se não autolimita expõe-se a aceitar limites por parte de forças estranhas ou contrárias à sua essência”. (Atualidades Brasileiras, O. P., p. 88)
  • “Tudo está em não pender nem para a liberdade, nem para a autoridade. Tudo está em não procurar primados ilusórios, para satisfação da vaidade humana. Integremos liberdade e autoridade em uma unidade que é a unidade do bem e da virtude”. (Atualidades Brasileiras, O. P., p. 89)
  • “É para defender a liberdade que combatemos o liberalismo”. (Atualidades Brasileiras, O. P., p. 95)
  • “Suprimi a família, o sindicato e o município, e tereis destruído o homem”. (Atualidades Brasileiras, O. P., p. 98)

Política

  • “As Nações são formações históricas. Sem compreensão da história não pode haver verdadeiro estadista”. (Atualidades de um mundo antigo, O. P., p. 38)
  • “Quando uma constituição se limita a estabelecer o direito de serem ocupados os cargos públicos por todos os cidadãos, indistintamente, o poder acaba sempre nas mãos dos mais ricos ou dos mais audaciosos”. (Atualidades de um mundo antigo, O. P., p. 55)
  • “A turba prefere mil vezes o arrebatamento do apaixonado à palavra serena do sábio”. (Atualidades de um mundo antigo, O. P., p. 73)
  • “Liberalismo e socialismo tendem para um só ponto. O anarquismo é o lugar geométrico de ambas as doutrinas”. (Atualidades de um mundo antigo, O. P., p. 116)
  • “Não somos contra os liberais do passado, mas contra os que roem a rotina liberal, quando as exigências do mundo são outras”. (Formação da Política Burguesa, O. P., p. 225)
  • “A Revolução Francesa foi feita mais pelo ódio ao passado do que pela esperança depositada no futuro. O mesmo aconteceu com a revolução soviética e o mesmo acontecerá com todas as revoluções baseadas em motivos exclusivamente políticos e econômicos, por mais elevados que eles forem. Somente a nota espiritualista, que implica sempre o imperativo dos fins, faz com que o amor por um futuro que já se traz no cérebro e no coração, seja maior que os ódios provocados pelos anos que se foram”. (Formação da Política Burguesa, O. P., p. 243)
  • “Não estamos, em verdade, mudando de política somente, mas mudando de civilização”. (Formação da Política Burguesa, O. P., p. 246)
  • “A história do Estado Liberal é a história de um mundo de ficções que se quer impor à realidade”. (O Estado Moderno, O. P., p. 60)
  • “Para a maioria dos liberais, Democracia significa o direito de dizer livremente desaforos pela imprensa”. (O Estado Moderno, O. P., p. 150)
  • “Se continuarmos dominados pelo espírito individualista, egoísta e estreito, poderemos nos entusiasmar com a beleza aparente dos artigos constitucionais, mas não poderemos merecer o nome de povo livre”. (O Capitalismo Internacional, O. P., p. 255)
  • “Só a modificação integral da estrutura do Estado pelo fortalecimento da Autoridade permitirá resolver as questões que o século passado deixou sem solução como verdadeira sementeira de guerras e revoluções”. (Perspectivas integralistas, O. P., pp. 28-29)
  • “A Nação é um organismo solidário. Cada intervenção do governo em um setor da vida nacional altera os demais. Ou a ação do Estado se processa de maneira integral, alcançando as causas primordiais do desequilíbrio das funções, ou então é preferível que ela não se verifique. Não adianta despir um santo para vestir outro”. (Perspectivas integralistas, O. P., p. 48)
  • “O Estado Integralista, que está assentado sobre o mais orgânico dos realismos, não pode deixar de ter em sua base a certeza de que existem fragilidades humanas; e de que toda a nossa força consiste em preveni-las. É sobre o conceito do homem cristão — matéria e espírito, instinto e razão —, que devemos elevar o edifício do Estado cristão”. (Atualidades Brasileiras, O. P., p. 84)
  • Só a Ideia deve unir ou separar os homens. Se esses indivíduos pensam do mesmo modo, se querem a mesma coisa, e estão separados, é porque há divergência de apetites, desacordo de interesses, choques de paixões subalternas. Ora, os povos não se governam em função do interesse, mas à luz de um princípio”. (ABC do Integralismo, O. P., p. 163)
  • “O federalismo de tipo liberal foi a refeudalização do Brasil. A nossa Pátria se transformou em uma rede vastíssima de múltiplos poderes pessoais”. (ABC do Integralismo, O. P., p. 166)
  • “Nossa política é de oportunismo porque nos falta a consciência de um ideal nacional. Somente quando um povo adquire consciência de um ideal comum é que esse povo sobe mais um degrau e se transforma em Nação”. (ABC do Integralismo, O. P., p. 169)
  • “Quando todos os brasileiros voltarem à normalidade, livres do clorofórmio liberal, que nos serviu para a operação da independência política, os brasileiros se sentirão integralistas, e trabalharão pela independência integral de nosso povo. E então ficarão admirados de já terem sido qualquer coisa que não fosse integralista”. (ABC do Integralismo, O. P., p. 192)
  • “A Democracia sempre foi o nosso ideal. E foi por amor à Democracia que repudiamos o Liberalismo e o Socialismo que dela se têm servido como mero instrumento, ora para a prepotência das minorias plutocráticas, ora para a exploração demagógica dos sofrimentos populares”. (Integralismo e Democracia, O. P., p. 246)
  • “O ideal democrático não pode nem deve excluir a ordem, a disciplina e a hierarquia, que são condições essenciais para a saúde do organismo nacional”. (Integralismo e Democracia, O. P., p. 249)
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Economia

  • “Quando um dado sistema de forças produtivas condiciona os nossos atos, não são os fatos materiais em si que agem sobre nós, mas sim a anterior ação humana que lhes deu vida: no fundo, é ação do homem sobre o homem, de uma geração sobre outra geração, do passado sobre o presente”. (Formação da Política Burguesa, O. P., p. 211)
  • “O liberalismo, que sonhara a paz universal, entrega às gerações que surgem um mundo dividido pelos ódios”. (O Estado Moderno, O. P., p. 84)
  • “Nacionalismo, sem anticapitalismo, é expressão vazia, motivo poético de política diletante”. (O Estado Moderno, O. P., p. 87)
  • “O liberalismo no Brasil foi um ato de passividade ante as forças da terra, um desvio do bandeirismo, que é a reação permanente do homem contra as forças da Natureza”. (O Estado Moderno, O. P., p. 91)
  • “Sei perfeitamente que, quando o Estado disciplinar a economia, se defrontará com numerosas forças judaicas do capitalismo financeiro; mas essa luta não será mais que o reflexo da grande campanha anticapitalista, e nada terá que ver com preconceitos raciais”. (O Estado Moderno, O. P., p. 134)
  • “A Cultura capitalista ou burguesa caracteriza-se pela separação radical entre os fenômenos econômicos e as regras da ética, entre os preceitos das finanças e os preceitos da Justiça e do Bem”. (O Capitalismo Internacional, O. P., p. 201)
  • “Não pode existir direito de propriedade realizado e integral em um regime de economia sem sanção e sem controle”. (O Capitalismo Internacional, O. P., p. 204)
  • “A luta contra o capitalismo se identifica com a defesa do direito integral de propriedade”. (O Capitalismo Internacional, O. P., p. 207)
  • “Não há desacordo de interesses entre Nações, mas entre os exploradores das Nações”. (O Capitalismo Internacional, O. P., pp. 221-222)
  • “Quando o aparelhamento bancário exercer a sua função elevada de auxiliar da produção, deixando de ser o explorador parasitário da vida produtiva, é que o esforço da ciência e as criações da técnica estarão verdadeiramente a serviço da humanidade”. (O Capitalismo Internacional, O. P., pp. 223-224)
  • “Uma crítica virulenta que, no fundo, é uma apologia, eis o que é preciso compreender do marxismo”. (O Capitalismo Internacional, O. P., p. 237)
  • “As únicas forças de que dispõe o homem moderno para resistir e lutar pela sua liberdade contra o capitalismo são a família, a propriedade, a pátria, a soberania do Estado e o sentimento religioso”. (O Capitalismo Internacional, O. P., p. 238)
  • “O Integralismo procura abranger a totalidade dos aspectos do real. O liberalismo e o socialismo não enxergam senão alguns desses aspectos”. (O Capitalismo Internacional, O. P., p. 266)
  • “Em lugar de nos preocuparmos somente com assistência social, procuremos torná-la desnecessária”. (O Capitalismo Internacional, O. P., p. 284)
  • “Não há outro meio de acabar com o comunismo senão acabando de vez com a democracia liberal, terreno propício ao desenvolvimento de todos os micróbios virulentos”. (ABC do Integralismo, O. P., p. 210)

Outros

  • “Todo progresso, no fundo, implica uma renúncia de uma parte do passado, o abandono de hábitos velhos por hábitos novos, de ‘virtudes’ antigas por ‘virtudes’ novas”. (Atualidades de um mundo antigo, O. P., p. 57)
  • “Uma ideia nova é um perigo, meus senhores. É natural que ela encontre oposição. Consolemo-nos, porém: a mediocridade que hoje a combate, amanhã, reconhecida, morrerá por ela”. (ABC do Integralismo, O. P., p. 162)

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